<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964</id><updated>2011-04-21T21:59:36.033-07:00</updated><title type='text'>social</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jbtsocial.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-4636653913762727657</id><published>2009-05-04T07:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T07:19:48.190-07:00</updated><title type='text'>A quem pedir socorro?</title><content type='html'>Corre na internet um vídeo fantástico do dia 20 de abril passado, protagonizado pelo gaúcho Luiz Carlos Prates, &lt;a title="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=" href="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=59705&amp;amp;channel=47"&gt;http://mediacenter.clicrbs.&lt;/a&gt;&lt;a title="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=" href="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=59705&amp;amp;channel=47"&gt;com.br/templates/player.aspx?&lt;/a&gt;&lt;a title="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=" href="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=59705&amp;amp;channel=47"&gt;uf=1&amp;amp;contentID=59705&amp;amp;channel=&lt;/a&gt;&lt;a title="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=" href="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=59705&amp;amp;channel=47"&gt;47&lt;/a&gt; comentarista de destaque da RBS TV-Santa Catarina, para a qual o perdemos há alguns anos. Sempre foi veemente em seus comentários, esportivos ou não, opiniático até, mas uma língua afiadíssima quando escorado na razão. Nele, desta vez, conclama para que nós, povo, cidadãos esbulhados, surrupiados, achacados e desrespeitados, rebelemo-nos contra os abusos e distorções cometidos pelos parlamentares que escolhemos para nossa representação.  São malversações absurdas, escandalosas para quem ainda tem decoro e cora nas faces, que ocorrem tanto no âmbito dos Estados - no vizinho Estado não deve ser exceção – quanto aqui, no honroso Palácio Farroupilha, mas principalmente, quanto lá, no longínquo Planalto Central do Brasil, nos mundialmente desmoralizados palácios existentes para o abrigo dos Três Poderes da República.&lt;br /&gt;        Juscelino teve uma intenção bandeirante e visionária ao idealizar e transferir a Novacap mais para o interior do país; mas, se deu mal em um aspecto, pois levou “os guris para atrás da esquina”, para longe do olhar crítico da consciência acessória, para longe do alcance  e da cobrança do grande povo mais politizado da “Velhacap” e arredores.&lt;br /&gt;O povo de Brasília, com todo o respeito que merece, nasceu e vive naquele meio; possuem uma cultura coerente com uma cidade, arquitetonicamente linda, aliás, que foi construída inclusive para aquilo que lá se vê. A moral lá é outra, permissiva, a ponto de que tudo o que acontece passa a ser normal. E os escândalos ocorrem de “carreirinha”, pensados e efetivados por homens públicos que não são nem daqui, porque não estão ao nosso alcance desde a altura daquele grotesco “pantheon”, nem de lá, por que lá passam, sempre, nada mais que três dias semanais. O resto é no ar, frequentemente em desvios de rota.&lt;br /&gt;Lula, em 1993, errou o cálculo quando os chamou de “300 picaretas” (aos quais hoje faz corte e alisa a todos, como em sua declaração pública de panos quentes sobre a recente farra). Porque, na verdade, lá ninguém escapa, nem aqueles que considerávamos incorruptíveis (lembre-se da viúva de Jefferson Peres, que abiscoitou 118 mil de sobra de cota de passagens), pois passa-se na peneira e ficam todos; ou por ação, a maioria, ou por omissão; esses são uns poucos caciques de fala eloquente e respeitável, que bem podiam nos defender no mais alto e bom som. Os quais, então, se discordam do comportamento corrente, que abandonem a Casa. Consternado, vejo, pois, que estamos ao desamparo de qualquer providência que venha de lá para lá!&lt;br /&gt;E a quem, então, pedir socorro? Não nos resta saída: é a nós mesmos!&lt;br /&gt;Primeiro, providenciar para que os valores morais e éticos da sociedade, como um todo, sejam revistos e postos em prática regular. A  começar pela reestruturação, com autoridade, dos valores advindos da agregação familiar, pilastra social, mesmo obedecendo aos novos modelos.&lt;br /&gt;Segundo, atender ao ditame de Augusto Boal (1931-2009): ”Ser cidadão não é pertencer à sociedade, mas ter o poder de transformá-la!” Pra tanto é necessário convencimento de que as coisas vão mal aqui e  que  nós precisamos mudá-las; seguido de determinação para fazê-la; e disciplina. Estes são postulados, atos conscientes básicos,  para que haja mudanças de nossos hábitos, os quais depois se tornarão automáticos, desde os mais simples aos mais complexos.&lt;br /&gt;Terceiro, pressionar por uma reforma política para que sejam extintos a Câmara Alta, um entrave senil, obsoleto e paquidérmico, que nunca bate o martelo de fato. Bem como, a redução dos partidos nanicos, o que trará na sua esteira a eliminação do dispensável parasitismo do conhecido “baixo clero”, de atuação risível, mas sobretudo onerosa ao nosso bolso. E, com o mesmo ânimo, acabar com as indicações políticas no Supremo Tribunal Federal, cujo comportamento tendencioso é visível - além das discussões de boteco -  com o consequente padecimento dos que observam, mas lá nunca conseguirão chegar, ou para a graça dos que lá chegam por ter suas “burras” cheias. Bem como, a eliminação das acomodações políticas em todas as instâncias inferiores dos que não mais têm o voto popular, mas que decidem de forma não menos importante em suas decisões arrastadas.&lt;br /&gt;Luiz Carlos Prates, por favor, continue a difundir, deste seu valioso posto, a sua contagiante indignação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-4636653913762727657?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/4636653913762727657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/4636653913762727657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2009/05/quem-pedir-socorro.html' title='A quem pedir socorro?'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-330744673319115704</id><published>2009-05-01T07:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T07:26:46.650-07:00</updated><title type='text'>Humanamente biológica!</title><content type='html'>Passe-se o dia frente à TV, leia-se todas as manchetes e escute-se todas as notícias...; além disso, perceba-se quais são os assuntos - a não ser o “ será que chove?” - que mais alimentam as conversas informais do dia-a-dia entre os comuns e constata-se que a sociedade está muito doente.&lt;br /&gt;São desvios sexuais, assassinatos, invasões, roubos, acidentes por direção perigosa, abuso de álcool, a cascata das drogas, desde aquele que a cultiva e outros envolvidos, desde seus marginais vetores até os consumidores, maltrapilhos ou engravatados, escorias sociais ou elitizados,  distribuídos por todas as camadas sociais, uma ferida de bordos escancarados, vivos e sangrantes... E o pior de tudo, eis ai uma chaga que se alastra nos tecidos sociais, frente aos olhos, alguns atônitos outros indiferentes e por tal, permissivos, daqueles que não mais indignam-se com o agora lugar comum. Passando pela impotência de quem se dispõe apenas a atacar esse mal, armados com espadas de madeira. Não cabe aqui listar todos os males que são  notícias diárias, quase todos evitáveis, sem esquecer as estrondosas reclamações da ofendida natureza.&lt;br /&gt;            Não bastassem tais calamidades, somos vítimas de nós mesmos, quando, sem fazermos uso da rigidez da escolha ou até mesmo fazendo uso dela, mas que por forças maiores se torna inútil, colocamos como nossos regentes, a cada curto espaço de tempo, representantes inescrupulosos, acometidos de aridez ética, cuja manifestação se torna notória logo ao transporem o portal das urnas.&lt;br /&gt;         A idéia que passam é que esse cobiçado altar, donde deveriam reger com lisura e altivez os destinos da pátria de todos nós, é, visivelmente, mais cobiçado pelas facilidades pessoais a que atenderá do que pelo dever cívico constitucional. Encastelados naquele “pantheon”, cada vez mais esdrúxulo e deformado pelas entorses da malversação dos valores éticos e morais, locupletam-se com a maior desfaçatez, legislando em causa do próprio bolso, conforto e prazeres os mais variados, saudando a todos com o nosso chapéu.&lt;br /&gt;Mais que isso, é possível que de forma inconsciente, nós os escolhamos por serem lídimos representantes de nós mesmos, pela baixa qualidade de nossa moral individual e coletiva, para que façam lá aquilo que gostaríamos de fazer e não tivemos capacidade e/ou oportunidade. Além de ficarmos como meros responsáveis pela reprodução de seus eventuais substitutos, como mentores, criadores e participantes de um núcleo básico, disfarçadamente corrupto, a família, obra nossa, célula mãe da sociedade de que somos partícipes, onde praticam-se atos simples como coagir um professor ou comprar uma nota para o filho mau aluno, oferecer uma “graninha” ao policial para livrar-se de uma multa eloqüente; ou, até mesmo, furar uma fila de banco com uma criança pela mão...&lt;br /&gt;A farra das passagens aéreas, pois, não nos deve surpreender! Ou o fará apenas só até amanhã, quando outra surgirá. A surpresa de agora é, em tudo, igual àquela do mensalão, é curiosidade. Como no caso das ambulâncias, dos hemocentros e outras tantas para trás... desde Pero Vaz. &lt;br /&gt;São desvios legitimados de conduta legislativa - e executiva - que começam a ocorrer desde a planície, com a nomeação descarada de pelegos e familiares para a composição de gabinetes municipais; e que continuam, ao abrir a primeira brecha, por um turismo velado, conhecido como “cursos de aperfeiçoamento para vereadores”. Depois, mais especializadas, seguem-se nas Assembléias dos Estados e atingem o mais alto grau de refinamento e intangibilidade nas distantes alturas da Câmara e do Senado.&lt;br /&gt;É assim mundo afora. Sem que sirva de consolo, existem países piores que o nosso, tanto que existe um escore mundial de corrupção, onde estamos lá pelo octogésimo degrau escada a baixo, misturados a outras democracias, teocracias, ditaduras e distintas formas de regência, entre  lustrosas e rústicas. E todos os seus líderes são responsáveis, desde os ativos aos omissos, pois quem cala, consente!&lt;br /&gt;A neurociência já detectou: falta ao cérebro humano, ainda em evolução biológica, uma área cujo mecanismo controle melhor nossa auto- crítica e dê melhor consequência aos nossos atos. Levará muito tempo, pois, para que tenhamos representantes de nível confiável.&lt;br /&gt;         Excetuando-se, então, as ciências, nossa futura salvação, diante de uma análise rigorosa é possível afirmar-se que tanto o mundo como nós por aqui estamos decadentes, vitimados, a exemplo do que foi resumidamente exposto, por pústulas em erupção, as quais podem ser encaradas como um caminho de nossa purificação como raça humana. Oxalá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-330744673319115704?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/330744673319115704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/330744673319115704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2009/05/humanamente-biologica.html' title='Humanamente biológica!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-2925181079252652349</id><published>2009-05-01T07:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T07:23:42.770-07:00</updated><title type='text'>A falência magistral</title><content type='html'>Quem tem contato com criança, e as observa bem, com frequência se depara com dois fatores atuais surpreendentes, consequentes de distorções do novo arranjo social e familiar, bem como da, ainda, desarrumação em que se encontra o ensino em nosso país: são crianças cursando, algumas vezes, até o 4º ou 5º ano do ensino fundamental, ou mais além, sem que saibam ler ou escrever, que são aprovadas por critérios extraídos, sabe-se lá donde ou com que fundamento pedagógico; e crianças que não mais reconhecem a autoridade no professor, assunto de recente e ampla publicação.&lt;br /&gt;         No primeiro caso, as estatísticas dão respaldo à afirmação quando mostram dados negativos surpreendentes relativos ao conhecimento adquirido pela massa estudantil, da infância à adolescência, mas que, entretanto, engrossa as expectativas governamentais de que lugar de criança é na escola. Desta forma e com estes resultados?&lt;br /&gt;Por um lado, é a regulamentação do ensino esquecendo-se da qualidade - forma e conteúdo - do que é ministrado. E por outro, por desconhecimento, ou ignorância conveniente, de que em matéria de aprendizado, nem todas as crianças são iguais. Estando também entre as causas desta calamidade, a falta de professores, a falta de escolas a formá-los, o seu desinteresse movido por múltiplos fatores, os medos adquiridos no ambiente de trabalho, todos os quais clamam por administração. Por vários motivos, pois, os professores, via de regra, perderam seu encanto e capacitação magistral; e daí, a perderem a sua autoridade, a distância é muito sutil.&lt;br /&gt;         A autoridade do professor alicerça-se lá atrás na formação da criança, no lar formado por figuras de pai e mãe.  Qualquer estudo que contemple as causas dos distúrbios de comportamento de crianças ou adolescentes, encontra, na maioria dos casos, como causa, a falência da autoridade dentro da estrutura familiar, principalmente do pai.&lt;br /&gt;São eles, os pais, que formam a noção de certo ou errado e de pode e não pode na mente da criança, desde a sua inicial capacitação crítica. E esses ensinamentos iniciais vão embasar a conduta, a moral e a ética do indivíduo. E até a sua capacitação ao aprendizado regular! Com a base da personalidade recém formada, a criança aos 6-7 anos ingressa na escola com uma expectativa natural de que esse precioso aprendizado, que vai além do beabá, continue. A criança, sem noção de sua imaturidade, sente que precisa ser guiada. E ai entra a figura do professor, com sabedoria peculiar, na imponência da autoridade – que não é nada mais que o alinhamento da criança normal em seu trilho natural – bem como na noção dos limites a que deve estar sujeita.&lt;br /&gt;Entre outras causas, a falência do antigo grupamento familiar deu lugar a que as crianças emirjam de novas estruturas, gregárias ou não, as mais variadas, e ingressem nas escolas com uma base de juízo crítico distinta do antigo modelo; muitas vezes, a ponto de o professor não poder dar continuidade na boa formação do indivíduo.&lt;br /&gt;Quando não, temos pais que, por múltiplas razões, temem seus filhos, agradam-nos de forma desproporcional ao seu merecimento - até para compensar sua eventual ausência - faltam-lhes o respeito e também não o impõem. Portam-se, muitas vezes, mais como seus amigos – e até amiguinhos - do que como seus pais. Quando não, movidos por queixas distorcidas oriundas do filho-aluno, vão até a escola ameaçar – e amedrontar – educadores, diretores, orientadores e disciplinadores. E não é infrequente que responsáveis por escolas-empresas baixem os olhos para não perder um aluno rebelde, em nome do caixa e em detrimento da autoridade.          &lt;br /&gt;Como se vê, entre a palmatória e o ajoelhar-se no milho até o quadro atual, está faltando um meio termo disciplinador, sem esquecer do respeito à figura magistral, pessoa e mestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-2925181079252652349?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2925181079252652349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2925181079252652349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2009/05/falencia-magistral.html' title='A falência magistral'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-7906428297273200563</id><published>2009-02-28T11:03:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T11:05:36.653-08:00</updated><title type='text'>A Corrosão do Salário do aposentado</title><content type='html'>A corrosão do salário dos aposentados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         No Brasil, a administração da situação dos apenados envolve muitos aspectos negativos: sociais, técnicos, estruturais, jurídicos, de saúde mental, de saúde pública, de segurança e outros.&lt;br /&gt;         Por quase todo o país, delegacias têm suas celas abarrotadas de presos quando deveriam servir, exclusivamente, para situações transitórias. E que assim se encontram por uma miscelânea de causas, a maioria por presos no aguardo de desfecho jurídico de suas situações penais. Os grandes presídios das maiores cidades vivem superlotados, quase sempre com o dobro, ou mais, da lotação limite e muito além do humanamente possível e aconselhável. Sem deixar de falar nas situações extras, como a dos presos encontrados em um “container” que, se forem melhor investigadas, podem ser encontradas outras situações absurdas e que vão além do ocasional.   &lt;br /&gt;Tal situação físicoestrutural gera uma promiscuidade, pela qual graves consequências começam a aparecer, como homossexualismo compulsório, doenças transmissíveis, drogadição, humilhações as mais variadas à dignidade humana, tráfico de armas, formação de gangues e submissão da maioria aos seus caprichos. Produto da brutalidade social, quase bestialidade, que a todos iguala e os transforma em dejetos sociais. Sem esquecer que, por motivos similares, até mulheres são mantidas presas no mesmo espaço que homens e as consequências irracionais que daí advém. É comum, ainda, a falta de socialização dos reclusos através do trabalho, bem como de muitos que querem oficinas dentro das penitenciárias que lhe ensinem algo a fazer, lhes preencham o tempo e não conseguem. Um extenso rosário, uma calamidade!&lt;br /&gt;Temos também os impunes, aqueles que podem pagar caros advogados e conseguem protelar suas sentenças com apelações diversas, que os levem aos benefícios da prescrição. Outros, ainda por motivos vários, são liberados de suas celas por não poderem passar mais de 2 anos reclusos e sem julgamento, o que um advogado habilidoso é capaz de conseguir. E existem aqueles que cumprem parte de suas penas e, pela própria lei que os condenou, são liberados. Um acinte! Moralmente, outra calamidade!&lt;br /&gt;Não bastassem esses disparates, há poucos dias a imprensa publicou decisão do STF que, de forma não unânime, decidiu que um réu (supõe-se, qualquer réu!) pode esperar pelo seu último recurso, decidido sempre lá naquele “pantheon”, em liberdade. Matéria que, felizmente, não deu margem à súmula vinculante. Mesmo assim, é fácil imaginar, e as cabeças de plantão já calcularam que, se todos tiverem bons advogados, a ponto de um dia subirem aquelas escadarias levando suas pastas bem fundamentadas, um total de bem mais de 200 mil sentenciados por instâncias inferiores poderão estar nas ruas, livres, leves e soltos para o que der e vier...   e a sociedade que estremeça!&lt;br /&gt;Dizem os Juízes do STF que eles fazem nada mais do que cumprir o que está escrito na lei maior, a Constituição Brasileira, a qual lhes foi dado o poder de guardiões. Tudo bem! Mas, muitas vezes tem-se a impressão que esses senhores estudam os casos com minúcias, trocam opiniões, trocam olhares e dão suas sentenças. Retiram suas togas, becas, capas e outros adereços, como quem retira o peso das decisões das costas.  E dali, vão para suas casas de luxo, em carros com motoristas e seguranças oficiais, economicamente amparados por gordos salários e seus acréscimos legais, inalcançáveis e intangíveis, sem culpas ou responsabilidades pela qualidade das leis que aplicam. É o que passam à sociedade, que se sente ameaçada e à mercê de suas decisões, quando essas lhe parecem absurdas. E algumas efetivamente o são, como  a aqui citada.&lt;br /&gt;Aplicadores da lei, conhecedores de seus meandros e de seus “furos”, deveriam, sim, alertar aqueles que as fazem, a reformá-las de modo a não permitir tais distorções socialmente ameaçadoras.&lt;br /&gt;Dessa forma, como uma obra que desmorona quando se move a última peça, que conduta (ânimo e eficiência) é sugerida os juízes das comarcas e instâncias regionais inferiores?&lt;br /&gt;Ou será que o STF quer normalizar a população carcerária do Brasil por vias esdrúxulas? Calamidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-7906428297273200563?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7906428297273200563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7906428297273200563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2009/02/corrosao-do-salario-do-aposentado.html' title='A Corrosão do Salário do aposentado'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-2974358392744249641</id><published>2009-02-28T10:52:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T10:54:21.427-08:00</updated><title type='text'>Calamidades</title><content type='html'>No Brasil, a administração da situação dos apenados envolve muitos aspectos negativos: sociais, técnicos, estruturais, jurídicos, de saúde mental, de saúde pública, de segurança e outros.&lt;br /&gt;         Por quase todo o país, delegacias têm suas celas abarrotadas de presos quando deveriam servir, exclusivamente, para situações transitórias. E que assim se encontram por uma miscelânea de causas, a maioria por presos no aguardo de desfecho jurídico de suas situações penais. Os grandes presídios das maiores cidades vivem superlotados, quase sempre com o dobro, ou mais, da lotação limite e muito além do humanamente possível e aconselhável. Sem deixar de falar nas situações extras, como a dos presos encontrados em um “container” que, se forem melhor investigadas, podem ser encontradas outras situações absurdas e que vão além do ocasional.   &lt;br /&gt;Tal situação físicoestrutural gera uma promiscuidade, pela qual graves consequências começam a aparecer, como homossexualismo compulsório, doenças transmissíveis, drogadição, humilhações as mais variadas à dignidade humana, tráfico de armas, formação de gangues e submissão da maioria aos seus caprichos. Produto da brutalidade social, quase bestialidade, que a todos iguala e os transforma em dejetos sociais. Sem esquecer que, por motivos similares, até mulheres são mantidas presas no mesmo espaço que homens e as consequências irracionais que daí advém. É comum, ainda, a falta de socialização dos reclusos através do trabalho, bem como de muitos que querem oficinas dentro das penitenciárias que lhe ensinem algo a fazer, lhes preencham o tempo e não conseguem. Um extenso rosário, uma calamidade!&lt;br /&gt;Temos também os impunes, aqueles que podem pagar caros advogados e conseguem protelar suas sentenças com apelações diversas, que os levem aos benefícios da prescrição. Outros, ainda por motivos vários, são liberados de suas celas por não poderem passar mais de 2 anos reclusos e sem julgamento, o que um advogado habilidoso é capaz de conseguir. E existem aqueles que cumprem parte de suas penas e, pela própria lei que os condenou, são liberados. Um acinte! Moralmente, outra calamidade!&lt;br /&gt;Não bastassem esses disparates, há poucos dias a imprensa publicou decisão do STF que, de forma não unânime, decidiu que um réu (supõe-se, qualquer réu!) pode esperar pelo seu último recurso, decidido sempre lá naquele “pantheon”, em liberdade. Matéria que, felizmente, não deu margem à súmula vinculante. Mesmo assim, é fácil imaginar, e as cabeças de plantão já calcularam que, se todos tiverem bons advogados, a ponto de um dia subirem aquelas escadarias levando suas pastas bem fundamentadas, um total de bem mais de 200 mil sentenciados por instâncias inferiores poderão estar nas ruas, livres, leves e soltos para o que der e vier...   e a sociedade que estremeça!&lt;br /&gt;Dizem os Juízes do STF que eles fazem nada mais do que cumprir o que está escrito na lei maior, a Constituição Brasileira, a qual lhes foi dado o poder de guardiões. Tudo bem! Mas, muitas vezes tem-se a impressão que esses senhores estudam os casos com minúcias, trocam opiniões, trocam olhares e dão suas sentenças. Retiram suas togas, becas, capas e outros adereços, como quem retira o peso das decisões das costas.  E dali, vão para suas casas de luxo, em carros com motoristas e seguranças oficiais, economicamente amparados por gordos salários e seus acréscimos legais, inalcançáveis e intangíveis, sem culpas ou responsabilidades pela qualidade das leis que aplicam. É o que passam à sociedade, que se sente ameaçada e à mercê de suas decisões, quando essas lhe parecem absurdas. E algumas efetivamente o são, como  a aqui citada.&lt;br /&gt;Aplicadores da lei, conhecedores de seus meandros e de seus “furos”, deveriam, sim, alertar aqueles que as fazem, a reformá-las de modo a não permitir tais distorções socialmente ameaçadoras.&lt;br /&gt;Dessa forma, como uma obra que desmorona quando se move a última peça, que conduta (ânimo e eficiência) é sugerida os juízes das comarcas e instâncias regionais inferiores?&lt;br /&gt;Ou será que o STF quer normalizar a população carcerária do Brasil por vias esdrúxulas? Calamidade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-2974358392744249641?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2974358392744249641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2974358392744249641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2009/02/calamidades.html' title='Calamidades'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-3053187387524848179</id><published>2009-02-28T10:49:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T10:51:21.652-08:00</updated><title type='text'>A Falência Magistral</title><content type='html'>Quem tem contato com criança, e as observa bem, com frequência se depara com dois fatores atuais surpreendentes, consequentes de distorções do novo arranjo social e familiar, bem como da, ainda, desarrumação em que se encontra o ensino em nosso país: são crianças cursando, algumas vezes, até o 4º ou 5º ano do ensino fundamental, ou mais além, sem que saibam ler ou escrever, que são aprovadas por critérios extraídos, sabe-se lá donde ou com que fundamento pedagógico; e crianças que não mais reconhecem a autoridade no professor, assunto de recente e ampla publicação.&lt;br /&gt;         No primeiro caso, as estatísticas dão respaldo à afirmação quando mostram dados negativos surpreendentes relativos ao conhecimento adquirido pela massa estudantil, da infância à adolescência, mas que, entretanto, engrossa as expectativas governamentais de que lugar de criança é na escola. Desta forma e com estes resultados?&lt;br /&gt;Por um lado, é a regulamentação do ensino esquecendo-se da qualidade - forma e conteúdo - do que é ministrado. E por outro, por desconhecimento, ou ignorância conveniente, de que em matéria de aprendizado, nem todas as crianças são iguais. Estando também entre as causas desta calamidade, a falta de professores, a falta de escolas a formá-los, o seu desinteresse movido por múltiplos fatores, os medos adquiridos no ambiente de trabalho, todos os quais clamam por administração. Por vários motivos, pois, os professores, via de regra, perderam seu encanto e capacitação magistral; e daí, a perderem a sua autoridade, a distância é muito sutil.&lt;br /&gt;         A autoridade do professor alicerça-se lá atrás na formação da criança, no lar formado por figuras de pai e mãe.  Qualquer estudo que contemple as causas dos distúrbios de comportamento de crianças ou adolescentes, encontra, na maioria dos casos, como causa, a falência da autoridade dentro da estrutura familiar, principalmente do pai.&lt;br /&gt;São eles, os pais, que formam a noção de certo ou errado e de pode e não pode na mente da criança, desde a sua inicial capacitação crítica. E esses ensinamentos iniciais vão embasar a conduta, a moral e a ética do indivíduo. E até a sua capacitação ao aprendizado regular! Com a base da personalidade recém formada, a criança aos 6-7 anos ingressa na escola com uma expectativa natural de que esse precioso aprendizado, que vai além do beabá, continue. A criança, sem noção de sua imaturidade, sente que precisa ser guiada. E ai entra a figura do professor, com sabedoria peculiar, na imponência da autoridade – que não é nada mais que o alinhamento da criança normal em seu trilho natural – bem como na noção dos limites a que deve estar sujeita.&lt;br /&gt;Entre outras causas, a falência do antigo grupamento familiar deu lugar a que as crianças emirjam de novas estruturas, gregárias ou não, as mais variadas, e ingressem nas escolas com uma base de juízo crítico distinta do antigo modelo; muitas vezes, a ponto de o professor não poder dar continuidade na boa formação do indivíduo.&lt;br /&gt;Quando não, temos pais que, por múltiplas razões, temem seus filhos, agradam-nos de forma desproporcional ao seu merecimento - até para compensar sua eventual ausência - faltam-lhes o respeito e também não o impõem. Portam-se, muitas vezes, mais como seus amigos – e até amiguinhos - do que como seus pais. Quando não, movidos por queixas distorcidas oriundas do filho-aluno, vão até a escola ameaçar – e amedrontar – educadores, diretores, orientadores e disciplinadores. E não é infrequente que responsáveis por escolas-empresas baixem os olhos para não perder um aluno rebelde, em nome do caixa e em detrimento da autoridade.          &lt;br /&gt;Como se vê, entre a palmatória e o ajoelhar-se no milho até o quadro atual, está faltando um meio termo disciplinador, sem esquecer do respeito à figura magistral, pessoa e mestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-3053187387524848179?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3053187387524848179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3053187387524848179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2009/02/falencia-magistral.html' title='A Falência Magistral'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-609730091507302538</id><published>2008-07-30T13:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T05:31:09.111-07:00</updated><title type='text'>A consciência da nação</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Toda corrupção emana do povo e por ele será exercida!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“No se despliége de su cartera, Señora! Foi a frase que mais ouvimos, há pouco mais de 1 ano, quando roubaram a bolsa de minha mulher em uma farmácia de Buenos Aires. Longas e naturais caminhadas, sacolas dependuradas, sapatos novos e, então, uma bolha no pé foi inevitável. Paramos na farmácia, pedimos uma bandagem adesiva, as sacolas e a bolsa forma largadas no balcão, minha mulher agachou-se e eu a auxiliá-la a colocar o curativo. Já pago no pedido, pegamos nossos embrulhos de mão e saímos. Cinqüenta metros adiante demos por falta da bolsa: “ Ficou na farmácia!” Na ocasião anterior, observei bem, havia um segurança perto da porta de entrada, uma balconista, uma atendente circulante e uma encarregada da limpeza. Não tinha outro lugar onde a bolsa pudesse ter sido extraviada. Ao chegarmos de volta, nos explicamos sobre o esquecimento e nada da bolsa aparecer. Não haviam visto nada, juravam de pés juntos e assim foi: fomos roubados no momento que nos agachamos para colocar a bandagem, trinta segundos, talvez, de descuido. E não havia nem mais um cliente que pudesse ser responsabilizado. Foi a moça do balcão. Dinheiro, celular e, principalmente, por ser em um outro país, os documentos. Não houve argumento que fizéssemos - oferecemos até recompensa, demos o endereço do nosso hotel ali pertinho - para que ao menos os documentos nos fossem devolvidos e, na maior cara de pau, juraram inocência. Fomos no guarda da esquina, deixamos recado no balcão do hotel, fomos em uma delegacia, em duas delegacias e por fim na Polícia Federal. E de todos ouvíamos palavras de que era melhor resignar-se e a frase chavão para esses casos: “ Nunca se despliége de su cartera, Señora!” Ou seja, aquela, pelo visto, era uma infração comum para a qual as autoridades já nem bola davam mais.&lt;br /&gt;Na realidade, naqueles dias, alguns anos mais tarde desde a última vez que havia estado lá, nunca havia visto tanto mendigo pela rua, tanta gente ganhando a vida como podia, nos mais variados malabarismos e das mais inusitadas formas, em plena Calle Florida, como daquela vez. Foi por essa mesma época que, no Aeroporto de Ezeiza, andaram roubando pertences de dentro das malas despachadas pelos turistas. Conclusão: Em Buenos Aires, bem como, provavelmente, em toda a Argentina, mas mais notório na capital, a condição social havia piorado, a escassez de dinheiro havia aumentado e junto aumentaram os pequenos furtos, as ações artísticas de rua, os golpes e similares, em plena via pública, que nada mais eram que atos “gambeteando la pobreza....”, como no tango!&lt;br /&gt;A Argentina é um país culto, com índice de analfabetismo bem menor que o nosso, com sinais disseminados de colonização espanhola, naturalmente, mas com influência muito forte de cultura italiana e inglesa, ao menos na capital. Por lá, por certo, as raízes da corrupção são diferentes daquelas no Brasil.&lt;br /&gt;Nós por aqui, fomos colonizados, misturadas aos aventureiros que nos desbravaram e dos quais ninguém conheceu até o hoje as suas folhas corridas em seu país de origem, também por populações carcerárias que vinham banidas de além mar. Vale perguntar: além de nossos desbravadores corajosos, de caçadores de esmeraldas que rasgavam e roubavam o ventre filial e de genocidas que exterminavam índios que lhes atrapalhasse seus atos “bravios”, que nível intelectual e moral, realmente, descontado o fato de quem conta um conto aumenta(ou omite) um ponto, tinham os borbagatos, os fernãodias, os caramurus e os joãosramalhos que desenharam nossa história inicial? E a escória portuguesa que lhe fez companhia e que aqui se entrecruzou? O que dizer desse início social e moralmente obscuro? Estarão ai as causas de nossa índole corrupta? Não sei, mas é possível.&lt;br /&gt;Só sei que hoje somos um povo, vítima e ator, de uma corrupção implacável que, se bem observada, muito longe está de ser inerente ás classes dominantes, governo, legisladores, judiciário e escalões imediatos. Ao analisarmos a maioria dos escândalos quando surgem, veremos que o início do novelo ou da novela está no interior da sociedade organizada, muitas vezes engravatadas e abastadas. Desde os pequenos aos grandes escândalos, desde as menores às maiores infrações. Tudo que é bom e tudo que é mau nasce do povo. E o povo é consciência da nação! A boa e a má consciência, a consciência correta e a consciência corrupta pertence ao povo!&lt;br /&gt;E a metade tímida da população, onde se acomodam os bons, se espanta e se revolta. E são tantos os desvarios, tão variados, tão freqüentes, tão dispersos nas mais variadas latitudes e longitudes de nossa nação, com tantas dimensões, que, muitas vezes, não tendo para quem clamar por justiça, até por que nos fatos de maior repercussão esta nos parece tão inatingível, com tão pouca praticidade (e, muitas vezes, tão complacente), nos resta aplaudir a visibilidade das algemas, o vibrar ao ouvir o locutor dizer que tal infração a que um delinqüente está sujeito é de tantos a tantos anos de cadeia( se ao menos cumprisse a metade....) e, por fim, a vibração íntima quando se ouve dizer que alguém matou um ladrão ou um assassino. Esse é o nosso escasso consolo!&lt;br /&gt;Aqui, como “allá y más allá”, o caso é grave. E já não pode mais interessar de onde veio ou viemos, mas para onde vai e como vamos acabar. Resta-nos tremer e sucumbir ou indignar-se e agir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-609730091507302538?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/609730091507302538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/609730091507302538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/07/conscincia-da-nao.html' title='A consciência da nação'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-5677789311193493865</id><published>2008-07-09T07:31:00.001-07:00</published><updated>2008-07-09T07:31:38.651-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-5677789311193493865?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/5677789311193493865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/5677789311193493865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/07/blog-post.html' title=''/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-7985488628852930592</id><published>2008-07-01T15:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T15:40:14.669-07:00</updated><title type='text'>A construção das tragédias</title><content type='html'>É comum, muitas vezes, diante de circunstâncias que redundam em perdas fatais, que haja referência a que foi assim que quis o destino; ou que foi Deus que quis assim. No entanto, se analisarmos com olhos acurados, veremos que não é nada disso, que Deus se pudesse puxava as orelhas dos vitimados e que em grande parte das vezes as pessoas cultivam por longo tempo os seus desfechos trágicos.&lt;br /&gt;Casos ocorridos algum tempo atrás, da morte súbita de jogadores de futebol, em plena atividade, que era para ser salutar, são casos emblemáticos para este tema. Na hora e na TV, todas as possibilidades de culpar-se este ou aquele médico, o socorrista ou o clube por não ter  um imediato desfibrilador à mão, ou outras queixas as mais absurdas possíveis para atender a uma situação de morte iminente, como ocorreu nos ditos casos, foram invocadas. Bem como, nos dias que se seguiram, depoimentos foram alardeados para criar responsáveis a cada ocorrência, menos o principal, apresentado pela própria família de um deles: de que um dos jogadores sabia de sua doença, uma miocardiopatia dilatada, já previamente diagnosticada, tendo assumido o 1% de risco de ocorrer uma fibrilação fatal, como o foi .&lt;br /&gt;Neste caso, como em um sem número de outras vezes, as pessoas vitimadas por situações agudas como esta ou mesmo em casos arrastados, como um câncer ou uma insuficiência cardíaca, poderiam ter dado um outro destino às suas vidas. Ou em outras muitas eventualidades mórbidas preveníveis quando, na realidade, as pessoas envolvidas atuam como as verdadeiras construtoras do seu desfecho fatal.&lt;br /&gt;E arrisco a dizer que muitos leitos hospitalares seriam ociosos se todos os que deles hoje necessitam houvessem escutado a voz do bom senso, a voz da prevenção, os alertas médicos e a voz da vida.&lt;br /&gt;         Até em casos que parecem nada a ter com prevenir-se, como é o caso da depressão, é possível detectar-se a evolução de um desfecho mais trágico. Assim, por exemplo, uma pessoa com antecedentes depressivos na família, mas que nunca sofreu uma crise desta enfermidade e que, na adolescência, sofre um desengano com seu primeiro amor; depois, no início da vida adulta padece dificuldade com uma doença física ameaçadora e prolongada; ou tem dificuldades de estabelecer-se na profissão que escolheu. Mais adiante, depois do casamento, sofre mais uma perda afetiva grave, como uma traição; ou a perda de um filho; ou a viuvez. Ou outras muitas situações individuais que representam uma grande tristeza. Esta pessoa, ao não procurar solução desde o seu primeiro desencanto, estará construindo a sua depressão; e que pode acabar em desfecho fatal, um suicídio, uma doença mental crônica e irreversível e, muitas vezes, em doenças orgânicas evidentes ou arrastadas.&lt;br /&gt;         Mas, é nos acidentes onde é mais evidente esta construção mórbida, pois muitas vezes os vitimados, não atendendo à sensatez que um deslocamento qualquer exige, andam em carros com pneus vencidos, amortecedores ou freios em precárias condições, enfim, em um veículo sem revisão e sem a mínima segurança. Além do próprio condutor, muitas vezes sem as plenas condições físicas, mentais ou de consciência, como nos casos de conjugação de álcool com direção. Culminando com a não obediência às regras mais elementares do trânsito, o que quase sempre é o telhado que faltava para completar uma construção violenta e mórbida.&lt;br /&gt;A vontade divina e o destino nem sempre querem isso. E o final poderia ser bem outro. (www.josebrasilteixeira.med.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-7985488628852930592?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7985488628852930592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7985488628852930592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/07/construo-das-tragdias.html' title='A construção das tragédias'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-181589560332529679</id><published>2008-07-01T15:37:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T15:38:13.995-07:00</updated><title type='text'>Esqueceram a família</title><content type='html'>Assim como a corrupção e a violência, males eruptivos, a droga, de igual comportamento, é de uso milenar. Os mais variados povos que habitaram a terra em tempos remotos e nem tanto, fossem indígenas, aborígenes, selvagens ou aculturados, sempre deram guarita a tais chagas. Mas,  relativo à droga, o fizeram quase sempre com caráter complementar e religioso ou mesmo em ritual pagão, de modo a conseguirem uma maior aproximação com seus deuses ou entidades místicas.&lt;br /&gt;São infinitos os exemplos desse gênero mundo afora, bem como o seu uso com outras finalidades, como o consumo secular da cocaína para melhorar a fadiga da altitude andina, melhorando o rendimento físico e intelectual dos antigos incas. E sem esquecer o antigo e próximo uso de uma droga alucinógena que até hoje é encontrável no interior da Amazônia, usada em rituais místicos em seita conhecida como O Santo Daime. Todos, aparentemente, usos pacíficos, sem disseminação viciosa ou dano social conhecido.&lt;br /&gt;         O que nos faz concluir que, antes, o poder de criar dependência era limitado a um restrito uso socialmente permitido. No entanto, os tempos modernos, ao trazerem maior liberdade ao homem civilizado contemporâneo trouxeram associada uma libertinagem compulsória, com deterioração de costumes, em especial nos jovens. A juventude é uma idade, entre outros, com caracteres de impetuosidade, contestação, afirmação e rebeldia. Um verdadeiro terreno fértil para que se atenda o crucial apelo da “primeira provadinha, que não faz mal”. São muitos os trabalhos científicos que mostram que sociedades estruturadas em famílias com pais ausentes ou que abdicam do exercício da sua esperada autoridade, com famílias desestruturadas e de pais separados ou em litígio que, conseqüentemente, desatendem em atenção seus adolescentes, têm muito maior nível de delinqüência. E, se o grande estrago produzido pela droga é a sua escravidão pela dependência química, o seu primeiro contato com ela a nosso ver ocorre por um ato primariamente delinqüente, na forma de um pequeno delito feito às escondidas. E também por que, a esses mesmos adolescentes, lá na infância, não lhes foi dada uma formação sólida através do diálogo e esclarecimento capaz de entender a real diferença entre o certo e o errado.&lt;br /&gt;         Faz parte dos novos costumes, alguns pais que, ademais da ausência,  serem mais amiguinhos de seus filhos do que, efetivamente, pais destes, naturalmente favorecendo o desacato à sua autoridade decomposta. De outra forma, alguns professores, com freqüência, fumam em aula ou à vista doa seus alunos, e após o trabalho magistral costumam reunir-se em rodas de chope com esses, ou coisas similares. Ora, sendo o professor a figura que encarna naturalmente a figura dos pais, tal comportamento favorece, como aos primeiros, o desrespeito.&lt;br /&gt;Sem que se esqueçam como ápice eloqüente, as agressões físicas a mestres e mestras que amiúde se lê no noticiário policial. Ficando muito longe, como se depara, as causas sociais e econômicas apontadas como origem de tais disparates.&lt;br /&gt;         É comum ouvir-se de autoridades constituídas em todos os níveis, bem como, em época de eleições, daqueles que postulam cargos, soluções as mais variadas para esses grandes males sociais. Esquecendo-se, no entanto, de incluir o tratamento a ser dado à família – e a colaboração desta - que é a natural estrutura básica para a formação do caráter do homem, incluindo na formação do seu juízo interior, a sua consciência bem formada.&lt;br /&gt;         Ao combate ao uso das drogas, em particular e dada a gravidade do caso, é necessário que sejam incorporados pais que ensinem com clareza aos seus filhos, no uso de sua autoridade e em tenra idade, o grande mal social em que uma discreta provadinha, como um atalho à felicidade, pode constituir-se. E que procurem saber, com seguridade, onde seus adolescentes estão em determinada hora da noite e com quem. E como estão  as suas pupilas, o seu equilíbrio e a sua voz quando chegam em casa. É mais seguro e não custa conferir.(www.josebrasilteixeira.med.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-181589560332529679?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/181589560332529679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/181589560332529679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/07/esqueceram-famlia.html' title='Esqueceram a família'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-654090518976429646</id><published>2008-05-31T12:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T13:38:13.460-07:00</updated><title type='text'>Evoluímos sim!</title><content type='html'>Evoluímos sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra-se qualquer jornal ou ligue-se um noticiário a esmo e uma rotina deprimente nos salta aos olhos e ouvidos, bem como nos constrange os conceitos morais e, sobretudo, a alma.&lt;br /&gt;A corrupção grassa em todos os níveis, no governo e em entidades ligadas a ele; vivemos um império do “sei, mas não sei” em todos seus escalões. Bem como ela progride em muitas entidades ligadas ao poder, das quais conhecemos apenas uma sutil garra que ocasional e descuidadamente se mostra.&lt;br /&gt;Nos legislativos, nos quatro cantos deste berço esplêndido, de tudo acontece, desnecessário enumerar e discorrer. As CPIs, criadas para moralizar o setor e seus membros, surtiram efeito deslumbrante, no início, com a cassação em massa dos “anões do orçamento” e denúncias que redundaram na renúncia do Collor. Mas que, com o passar do tempo e com a massificação das mesmas, associada à corrupção intrínseca a elas, desde a sua montagem aos habituais pífios resultados, perderam totalmente a credibilidade pública e o valor a que dizem vir, tornando-se aos olhos da sociedade totalmente inúteis, quando não risíveis.&lt;br /&gt;Concursos públicos, de menores a maiores, quase todos são fraudados, com aproveitamento de candidatos tirados da manga, bem como são freqüentes os desvios conducionais destes, desde sua licitação aos resultados finais, quase nunca tornados amplamente públicos.&lt;br /&gt;A atual entidade protetora da segurança de maior credibilidade pública chama-se Polícia Federal, onde também, ocasionalmente, dentro dela, ela mesmo encontre corruptos. Trata-se de uma entidade açoitada pelo desencanto de ver o fruto de seu árduo trabalho, muitas vezes de meses à fio, assim como nas polícias civis, em porte e instância diversa e que também carece de total integridade, quando, mister de leis maiores e circunstancialmente mais convenientes, aplicadas por juízes superiores que anulam leis menores aplicadas por juízes de escalões inferiores, desacreditando-os. Resultando daí, que recém presos são logo soltos nas ruas, exibindo seus risos sardônicos e debochados.&lt;br /&gt;Um país de leis que protegem os corruptos do colarinho branco, com escore mundial sobre corrupção pública de causar espanto; leis eleitorais que são descumpridas e cuja infração ou infrator só serão responsabilizados depois de cumpridos seus mandatos e, dada a banalização produzida pela assiduidade das ocorrências, contam também com o esquecimento público. Uma calamidade social!&lt;br /&gt;Ademais, surpreendem-nos negativamente os homens, até então, probos, que por não resistirem aos apelos do dinheiro extra e fácil, por alheio que é; muitas vezes um dinheiro sem dono, ou seja, dinheiro público, do qual o governo deveria zelar, que se encontra ali, dando sopa, caem em tentação e grave deslize.&lt;br /&gt;Espantamo-nos com o grande número de entidades prestadoras de serviços, entidades oficiais ou oficiosas, civis ou não, sociais ou não, muitas delas criadas com fachada de quem vai ajudar a resolver problemas regionais e pontuais, onde o governo tem dificuldade de agir, que se criam às expensas e empanturrando-se do dinheiro público, dado de boa fé, nascidas e engordadas com a específico e exclusivo intuito de esconder a burla. Bem como, espanta-nos a malversação do dinheiro público posto fora em obras inacabadas, muitas vezes por força de desinteresse político, em mudança de administração. Ou por falta de fiscalização pelas autarquias específicas, muitas das quais perderam a razão de sua existência, vide Daer-RS.&lt;br /&gt;À sociedade, desprotegida dos velhos conceitos morais, oriundos da autoridade familiar original - e seguida vida afora por seus representantes equivalentes - e hoje em completa decomposição e descrédito, faltam líderes. Líderes daqueles feitos de ideais paradigmáticos, consistentes e convincentes de seu valor moral. Estamos carentes de princípios definidos, defensáveis e sólidos, que agreguem entidades partidárias confiáveis, os partidos políticos, de modo a não se dobrarem às ofertas da ocasião e que agem sempre de acordo com a conveniência do como e mais rápido se possa chegar ao poder. Dissimulando a idéia de que é lá que o comportamento permissivo e prevaricante é melhor e mais fluente, menos visível e mais diluído, por esconder-se por trás da distância de suas bases e do “não foi bem assim que eu disse ou fiz”. Protegidos, além do mais, pelos foros privilegiados e especiais, irmãos carnais de um corporativismo que lhes presta escuderia de luxo e presteza.&lt;br /&gt;E os governos, quanto mais arrecadam, literalmente, dizimando o bolso indefeso do contribuinte, pior distribúi as cifras arrecadadas, entre elas as que correspondem aos aposentados, com seus salários ano após ano cada vez mais defasados; presídios em número cada vez mais insuficientes e os que existem, superlotados de desumanidades; uma saúde pública de fachada, mostrando ao mundo um SUS exemplar, que funciona às custas do sacrifício social, dos seus profissionais abnegados e mal pagos e com perdas na própria qualidade da saúde populacional. E assim vai, indefinidamente.&lt;br /&gt;E nas últimas páginas de nossas fontes, quando não tomando um noticiário quase inteiro, deparamo-nos com a violência urbana, sub-urbana e rural, de quase todos os matizes e dimensões, comumente capitaneada pela chaga da droga e/ou pela impunidade, fruto de muitos motivos sociais de uma nova sociedade, mas quase sempre tendo por trás a falta da autoridade, o mais das vezes representada pela ausência paterna.&lt;br /&gt;No entanto, fruto da ciência, evoluímos. Seja quanto aos recursos disponíveis em todas as áreas onde ela possa atuar, seja quanto à capacidade da mente humana embasada em cada vez maior saber. Já pisamos na Lua e estamos indo rumo a Marte; temos comunicação instantânea via celular e internet; temos uma expectativa de vida cada vez mais longa e saudável, fruto também dos confortos e recursos que a própria ciência proporcionou e proporciona; isso quando a vida não é interrompida pelas queixas oriundas do brado da natureza incomodada.&lt;br /&gt;Evoluímos sim! Mas dentro dessa mesma evidência já temos os rackers e os vírus nos nossos computadores, criados por pessoas mal intencionadas e que só a isso se prestam, bem como os temos na internet. E temos os golpes dados pelo celular.Temos os idosos abandonados, quando não, arrimos de filhos e netos desocupados, vagabundos aproveitadores e drogados, escorados em suas minguadas e corroídas aposentadorias. Além de entidades criadas para espoliar sua inocência e boa fé, vide entidades que oferecem empréstimos fáceis e quase compulsórios, com descontos em folha, coisa fácil de convencer a uma boa velhinha. Além de, acompanhando os avanços da ciência e às suas expensas, temos as fraudes nas filas dos transplantes de órgãos e o contrabando desses. E quem duvida que, logo, logo, teremos os clones de humanos criados para dar golpes?&lt;br /&gt;E é ai que vemos, então e conclusivamente, que a corrupção não é só nas escalas visíveis e superiores. É a nossa sociedade que não mudou muito desde Genghis Khan, o bárbaro!&lt;br /&gt;E, se num mundo ao qual viemos para crescer e evoluir e se tal não vem acontecendo, estamos sim e na verdade, involuíndo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-654090518976429646?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/654090518976429646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/654090518976429646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/05/evolumos-sim.html' title='Evoluímos sim!'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-609618205842109872</id><published>2008-05-20T08:16:00.001-07:00</published><updated>2008-05-20T08:16:51.367-07:00</updated><title type='text'>Cuidado Áustria</title><content type='html'>Cuidado, Áustria!&lt;br /&gt;                                                 José Brasil Teixeira- Médico&lt;br /&gt;Chamou-me a atenção, como de resto ao mundo todo, uma estranha seqüência de atos violentos ocorridos neste país, de alguns anos para cá. A ponto de me socorrer de uma enciclopédia que desse detalhes, ainda que resumidos, sobre como era a Áustria; além do país supostamente organizado e de elevado padrão de vida e organizacional que já sabia ser. Nada anormal: geografia definida, topografia 80% constituída de alterosas montanhas, clima frio, ameno no verão, atual economia estável, bastante petróleo, bom nível de ensino, obrigatório dos 6 aos 14 anos, período em que  nenhum aluno fica fora da sala de aula. País religioso, o que às vezes é um caminho inicial aos exageros do fanatismo, seja lá qual for, 85% de católicos, povo trabalhador. História pregressa conturbada, desde o tempo em pertenceu ao império austro-húngaro, passando depois pela violência da ocupação nazista, ali, vizinha da Alemanha, tendo tido meio milhão de judeus mortos, fora outras baixas. Com custoso e demorado caminho até chegar à democracia consolidada que tem hoje.&lt;br /&gt;Tudo isso banhado pelo Rio Danúbio, o rio mais romântico da Europa e tendo sua superfície coberta por muitos lagos, cerca de 80 grandes deles, o que, supõe-se, lhe concede uma paisagem ímpar. Sem deixar de citar que a Áustria foi o berço de Johann Strauss e  Amadeus Mozart, de cuja terra natal, por ser certamente maravilhosa, retiraram inspiração singular para suas composições imemoriáveis e de indescritível enlevo. E onde também viveu e trabalhou musicalmente Ludwig von Beethoven, que dispensa comentários, como de resto os demais. E por último, mas sem pretender esgotar os famosos que de lá saíram, Freud também nasceu lá, na região da Moravia, à margem direita do seu mais famoso rio.&lt;br /&gt;Todo esse elenco de elementos naturais e animados criaram ao longo dos anos e dentro das nossas mentes, na minha pelo menos, uma imagem de país desenvolvido e harmônico, donde só saíssem coisas boas, onde um assassinato isolado seria o suficiente para manchar definitivamente a alma nacional, uma vergonha para seu povo.&lt;br /&gt;Será que, da mesma forma como nos aturdiram os eventos recentemente noticiados, acontecidos naquele país alpino, haveria espaço lá para espantarem-se com o já passado caso Richthofen, dos irmãos Cravinhos, ou com as chacinas comuns dos nossos grandes centros, ou com o caso do casal de namorados que foram acampar nas redondezas de São Paulo e foram mortos pelo Champinha, quando ainda era inimputável, por ser menor? Ou as chacinas recentes ocorridas, por aqui, mais próximas, nas vilas Restinga ou Dique? Será que esses fatos chegaram lá, nos noticiários, como ocorreu aqui com as notícias  de lá?&lt;br /&gt;Primeiro, refiro-me ao ocorrido em 2006, naquele país, quando do descobrimento da menor que foi mantida em cativeiro por 8 anos, cujo algoz matou-se antes de ser preso, provavelmente para não ser submetido ao repúdio ou julgamento público. Mais recentemente, o caso do engenheiro Josepf Fritzl que enclausurou sua filha por 24 anos, com quem teve vários filhos, fruto de relações incestuosas. E por último - e nem sei se não há novas notícias – um homem de 39 anos que matou, a machadadas, a esposa, uma filha, os pais e o sogro, sob alegação insana.&lt;br /&gt;É de se concluir que, se essas notícias chegaram até nossos noticiários por aqui, é por que as mesmas abalaram as nascentes da opinião pública de toda a Áustria e se espalharam pelo mundo com igual espanto. Tudo pelo inesperado de que tal pudesse ocorrer em uma terra sem motivos teóricos, sociais e econômicos, para gerar loucos e criminosos. No entanto, tais fatos ocorreram e se põem ai, a nossa analise e perplexidade. A Áustria deve estar, também, envergonhada!&lt;br /&gt;Por outro lado, nós por aqui, acostumamo-nos com a violência de tal maneira que nada mais nos espanta com o que ocorre em nosso meio. Depois do primeiro impacto, nos dias que se seguem, casos semelhantes aos ocorridos lá e até piores - o caso Isabella Nardoni é emblemático - são, por mecanismos de proteção de nossas mentes, que são a transferência, a negação e a sublimação, necessários a nossa integridade emocional ameaçada, são tratados como fatos ocorridos em um nível nebuloso, entre o real e o imaginário, como se fosse um enredo da novela das oito.&lt;br /&gt;Mesmo assim, cuidado Áustria, há que repensar o seu íntimo, o cerne de sua sociedade, nunca esquecendo que o, até certo tempo de sua vida,  manso Adolph Hitler, também era desta casta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-609618205842109872?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/609618205842109872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/609618205842109872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/05/cuidado-ustria.html' title='Cuidado Áustria'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-5982630334822477714</id><published>2008-04-22T12:05:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T11:32:18.753-07:00</updated><title type='text'>O tempo, senhor do universo.(11-2003)</title><content type='html'>Na mesma semana em que houve o emocionado caso dos jovens namorados de São Paulo, os quais, aventureiros e descuidados, foram acampar em lugar ermo e acabaram trucidados por um adolescente, o Champinha, lembram, isso já faz alguns anos, foi noticiada uma situação em parte correlata: um touro zebú de 4 anos, impetuoso e violento pela natureza de seus impulsos, cedendo ao vigor adolescente que lhe concedia o pico de seus hormônois masculinos, pulou uma cerca que o limitava e que se opunha à sua presumível intenção biológica, matando um agricultor que lhe atrapalhava o caminho. Mesmo estando com um negócio de venda comprometido por seu dono para aqueles dias,o zebú foi condenado à morte. Inevitável, aí temos um mote de comparação com a outra realidade traumática, então ocorrida com o casal na mesma época.&lt;br /&gt;Parece um paradoxo, quanto mais incivilizada for uma sociedade maior o número de leis a regê-la que se fazem necessárias, gradativamente. Muitas delas desnecessárias se seus posteriores transgressores, os quais criam as condições para a emissão de novas e novas leis, fossem moldados ao contento do convívio humano em tempo hábil, desde a infância, idade ideal e oportuna, por instuições apropriadas para tal, a começar pela família e seus sucedâneos, de cuja ausência ou omissão ouvimos tão pouco falar na base desses desvarios.&lt;br /&gt;É na família -ou na ausência dela- e na sua dimenão maior, a sociedade em sua condição ambiental -ordeira ou daninha- onde encontraremos a explicação para os mais variados comportamentos humanos, sejam corretos e de bom convívio, sejam nocivos, corruptos ou violentos. Sem a sanidade desta base, de nada valerão as multilplicadas leis, muitas delas movidas pela emoção que lhe destorce a oportunidade e, passada a qual, tornam-se inaplicáveis por muitos motivos. Bem como a revisão da sua oportunidade ou a inexistência ou inoperância da autoridade que deveria aplicá-la, por exemplo.&lt;br /&gt;Bem como, por consequência teórica das muitas leis, se fossem todas fiscalizadas em sua transgressão e em sua aplicação, de nada valeria multiplcar presídios por insuficientes e que em nosso caso não as acompanham. O que também alimenta a impunidade social e reverte na incidência ou reincidência da delinqüência e suas gradações. É asim que se pensa ao falar-se como pais ou cidadãos, tocados que sempre somos por casos traumáticos semelhantes.&lt;br /&gt;No entanto, valendo-se dos conhecimentos científicos ainda não inseridos nas decisões legais, é possível ir além na opinião sobre a questão da violência humana em muitos aspéctos, seja relacionado à criminalidade, seja no trânsito, seja no esporte ou em qualquer atividade humana descontinuada pelo desequilibrio emocional de um ou outro, onde estará sempre presente um descontrole de emoções adqüirido ou inato.&lt;br /&gt;É preciso, pois, que se dê mais crédito e aplicação aos descobrimentos científicos, cada vez mais volumosos e velozes no seu aparecimento, sobre o comportamento normal e em especial sobre as anormalidades do cérebro humano, algumas delas ainda irresolvidas. Uma delas, é que existem cérebros emocinalmente doentes por defeito genético e orgânico, que já nascem no portador humano e que apenas estão no aguardo de oportunidades ambientais, que lhes são variáveis e individuais, para desencadear um desatino de conseqüências catastróficas. E que por serem nascidos assim, mas não sendo inconscientes de seus atos, pois que omitem provas, escondem cadáveres, negam autoria temendo a punição, com grandes probabilidades reincidirão no desatino, merecendo porisso o banimento imediato e preventivo do convívio social, mesmo em qualquer idade, até que a própria ciência descubra uma forma de trazê-los de volta se for o caso, depis de sanados seus defeitos orgãnicos.&lt;br /&gt;Como foi no passado, com a leucotomia, uma cirugia sobre o cérebro usada para eliminção de comportamentos agressivos, mas que quase sempre ia além do resultado esperado, abandonada que foi por problemas éticos da época.&lt;br /&gt;Por experiência, é possivel observar-se, na visão de médio prazo, que problemas que parecem insolúveis um belo dia são resolvidos quando os envolvidos no desfecho se aliam ao tempo, um grande regente do universo. Houve um tempo, pois, em que não havia o conhecimento do valor das impressões digitais, da tipagem sangüinea, do uso das lentes e das visões microscópicas, bem como não havia o benefício científico disponível relacionado à genética humana. Os quais hoje, cada vez mais fartos, revolucionam a medicina forense.&lt;br /&gt;É possivel, assim, com o correr do mesmo tempo como parceiro, imaginar e almejar que seja possível comprovar por meios técnicos absolutamente confiáveis, como os de uma possível neuroimagem, a existência de indivíduos, em exames regulares, ou mesmo ao serem examinados quando surpreendidos e até confessos em delitos graves, como sendo eles portadores de uma mente biologicamente doentia, com descontrole emocional de seus cérebros defeituosos desde o nascer. E movidos a ímpeto descontrolado e irracional como o de um zebú, entendido por sua biologia peculiar e mesmo assim condenável.&lt;br /&gt;Hoje, tal possibilidade trata-se de uma situação ainda com escassa e dispersa comprovação laboratorial, disponível apenas aos neurocientistas, acrescida ainda a recente controvérsia quanto aos aspéctos éticos. E, por isso, os supostos casos ainda são apenas sintomaticamente detectáveis.&lt;br /&gt;Com tais estudos, modificar-se-á, por certo e não tardará, a lei aplicável às devidas conseqüências trágicas e o destino que lhes será dado a qualquer tempo.&lt;br /&gt;Diferente, por muitos motivos, daquele de indivíduos recuperáveis, com infrações menores e ocasionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-5982630334822477714?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/5982630334822477714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/5982630334822477714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-tempo-senhor-do-universo.html' title='O tempo, senhor do universo.(11-2003)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-4475798824283853835</id><published>2008-04-22T12:04:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T11:33:11.549-07:00</updated><title type='text'>O comportamento da violência(10/2003)</title><content type='html'>Lamentavelmente, os noticiários vivem cronicamente repletos de temas como drogas e corrupção, mas nenhuma notícia assusta mais a sociedade do que a violência, urbana ou não, ora corrente; posto que é a que nos toca conhecer mais visivelmente, mas também ligada às duas primeiras. Entretanto, analisando-se os comportamentos adquiridos à medida que o homem foi evoluindo na escala biológica e social, veremos que a violência sempre existiu, manifestando-se inerente ao agente violento mais que em relação aos meios cruentos de sua consumação. Assim, o homem da idade neolítica, quando descobriu as utilidades da pedra, além de dar uma função de sobrevivência às lascas, concluiu que as mesmas poderiam ser úteis como instrumento de ataque e defesa e que lhe garantissem passar para uma outra idade. E, no fundo, a maioria da violência que assitimos nos dias de hoje nada mais é que uma ação de sobrevivência social e psicologica, é lógico, mal pensada e mal aplicada.&lt;br /&gt;Observemos que ao homem primitivo, através dos séculos, seguiu-se uma violência mutante, mas sempre violência, basicamente irracional e emocionalmente descontrolada, até chegar à exemplos como Gengis Khan, Átila e mais todas as antigas guerras antes do advento das armas de explosão. Após, seguiu-se a violência da pirataria, da Inquisição e da guilhotina. E antes delas, os astecas e outros povos cruéis mundo afora e de fartos exemplos, arrancavam corações de jovens vítimas para oferecer-lhes ao Sol e a outros deuses. E nós, entre outros agentes violentos, por aqui também tivemos o nosso degolador Adão Latorre, que só de uma sentada ceifou trezentos castelhanos, na Revolução de 1893. E que, como tantos, hoje merece reverência e um certo vangloriar-se de eventual parentesco. Observe como o tempo lustra a história..... Sem contar que, mais modernamente, tivemos, no século XX, o período mais sangrento da história das civilizações, graças à violência de guerras consentidas ou participadas.&lt;br /&gt;A violência é um comportamento tão trágico mas, ao mesmo tempo, tão antigo a acompanhar o homem que só pode ser interpretado como sendo sua inerente, biologicamente. Ainda que o nosso psiquismo, por imposições sociais e de convívio racional, tenha aprendido a maquiá-la sob formas aceitáveis, como o de veiculá-la através de muitos jogos e disputas, de maneira salutar.&lt;br /&gt;À luz da filosofia, a violência, de forma simplista, faz parte da gravitação do ser humano no eixo do bem e do mal que todos temos, sendo ela nada mais do que a magnificação da nossa maldade inata. Em outras palavras, é o produto da oscilação e destempero entre o amor e o ódio.&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista da neurociência, entretanto, sabe-se que alguns indivíduos já nascem com uma deficiência arquitetural e bioquímica em seus cérebros, com peculiar repercussão emocional que os faz, por exemplo, necessitar de emoções muito fortes para poder sentirem um prazer comum. Alguns desses indivíduos foram hiperativos descontrolados quando crianças e depois de quando adultos não desenvolvem a empatia, incapazes que se tornam de sentir o que sentem suas vítimas, podendo tornar-se até matadores em série.&lt;br /&gt;Já a cientista e psicóloga Linda Mealey, em seu estudo "A Sociobiologia da Sociopatia", confirmando a origem intrínsica da violência, ao descrever crianças, filhas e netas de pais e avós violentos, que quando separadas precocemente da família original e criados em lares harmônicos aprendem a controlar suas emoções, desenvolvendo um comportamento socialmente aceito e saudável. O que faz também com que se dê grande importância ao ambiente de criação e a noção adquirida de autoridade; sendo o inverso também verdadeiro.&lt;br /&gt;Teoricamente, quanto mais inteligentes e sábios fossem os segmentos humanos menos recursos violentos seriam necessários ao convívio e à sobrevivência, o que não acontece. É uma verdade científica que o cérebro do homem vem se aperfeiçoando ao longo dos milênios e que seguirá esta marcha. Os neurocientistas acreditam que esta evolução no futuro atingirá um estágio particular no qual ainda somos falhos, qual seja o de um controle mais eficiente das emoções. É fácil concluir-se que a violência, da qual ninguém está livre, é fruto de um claro descontrole de emoções primárias ou mesmo de sentimentos mais evoluidos. O que nos faz olhar com pouco entusiasmo para aos resultados das providências relativas ao objeto do desarmamento que esteve em curso no Brasil.&lt;br /&gt;Sem que antes se pense em educar, transformar, civilizar e desarmar a mente humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-4475798824283853835?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/4475798824283853835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/4475798824283853835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-comportamento-da-violncia.html' title='O comportamento da violência(10/2003)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-7943471544366608774</id><published>2008-04-22T12:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:34:10.182-07:00</updated><title type='text'>Modernos Atropelos(4/2003)</title><content type='html'>Positivamente, a modernidade não perguntou à humanidade se esta seria capaz de tirar somente bons proveitos da sua marcha implacável. E foi agindo.&lt;br /&gt;Ao convívio humano, bons ou maus, bem ou mal, o que importa são os comportamentos e as conseqüentes relações deles advindos. Ainda que, o que mais encontremos a nos espantar nas manchetes do dia-a-dia seja o produto de relações de alguma forma desencontradas, violento o mais das vezes.&lt;br /&gt;A modernidade sempre foi bem-vinda na sua vigência normal. Fruto de uma fisiologia social e psicológica da humanidade, conseqüente ao desenvolvimento cultural, científico e tecnológico e às circunstâncias gerais e complexas de seu tempo. Inevitável, adiantou-se sempre à sua idealização e sempre sobrepujou o imaginário coletivo. De criação humana, não poderia deixar de ser tão plena de adjetivos e virtudes à disposição dos contemporâneos. Como também não poderia deixar de ser tão prenhe de defeituosas conseqüências, uma das quais desemboca em formas as mais variadas de violência. Todas elas envolvendo comportamentos pessoais que a própria distorção da modernidade nos ofertou e que haverão de continuar a distorcer-se. Isso, se não houver uma reconsideração, um retrocesso realinhado, com uma identificação precisa de suas causas reais, ainda que nem sempre as causas sejam únicas.&lt;br /&gt;Em particular, uma estrutura social emblemática e pontual, por ser o berço da vida biológica e onde é feita a formação quase sempre salutar da mente e do psiquismo humano, incluindo os conceitos de certo e errado e de justo e injusto, fundamentais à vida de relação, a célula da família foi muito atingida pela ação negativa da modernidade. E neste roldão também foi atingido o tecido da sociedade. Nela, uma criança aprende as primeiras lições desde a tenra idade: o que pode e o que não pode fazer, os graus de risco deste ou daquele ato, aprendendo mediante a educação dos pais e sob pena de pequenas privações ou puições. Nascendo dai a noção de autoridade, tão fundamental ao controle pessoal na vida social. Hoje, abolida a eloqüente palmada, acabou-se por ampliar as chances de promover as explosões de violência não controlada e muito menos punida. E alguns filhos, até, passaram a ser vítimas de espancamento, em inútil e maléfica forma de resgatar a autoridade perdida. A autoridade dos pais, nascida do ensinamento inicial no lar, é toda aproveitada por nossa mente e aí formará a consciência. É ela que vai reger de forma adequada todos os nossos atos futuros. E sem este aprendizado familiar, o indivíduo ficará sem parâmetros, sem ter a quem respeitar internamente, que o autorize ou desautorize; logo, uma presa fácil de atos delinqüentes. E, por extensão, pela vida a fora, serão representantes dos pais, os professores, os superiores militares, os patrões etc.&lt;br /&gt;Acontece que, além da deletérea ação do efeito dispensável da modernidade sobre a família, imediatamente após os pais, a evolução atingiu também os seus mais imediatos representantes, os professores. Bem como, atingiu a estrutura escolar como um todo, com fartos exemplos e de forma ampla,em particular na escola particular, a qual faz de tudo para satisfazer um pai permissivo em detrimento da exigência do bom comportamento de seu filho-aluno, para não perder a mensalidade paga pelo aluno-filho.&lt;br /&gt;Assim, além de notícias freqüentes de alunos que encaram professores, que os ameaçam com as mais variadas replesálias e que até os agridem - até trama e ameaça de morte ocorreu recentemente, isoladamente, que se saiba - bem como, pais pós-modernos tiram satisfação de orientadores educacionais por que tiveram filhos repreendidos ou punidos na escola. Sem contar que temos alunos que mostram um comportamento de vândalos e outros que até se armam para ir à escola.&lt;br /&gt;Enfim, um sem número de exemplos que escapam a qualquer imaginação e todos são frutos da falência da estrutura familiar onde o ser humano deveria ter aprendido como agir de forma correta, aprendido o saudável valor da autoridade e da punição, bem como a importância do respeito na balisa das relações.&lt;br /&gt;Portanto, foi de causar espanto ouvir a complacente e abdicante declaração de uma coordenadora da SEC, algum tempo atrás, dizer que as escolas sob aquela orientação não tinham atribuição de punir atos de seus alunos, como os graves e recentes desvios de conduta,para classificar por baixo, acontecidos em escolas públicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-7943471544366608774?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7943471544366608774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7943471544366608774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/modernos-atropelos.html' title='Modernos Atropelos(4/2003)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-5300310749769809731</id><published>2008-04-22T12:01:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:37:36.841-07:00</updated><title type='text'>Decálogo para o crescimento (3/2004)</title><content type='html'>? Revolução das Idéias&lt;br /&gt;? Diversificação da Produção&lt;br /&gt;? Multiplicação das Unidades Produtoras&lt;br /&gt;? Serviços Cooperativados&lt;br /&gt;? Escolas Técnicas de Ensino Médio&lt;br /&gt;? Reforma Agrária&lt;br /&gt;? Maior Produção de Carne por Hectare&lt;br /&gt;? Criatividade&lt;br /&gt;? Colonização&lt;br /&gt;? Reforma do Homem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partimos de um princípio filosófico: só existem verdadeiras revoluções quando, em decorrência delas, sucedam profundas transformações no meio onde ocorrem. É sabido, também, que para isso, estas não precisam ser devidas a um combate cruento, direto de homens entre si.&lt;br /&gt;As revoluções, mostra a história e a filosofia, a rigor, têm sido levadas a efeito de forma mais duradoura e inteligente quando são produto de um embate vertical de idéias, como foi a revolução da máquina à vapor no século XVIII, a revolução sexual, ou o computador, neste século. Revolução de idéias, que são produto, sim, de "metais que se fundem" no diálogo, na experimentação e na comprovação de sua aplicação, quase como num método científico, ou envolvido com este.&lt;br /&gt;Entretanto, igual como nas revoluções sangrentas, nas quais se segue o caos, com terra arrasada, este, o caos, ainda que não seja o único fator, deve ter um poder muito grande de estímulo à criação e torna-se um excelente campo de cultivo ao florescimento de novos fatos. O caos , então, pode ser, simbolicamente, como a terra rasgada e revirada, onde se obtém uma melhor brotação e crescimento das sementes.&lt;br /&gt;Neste aspecto, então, Bagé e a metade sul do Estado, pelo seu momento, encontrava-se até há pouco tempo no ponto exato para iniciar mudanças com provável sucesso, através de transformações nascidas na revolução das idéias.&lt;br /&gt;_______________________ ________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa região, levada por características ancestrais, hoje em dia irrelevantes, notabilizou-se pela preferência dada à criação pecuária em sua produção primária. No passado, era extensiva em léguas de campo, seu lastro econômico; atualmente, um pouco mais racional, não perdeu esta característica e, ainda que em menores extensões, continua extensiva na maioria das estâncias, onde não são incomuns áreas ao redor de dois mil hectares. E onde é mantido este tipo de modelo, a velha, culturalmente arraigada, considerada imexível, prática de "um boi por hectare", ou menos. Necessária e justificada pelas características regionais, embora as estatísticas comprovem que, das ocupações da terra, esta seja a menos rentável. É imperioso reconhecer-se, entretanto, que, em determinadas condições, este modelo produtivo deva ser priorizado, entendendo que, além das dificuldades econômicas e de outras de cunho trabalhistas, extremamente dispendiosas, há que reconhecer-se a vulnerabilidade financeirae de mercado deste modelo, em vastas áreas, em repetidos anos, como responsável pelas agruras que seus proprietários experimentaram, ao longo dos últimos tempos. Além de outra causa, por demais danosa, a velha volúpia costumeira de entrar em bancos, onde, muito diferente de hoje em dia, saudosamente, no passado, estas casas de crédito eram realmente de fomento e onde o produtor acostumara-se a "mandar" no gerente. Um hábito, aliás, ainda hoje pretendido em cidades de menor porte. Em busca de dinheiro emprestado, hábito do qual muitos carregam um silencioso arrependimento, sendo em alguns, por orgulho, de forma inconfessável.&lt;br /&gt;Porisso, um estabelecimento moderno para resistir aos desvios de rota dos mercados, a falta de programas e garantias e as oscilações de preços, para sobreviver, deve manter por dentro de suas porteiras muito mais que uma boa genética e uma boa linhagem de seus rodeios, fato muito louvável, recomendável e desejável. É preciso, também, ter vários tipos de safras, proporcionadas por vários tipos de produtos, que lhes garanta os percalços na comercialização e lhes assegure o sucesso através de uma diversificação na produção. E, sobretudo, multiplicando empregos.&lt;br /&gt;________________________ _______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora as características e as peculiaridades desta região, é recomendável para melhor manejo que as estâncias sejam menores, pois, assim, naturalmente, estimulam mais a produção no seu funcionamento, tornando-se mais baratas em seus custos, coisa que qualquer proprietário, hoje em dia, sabe. Nesse aspecto, o tamanho menor da propriedade torna-se um estímulo natural, por ter suas atividades mais condensadas, o que leva o produtor a uma melhor ocupação de seus espaços. Sendo que, a multiplicação das unidades produtoras estimula, também, a concorrência e barateia os custos de serviços que possam servir a várias unidades de uma só vez. Além de facilitar o funcionamento do trabalho, das facilidades e das vantagens dos serviços, inclusive, os cooperativados. É só olhar-se para os lados, para que se encontre fartos exemplos desta teoria.&lt;br /&gt;_______________________ ______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porisso, a prática dos serviços cooperativados, com suas múltiplas vantagens, através da multiplicação das cooperativas comerciais, de trabalho, industriais, de fomento, de crédito e outros tantos exemplos, está dentro das diretrizes mais importantes nos projetos das modernas economias do mundo todo. Embora numerosas, é importante que os exemplos já instalados pelo estado a fora e de nosso conhecimento, desde tempos passados, sejam estimulados. E copiados os modelos de como fazer bem, do que temos vários exemplos, fazendo com denodo e seriedade e desprezando aquelas experiências que não deram certo, vitimadas que foram pela incompetência ou outros defeitos do homem.&lt;br /&gt;______________________ _______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução do mundo moderno, e as modificações que vem no seu interior, está ocorrendo de forma muito mais rápida que em outros tempos, atingindo cidade e campo. Atualmente, uma descoberta destinada a se transformar em avanço tecnológico e aplicada aos mais variados setores da produção ou de serviços, nem bem é lançada e, dependendo da demora ao chegar em meio que lhe é alvo, já pode estar obsoleta na origem. Tal a capacidade criativa e inventiva da ciência. Isto concede ao conhecimento do trabalhador, geralmente um técnico, na função de aplicador do avanço, um caracter transitório ao seu saber moderno, necessitando sempre mais conhecimento. Assim, a desinformação sobre os avanços tecnológicos, a velocidade das descobertas e a rapidez com que estas são feitas, bem como a eventual falta de domínio sobre sua utilidade, são motivos, também, do desemprego. E desemprego é sinônimo de pobreza, bem como é um realimentador da própria pobreza e, embora as circunstâncias geradoras se dêem em meio a grandes traumas sociais, elas são o substrato para providências nascidas da inteligência do próprio homem, no sentido da sua reversão. Nascendo aí, entre outras coisas, a busca da especialização ou o aumento do conhecimento, para reconquistar espaço.&lt;br /&gt;Parte-se do princípio de que nem todas as pessoas nascem para ser doutores e sobre tal fato, pode-se dizer, felizmente. Se não, o que seria do mundo se não houvesse capacitação técnica para fazer um parafuso, uma peça de marcenaria, para consertar um motor, fazer uma instalação elétrica, ou, na estância, um toque para verificação de prenhez animal ou uma inseminação?&lt;br /&gt;E todo esse conhecimento de grau escolar médio é cada vez mais e mais necessário nos programas modernos, motivo pelo qual as escolas técnicas de ensino médio, foram votadas com destaque na eleição do Corede, em 1998, provando que são cada vez mais necessárias e hoje uma escola profissionalizante está em instalação em Bagé, presente do governo federal. Ficando, aqui,ainda e mesmo assim, um pleito aos governos municipais e estaduais para sua multiplicação, tanto as escolas técnicas industrial, comercial ou agrícola, bem além do que vem sendo feito.&lt;br /&gt;___________________________ ________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra quase maldita, a reforma agrária vem solapando a tranqüilidade dos proprietários de terra. Muito mais que no passado, quando havia o fantasma da perda das terras de forma catastrófica e extensiva, coisa do passado, hoje ela atinge o meio rural pelo comportamento ostensivo, agressivo, multiplicado e desvirtuado dos integrantes impunes dos múltiplos movimentos reinvidicadores. Entretanto, em tese, a reforma agrária já posta em prática, veio apurar o trote dos produtores rurais e fazê-los trazer suas propriedades rurais a um nível que comtemplasse os índices de produtividade, aumentando a produção como um todo. Tal fato vem fazendo com que os recordes de safra se sucedam e as terras disponíveis a essa finalidade no Rio grande do Sul já estejam quase esgotadas. Preocupante, agora, tornou-se o quase abandono por parte das autoridades,em seus devidos níveis de responsabilidade, no tocante à assitência técnica, social, de saúde e logística a que são submetidos os comtemplados com pela pouca seriedade com que é tratada a reforma feita e pelas injustiças que vem sendo cometidas contra aqueles que conseguem fazer de seus lotes áreas produtivas.&lt;br /&gt;A reforma agrária, além da que é feita pela natural divisão das propriedades entre herdeiros, no passado, desde muito tempo, pertencente ao "execrável vocabulário comunista", aos poucos e ao longo de muitos anos veio ganhando um certo convencimento geral e gradativo, passando de espúria a ter sua aplicação entendida como necessária, preferencialmente em terras de outros que não se adequaram aos índices ou em terras improdutivas, se possível, longe destes pagos, onde a produtividade é a recomendada. E assim passou a ser vista.&lt;br /&gt;No entanto, neste convencimento já existente, num meio termo, por parte dos produtores, ainda, é necessário muito mais. Dentre as reformas necessárias à uma nova sociedade, muito mais que ser mais justa, a reforma agrária precisa fazer parte das intenções da sociedade por ser uma providência social em benefício da sobrevivência de uma nova população desatendida e faminta. A qual, se a sociedade constituída não atender, servir-se-ão, ao seu modo, desta mesma sociedade. Existe lugar para todos, até porque as leis biológicas que regem o mundo não permitiriam a presente lotação e a perspectiva de mais quatro bilhões de pessoas, até estabilizar o crcimento demográfico, se a terra não lhes pudesse suprir o alimento.Solução que virá apenas com providências administrativas, a nível mundial.&lt;br /&gt;Assim, é preciso que aqueles que se encontram envolvidos, muito mais que os governantes, a sociedade, aqueles entendidos das coisas da terra, principalmente os produtores e os proprietários, que envolvam-se nesta empreitada com o seu saber na produção, com convencimento da necessidade e determinação neste processo de reforma agrária. Uma reforma agrária sustentada e assistida, ainda por ser completada em diversas regiões do Brasil e do mundo, destinada a dar certo, de preferência em micro-regiões ou municipalizada, em terras adquiridas para tal fim, uma reforma séria, ampla e que assista de fato a demanda, onde houver. Apoiada pelas forças eleitas pelas devidas regiões ou seus simpatizantes e estimulando todos os processos que a envolva.&lt;br /&gt;Entendendo, com esta efetivação e de uma vez por todas, que a verdadeira paz no campo, tão proclamada, não se encontra no ato de trabalhar dentro do seu casulo rural, alheio a um mundo em transformação, num proceder egocêntrico e ensimesmado. Mas, sim, como um ser livre e altaneiro no que é seu, trabalhar num modelo participado, onde outros iguais, por serem gentes, possam ter iguais oportunidades, as quais possam proporcionar-lhes uma vida sadia, longe de atos marginais, que em caso contrário, serão inevitáveis e ameaçadores.&lt;br /&gt;______________________ _______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo, quando Ministro da Agricultura e hoje envolvido com o sistema de exportação de carne,Pratini de Moraes, em assunto envolvendo os índices de lotação, de maneira nítida, mas veladamente, desdenhou destes. Motivado pelo que havia visto, pouco antes, em visita a uma entidade pioneira em produção precoce de carne, chamou a atenção dos presentes para que, o mais importante ao produtor pecuário deveria ser, sempre, a maior produção de carne por hectare. Um alerta visionário, que aos bons entendedores deveria bastar.&lt;br /&gt;_______________________ _________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, importante também é, neste empreendimento de real valor ao progresso de uma determinada região, como em tudo o demais na vida, dar-se valor à iniciativa decidida e que se faça valer, sobremodo, o ato de se criar o novo. Este ato de criação é capaz de fazer aparecer o tudo do nada, numa iniciativa quase divina. Quase igual a Deus que, vendo o caos do nada que era o universo, formou o mundo e o tudo que nele tem, sem imitações, a partir de sua criatividade.&lt;br /&gt;______________________ _______________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo e na formação da história de Bagé e região, muitos foram os colonizadores, de diferentes origens e nacionalidade, que desembarcaram por aqui. Ajudando a formar o nosso homem típico, tivemos os espanhóis e os portugueses, cuja utilidade de caráter colonialista e revolucionário, pela antigüidade, hoje, está carecendo de reavaliação. Muito mais tarde, vieram os descendentes de árabes, cuja vocação comercial marcou a cidade, sobremaneira. Depois vieram os alemães, de vocação agrícola, que se instalaram nos arredores da cidade, cuja ímpar capacidade de trabalho fez de sua colônia uma área de tal desenvolvimento, que em menos de 50 anos, pleiteou e ganhou a condição de cidade. E por fim, mas espera-se que não por último, vieram os italianos, que alavancaram a cultura do arroz e soja, nossas maiores riquezas agrícolas atuais. E hoje, onde, no passado, muito proprietário local jurava nunca usar do arado para rasgar as suas terras, muitos deles cederam espaço às lavouras destes grãos, ato aprendido com estes mesmos colonos italianos. E, todos eles, instalaram-se por aqui às custas de um certo desdém dos pioneiros ao recebê-los, os quais introduziram na cultura geral da cidade definições, velada ou explícitamente pejorativas, como: "gringo safado", "isto é coisa de turco!" e "alemão, lá da colônia". Questão de preconceito e como todo ele, espúrio.&lt;br /&gt;Ainda assim, à cidade e à região comportam novas colonizações, pois, parece que, definitivamente, os antigos e originais sobrenomes não possuem competência em todas as áreas que a região necessita para progredir. Uma neo-colonização que deverá ser feita de forma facilitada, livre de preconceitos pífios e de generalizações rasteiras, tão prejudiciais a todos e tão improdutivas. Defeituosamente arrogantes para quem pratica e humilhante para quem recebe.&lt;br /&gt;_______________________ ___________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim, resumindo todos estes fundamentos, mister se faz a reforma do homem que se envolve em tal empreitada, sem a qual nada acontecerá. Bem como, são necessárias as modificações de cunho cultural, o que, sabe-se, não é fácil.&lt;br /&gt;O homem do campo, aristocrático, tradicional, o dono clássico de terras e de estâncias, era herdeiro de uma nobreza, o mais das vezes virtual, a maioria sem títulos nobiliárquicos, só, naturalmente, um homem mais culto e aristocrata. E, como tal, veio se portando ao longo dos anos. No entanto, com a mudança dos tempos, a aristocracia cultivada desapareceu da realidade dos fatos, os quais mantinham os homens como pertencentes a uma classe dominante. E tudo ocorreu por mudanças declinantes em seus valores econômicos, éticos, de propriedade e patronais, por mudança do mundo, enfim. Muitos deles, haviam sido, inclusive, relacionados, familiarmente, com os senhores das guerras. Tinham sua posição mais valorizada, ainda, por estarem ligados aos heróis do passado, detentores, inclusive, de créditos na construção da história, na qual outros não participaram. Valores que perderam o brilho para a realidade presente.&lt;br /&gt;Mister se faz, então, que estas pessoas atentem que os tempos mudaram e, como em todas as histórias de maiorias decadentes, por declínio natural e cíclico em relação a outros valores, e que tomem consciência que a antiga nobreza, ora restante, é apenas cultural em suas cabeças e intimidade, ainda que fortemente pretendida e defendida. Mo entanto, na realidade, se faz inútil ao contexto do universo das coisas reais de um novo tempo, com grande prejuízo nas relações sociais por defender uma diferença que não existe e de grave risco para quem não esqueceu o passado, chamando contra si, por sua arrogância, uma ação contrária e agressiva. Num mecanismo de ação e reação. Assim, as desrespeitosas invasões e o vandalismo desmedido em relação aos patrimônios invadidos até a algum tempo atrás, algo inexplicável, também encontram justificativa nestas humilhações atávicas, oriundas na ostentação habitual de poder.&lt;br /&gt;É tempo, pois, que o homem que hoje produz se desvincule do passado como balizador de seu comportamento. Que se desvire para a frente em busca de progresso, numa relação social imperativa que está adiante, um progresso embasado nas necessidades futuras, mas que atinja a todos. Principalmente, pelas imposições da sobrevivência da humanidade, a qual é regida por forças que nos escapam à mente e que progredirão independente de nossa vontade ou atos. No entanto, serão muito mais felizes aqueles que participarem desta transformação e que optarem por não sucumbir contra ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-5300310749769809731?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/5300310749769809731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/5300310749769809731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/declogo-para-bag-e-regio-queles-que-se.html' title='Decálogo para o crescimento (3/2004)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-7436329734567577438</id><published>2008-04-22T12:00:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T11:38:29.525-07:00</updated><title type='text'>Por uma nova Bagé (4/2003)</title><content type='html'>Há algum tempo atrás deram uma grande mão para Bagé e tinham razão os jornais, Folha de São Paulo e Zero Hora, quando, espelharam para nós e para o país todo, a realidade nua de nossa pobreza, a qual aqueles que analisam a cidade e os fatos, bem o sabem. Como também tinha razão a administração pública que então findava quando referia ter recebido salários, também, atrasados e muitos milhões em contas, principalmente precatórios, os quais entendeu de pagar por julgá-las improrrogáveis. E como razão tem a atual administração ao fazer essas cobranças com dureza, uma vez que a pobreza continua.&lt;br /&gt;Tem razão o comércio ao queixar o padecimento de uma arrastada, quase parando, movimentação no consumo de seus estoques, bem como a percepção do precário número de novos pontos comerciais e, ainda, por ver aqueles que nem bem se instalam e logo fecham. Uma verdadeira penúria, semelhante a constatação de que, também, não temos novas indústrias a se juntarem às pouquíssimas existentes. E, por demais, angustia a todos a realidade do desemprego conseqüente a estes e a outros fatores.&lt;br /&gt;Têm razão ao bradarem as sucessivas diretorias dos principais e dos mais antigos clubes da cidade, pelas suas quase falência. Ou então, pela quase ausência de público em suas principais promoções sociais, a supressão de algumas delas, vendo transformadas suas belas estruturas em ocas obras de arquitetura.&lt;br /&gt;Por outro lado, tem razão a população que observa a falta de cuidados com o abastecimento de água, sempre sob risco e sem soluções duradouras que não sejam aquelas à mercê da bondade da natureza. Tem razão quando observa a indolência e a ineficiência de operários sem estímulo, incluindo nos cuidados ao nosso esburacado calçamento, que já foi primoroso, quando não, esses próprios operários ao fecharem mal os buracos que abrem, tornam-se responsáveis por eles. Bem como a falta de investimentos em algumas obras públicas de vital importância, como na usina de asfalto, em uma usina de lixo – recém movimentada com um tipo de associação de coletores e outras tantas decorrências de nossa pobreza municipal.&lt;br /&gt;Assim como têm razão aqueles que, de forma civilizada, lúcida e isenta, reconhecem as melhorias no atendimento da saúde pública municipal, através do plano de saúde familiar e os bons ventos na educação, principalmente a profissionalizante e através da instalação de um nova universidade. Bem como reconhecem uma recuperação rápida na multiplicação da massa estudantil alcançada pela rede escolar nos últimos anos&lt;br /&gt;Como têm também razão aquelas pessoas visionárias e com o olhar no horizonte do futuro, reconhecem nas novas práticas empregadas na agricultura e no apoio que vêm recebendo do poder público, práticas que um dia se juntarão à redenção da região, como a fruticultura e o florestamento. Bem como, também, têm razão aquelas pessoas que vêem nas emancipações à nossa volta e nas idéias colonizadoras de fundamento um potente estímulo ao invés de problemas ao município principal.&lt;br /&gt;Mas, em meio a isso tudo, onde fica o real reconhecimento do povo da cidade de Bagé àqueles que permitiram a falência de grandes estabelecimentos comerciais, pequenas indústrias e de nossas principais cooperativas? Não seria de admirar, também, que entre aqueles que condenam e desdenham Bagé por sua pobreza, estejam aqueles que, de forma conivente e/ou participativa e, logo, criminosa e que buscavam um ganho fácil e desarrazoado – quando em momento de cegueira e ganância retiraram dinheiro da poupança, do patrimônio e da produção, que geraria trabalho e riqueza, para colocá-lo em mãos tão inseguras e espúrias, que acabou em grande desastre, a troca de dinheiro de ganho fácil.Ou já está no olvido geral o esquema fraudulento, ocorrido em passado não muito distante, da Bolsa do Beco?&lt;br /&gt;Não seria de admirar, também, que entre os estáticos e admirados queixosos da atual situação, estejam aqueles que são ou foram perdulários com seus ganhos e com seus bens, bem como aqueles que ainda pensam que não precisam colocar a mão na massa para chegar à redenção. E, muito mais que isso, outros que ainda não entenderam que a pujança do passado, em Bagé, escorava-se em um determinado, mas ultrapassado, modelo econômico, ainda encrustrado em comportamentos arraigados e resistentes, mas que precisam mudar para modelos adequados aos novos tempos.&lt;br /&gt;Assim como, não admira, também, que entre os que reclamam da sujeira da cidade, estejam aqueles que colocam muito mal o seu lixo nas ruas ou em lugares impróprios. E que entre aqueles que se queixam de nossa pobreza, estejam aqueles que até hoje devem milhões de reais, em impostos, à Prefeitura. Ou que estejam juntos a estes, do mesmo modo, aqueles que colocaram na Câmara Municipal vereadores politicamente instáveis, que trocam de ninho com absurda freqüência, os quais, muitos deles, fazem oposição ao povo.&lt;br /&gt;Como se vê, Bagé teve e tem problemas sim, mas decorrentes de todos nós, cidadãos. E é de dentro da ação de cada um, depois de uma análise franca, sincera e, sobretudo, humilde, que sairão as soluções cabíveis. Mas, para esta volta por cima, é preciso reconhecer que Bagé é um todo, feita de estrutura e sua gente, que o passado de fausto já é passado e que o presente de retomada deve ser transformado de transitório a definitivo. Mas é preciso deixar-se de viver escorado num tempo em que a Praça da Matriz foi palco de escaramuças políticas e revolucionárias, dos coronéis e soldados em alvoroço, bem como deixar de considerar os buracos de bala naquelas paredes, hoje, como se fossem condecorações, se são infrutíferas.Há que providenciar-se em progresso!&lt;br /&gt;É preciso, sim, fazer uma nova revolução: a revolução econômica, com muito trabalho, com avanços e mudanças no modelo educacional e produtivo, usando as características da região associadas às novas práticas e com a necessária coragem. Mas , antes de tudo, que cada um reforme a pessoa que está dentro de si próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-7436329734567577438?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7436329734567577438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7436329734567577438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/bag-bag-bag-bagat-quando.html' title='Por uma nova Bagé (4/2003)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-2433563368790791981</id><published>2008-04-22T11:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T14:55:07.879-07:00</updated><title type='text'>Detalhes da questão agrária na região e no Brasil</title><content type='html'>Aproveitando para continuar o raciocínio de algum tempo atrás, em que tratei deste assunto e onde dizia, frente aos inúmeros fatos, que estes são concernentes ao homem proprietário, outros fatos ao homem pretendente à posse, outros às políticas deliberativas vigentes e de  inevitável apoio e, outros, ainda, à necessidade social imperativa da consumação da reforma agrária. Onde dizia, ainda, de minha impressão sobre a inevitabilidade desta reforma em parte desta região da campanha. Eis aqui o complemento do pensamento a respeito,cuja fluidez pretendo que seja de real auxílio na solução compatível e consoante, a qual, pretende-se, deva ser dada à esta delicada questão.&lt;br /&gt;Tempos atrás, observando mais uma vitória da Cooperativa Mista Aceguá Ltda,a antiga Camal, originalmente de Bagé, por ocasião do lançamento do leite em caixinha com a qualidade "longa vida", tive a atenção voltada para a estrutura que estava por trás de todo aquele empreendimento. E lembrei-me que, lá pelos idos dos anos 40 e 50, quando os colonos do assentamento que se chamaria Colônia Nova, hoje um município, receberam suas terras, a instalação foi levada a efeito mediante um acerto de que as terras seriam adquiridas por eles e para este fim, a eles cedidas mediante um longo financiamento, o qual seria saldado com o esforço e a compensação de seu trabalho. A par disso e para tal empreendimento, inédito nesta zona, foram escolhidas famílias de elevada responsabilidade, identificadas com o campo e que se dispunham de fato a se fixarem nas suas glebas. Sem deixar-se de levar em consideração o auxílio e o valor que teria a rígida moral religiosa que possuíam, bem como a ética sólida que os regia. Aquela, à época, era uma reforma agrária destinada a ser exemplar, sem que os seus empreendedores tivessem que desapropriar terras de terceiros  e que deu certo.  Satisfazendo, outrossim, toda a expectativa que deixavam antever e chegando, hoje, muito além do idealizado por sua inicial realidade. A tal ponto deram certo, que já se financiou novas terras para os filhos daqueles primeiros proprietários, os quais multiplicarão os bons exemplos iniciais. E, certamente, tudo se deu com muito trabalho e o crescimento foi em torno de uma exemplar cooperativa de serviços e produtos, a qual zelou sempre pelo interesse dos produtores desde o seu início, um verdadeiro sucesso social e econômico. Hoje a Camal não existe mais, mas o exemplo ficou.&lt;br /&gt;Agora vejam, alguém desta região conhece um exemplo parecido a esse, no seio dos assentamentos que o governo federal fez ou faz, usando colonos despreparados e desassistidos do MST? Ou até mesmo antes de sua organização como movimento social, ou de outra origem semelhante? Ao que conste, não. O que, aliás, é de lamentar-se, porque tal procedimento de abandono aos assentados comprova a idéia de que os governos e arrisco a dizer, também os políticos e os partidos incentivadores, fazem os assentamentos e depois abandonam-os  sem financiamento, sem assistência médica, sem estradas, sem energia elétrica e sem condições de comercialização de sua desorientada produção, às vezes quase inexistente.&lt;br /&gt;Ou seja, até agora o governo federal e estadual, para fazer a reforma agrária que preconiza e que, às facções envolvidas, parece muito demagógica, por um lado vem desapropriando terras muitas vezes julgadas improdutivas por descritérios e prejudicando produtores nelas estabelecidos, para o quê, as polêmicas geradas geram a comprovação judicial e arrastada, pagando-as em títulos de dívida agrária que são quase a mesma coisa que não pagar. Deixando, nesta questão, de fazer valer sua posição de decisão e mando e, maldosamente, favorecendo os confrontos. De outra parte, além de insatisfazer parte dos envolvidos, insatisfaz também o outro lado quando desassiste aos assentados. Além disso, neste processo, favorece e facilita a formação de bandos e legiões de iludidos, nem sempre decididos ou preparados ao duro trabalho do campo, alguns deles, dispostos à aventura e até com intenção e conduta espúrias. Os governos faltam com a seriedade necessária a uma questão que, de parte a parte, envolve a delicada questão da propriedade, mormente quando permite que decisões, como a do então Banco da Terra, com tão boa aceitabilidade de ambas as partes, seja destinado à uma operação modesta ou a enfrentar dificuldades, até a sua extinção.&lt;br /&gt;Todos os produtores sabem ou deveriam saber da real necessidade da reforma agrária como sendo o caminho mais curto e certo para se desfazer as injustiças sociais e das diferenças na distribuição de renda entre os brasileiros, mas é preciso que quem se dispõe a implantá-la que adote muita seriedade e vontade efetiva, com justiça e sem demagogia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-2433563368790791981?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2433563368790791981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2433563368790791981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/questo-agrria-na-regio.html' title='Detalhes da questão agrária na região e no Brasil'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-1139013842462885367</id><published>2008-04-22T11:58:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T15:06:32.783-07:00</updated><title type='text'>Acerto e Erro na Reforma Agrária</title><content type='html'>Todos sabem da minha posição pública favorável à reforma agrária, como mais um instrumento de solução social e econômica para uma determinada faixa da sociedade, nada inexpressiva e de resto com reflexos positivos para toda ela. Por esse motivo, saudei no passado o empenho do Governo do Estado em comprar terras, assentar e, pela presença real, simbólica e frequente do governador naqueles  locais, estimulando a sua implantação. &lt;br /&gt;A nosso ver, esta era a forma mais eficaz e menos conflitante para solução de tão controversa reforma, qual seja, o assentamento de colonos em terras do Estado ou adquiridas para tal fim, pelo governo ou por cooperativas rurais e com assistência, ainda que sem se desfazer do empenho em desapropriar terras Brasil a fora, comprovadamente improdutivas, sem conflito.&lt;br /&gt;Tempos atrás, foi inaugurado um assentamento em Hulha Negra, junto com outra inauguração para dar respaldo e escoamento à produção, tudo bem e louvável. No entanto, chamou-nos a atenção que, ainda que os colonos tenham saído do seio do MST, ainda restou uma belicosa efervescência no meio daquele movimento massificador e gerador de sérias controvérsias, cujo líder nacional estava envolvido com a justiça, por homicídio, e cujo lider atual de então atrasava os resultados almejados por práticas de destempero verbal e intencional, provocando reações ao contrário, em um ânimo que se espalha pelos líderes dos tantos grupos existentes no território brasileiro. Causou-me, naquela ocasião, repulsa, pois, que em meio a uma solenidade festiva e de espiritos que saudavam uma conquista, um dos líderes do MST deitasse ameaças explícitas, não contra as idéias ou posições, mas contra o patrimônio do presidente da Farsul, dando nome e endereço de um bem tão intocável quanto aqueles que seus companheiros estavam, ali, recebendo. Uma verdadeira violência verbal, geradora de violência de fato, além de absolutamente retrógrada.&lt;br /&gt;Com intenção de enriquecer este texto, públiquei na ocasião, então, trechos de um manifesto publicado no Informativo da Fundação Agrícola de Minas Gerais, de autoria do Deputado Federal-MG-Maurício Campos:&lt;br /&gt;"Existe hoje, no Brasil, um partido político clandestino. Suas ações são visíveis, sua ideologia lembra o velho leninismo e sua prática reproduz as estratégias de guerrilha dos anos 60. Este partido que desafia, diariamente, as instituições, desrespeita a Constiutição e as leis e ignora ostensivamente todas as formas de autoridade, é o MST".&lt;br /&gt;"Internamente, doutrina e controla com mão de ferro uma grande massa de homens, mulheres e crianças, com cinismo e pragmatismo, transformando-os em "inocentes úteis", fazendo-os marchar por ruas e estradas, com finalidade absolutamente clara de intimidar proprietários rurais e autoridades".&lt;br /&gt;"Esse partido político clandestino faz oposição aos governos, é aliado do corporativismo estatal, luta contra as reformas do Estado e da economia e demonstra, cada vez mais, o seu solene desprezo pelo convivência democrática".&lt;br /&gt;"Nem o PT, nem a CUT, que até pouco tempo alimentavam a ilusão de ter o monopólio da esquerda no país, conseguem mais suportar o MST, que ganhou vida própria, rejeita a via instituicional, prega uma revolução e quer eliminar partidos políticos e confederações de trabalhadores".&lt;br /&gt;"Se um governante, de qualquer nível, não cumpre sua responsabilidade de defender o patrimônio das pessoas e a tranquilidade da população, estará jogando por terra tudo aquilo que o país construiu desde a redemocratização.&lt;br /&gt;Por isso, o governante que, além de não resolver os problemas que estão em sua alçada, receber dirigentes desse partido político com "carinho e afeto", estará agindo como cúmplice dos manipuladores e traindo o compromisso democrático assumido com o povo, sem perceber que cava o seu próprio fim".&lt;br /&gt;"Quanto aos cidadãos e homens públicos que acreditam no diálogo, na convivência, no primado da justiça e na prática democrática, resta protestar contra a impunidade dos invasores de terras( produtivas), o desrespeito às leis e a passividade de certas autoridades públicas diante das agressões das lideranças do MST e seus liderados". Ass: Dep.Fed.(MG)-Maurício Campos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-1139013842462885367?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1139013842462885367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1139013842462885367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/acerto-e-erro-na-reforma-agrria.html' title='Acerto e Erro na Reforma Agrária'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-1546769047301838059</id><published>2008-04-22T11:57:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:35:55.947-07:00</updated><title type='text'>O coice do Crioulo(6/2002)</title><content type='html'>Benditas as crises por que passam e passa a agropecuária se o setor produtivo, e cada produtor na sua unidade, entendesse que é principalmente no infortúnio donde se extrai as melhores lições e onde se faz a melhor argamassa. Assim como foi na fumaça das grandes revoluções que se forjou o homem do Rio Grande. Mas, revolução não pressupõe, sempre, nem exatamente, sangue, porém não prescinde nunca de luta e muitas vezes de novas estratégias. É preciso, então, hoje que estamos em um novo mapa, que se entenda que o norte não é mais para lá como antigamente; ou talvez não seja nem mais para aquele outro lado. Então, se for preciso, que se crie um novo norte, fruto de uma boa dose de imaginação e criatividade, associada à sensatez. Um norte que saia de dentro, do amadurecimento, que passe de preferência longe das instituições bancárias, pois como dizia meu bisavô, "banco só é bom para sentar em cima".&lt;br /&gt;E, principalmente, um norte despojado de tresloucadas vaidades.&lt;br /&gt;O mundo é outro, o mercado aponta para outro lado e só sobreviverão os que ajustarem o rumo e os procederes.&lt;br /&gt;O nosso setor, o da produção primária, é farto de exemplos que vêm sendo transmitidos de pais a filhos e a netos, a idéia errônea de que deva ser vinculado ao fazendeiro o fato de ser sempre um bem sucedido, à imagem de ostentação e se possível de brilhar em eventos; quando não, só parecer bem sucedido já é o suficiente. Tanto melhor se puder comprar muito campo, estâncias de grandes extensões, caras na manutenção e muitas vezes subprodutivas por serem, circunstacialmente, mal gerenciadas; tudo com boa estampa e carencia de humildade.&lt;br /&gt;Digo mais, em exemplo e em comparação, em países mais antigos que o nosso, quem conduz o animal na pista de exposição é a filha do produtor (mas somente por necessidade, porque o empregado é escasso) e o próximo animal, é conduzido pela esposa ou pelo filho, enquanto o primeiro se hospeda nas baias e faz as vezes de tratador. Aqui, o proprietário, muitas vezes, chega na hora do seu animal ser exposto, hospeda toda a família num hotel 5 estrelas, dando uma idéia distorcida, aos que ouvem suas queixas, de que a crise é grande, o que não parece ser exatamente assim. Evidenciando que o produtor rural ainda quer ter o mesmo espírito do fazendeiro de antigamente, que criava gado extensivo em léguas de campo, não gastava nada com insumo, nem com tecnologia, morava na cidade com a família, procedia como "coronel" e ainda tinha 1 ou 2 chinas "para lhe branquear o cabelo". Era o tempo em que o fazendeiro rimava com dinheiro, o longínquo tempo dos "mil réis".&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, os grandes eventos, como em Esteio, deveriam ser transformados em grande foro, um foco de retomada, numa grande universidade rural onde os problemas fossem universalmente expostos, dissecados, transformados em diagnóstico global e/ou individual, com chance, aí sim, de um tratamento adequado. Onde se retirasse os melhores ensinamentos das crises pela quais o setor tantas vezes atravessou. E essas seriam, então, bem-vindas crises. Se assim fosse feito, nenhuma expectativa seria quebrada, não haveria mau tempo a lamentar e todos sairiam ganhando.&lt;br /&gt;Há muitos anos atrás, 35 talvez, num jantar realizado na casa do Dr.Jônio Salles, em homenagem a um grupo de formandos,naquela época, Curso Científico, travou-se uma acalorada e interessante discussão entre meu pai, José Brasil, e o poeta regionalista Glauco Saraiva, autor da poesia "Chimarrão", que muitos conhecem. Este, defendia a maior importância da cuia na vida do gaúcho, contra-argumentado que era pelo Seu Zé Brasil, que defendia a figura do cavalo como muito mais marcante na vida do homem do Rio Grande. A discussão era terciada com idéias fortes e bem embasadas, prolongando-se por toda a noite, sob aplausos e torcida. Até que eu, adolescente ainda, soprei no ouvido do meu "galo": "Pergunta para ele se foi montado na cuia que o gaúcho defendeu e demarcou as terras do nosso pago!" A pergunta foi feita, bateu forte no adversário e não sei se por cansaço ou não, o poeta Glauco logo acabou pedindo arreglo.&lt;br /&gt;Contei essa estória para esclarecer que desde muito tempo considero o cavalo um instrumento indispensável e muitas vezes amado, num determinado limite, em nossas vidas; meu pai da mesma forma, que teve um cavalo de sua montaria e de elevada estima, batizado por ele de Bom Amigo.&lt;br /&gt;No entanto, acho que o nosso cavalo de hoje, o Crioulo, o qual reconheço como cheio de virtudes, tem sido um instrumento da vaidade desmedida de seus criadores. E vaidade, em qualquer parte do mundo, é sempre muito cara.A propósito do assunto, critico mas defendo o direito de quem assim age!&lt;br /&gt;De um modo geral, esses animais são criados com tal dispêndio (digamos, no mínimo inoportuno) e com tal entusiasmo que, se os animais falassem, certamente teriam também uma fonoaudióloga. Negociados com requinte, muitas vezes em lugares de luxo, que atinge ao absurdo para o fato em si, onde, mercê do ambiente preparado e do entorpecimento produzido por essências inebriantes, alcançam preços ótimos para o vendedor e descabidos ao comprador. E, quantos dão vários lances a mais, também por vaidade! No outro dia, passada a volúpia, se prometem um "nunca mais". E, embora pareça um bom negócio ao produtor, engano é; o bom negócio é quando o comprador fica cativo e volta a comprar o seu produto. É visível que o Crioulo tem sido criado visando um palco iluminado, sem se perceber que muito poucos chegam lá e nesse trajeto a economia de muita estância se torna desajustada e até passa para o verme-lho. Vários já se aperceberam, sentiram o coice do crioulo e apelaram para a liquidação total de machos e matrizes, motivados pelo elevado custo e o discutível e longínqüo benefício. Já outros, em tempos passados, sabemos, até campo venderam para pagar um ventre(veja que mau negócio!) e outros, lamentavelmente, faliram. Ou não?&lt;br /&gt;Sem falar que se trata de uma proteina inútil ao consumo em nosso meio e que não mata a fome da maioria. Se,em matéria de produção agropecuária, o cavalo crioulo fosse bom negócio para toda a corrente produtiva, seria uma commodity,como carne, soja e outras, ou não?&lt;br /&gt;Quem sabe investir a mesma atenção e dedicação na pessoa humana que trabalha no setor primário? Um parente de confiança, um filho, uma filha ou até um bom empregado ou um encarregado; investir na sua cultura para o ramo, no seu conhecimento, na sua técnica, de modo que possa reverter na terra e na produção. E, que o cavalo volte a ser um bom empregado, visto que proteína, definitivamente, ele não é; um empregado, sim, bem alimentado, bem cuidado, bem tratado, bem descansado, mas um empregado.&lt;br /&gt;Mais do que isso, corre o risco de passar a ser um filho mimado de patrão, sem muito retorno, inconseqüente, bonitinho e que à vezes faz um bom casamento de conveniência.&lt;br /&gt;Li numa revista, que em Israel, que é um país pequeno e no meio do deserto, pega-se um cano de PVC de 100mm, faz-se buracos em cunha nas suas laterais a cada 30cm e ali se planta morango. Dentro de casa. E se colhe! Que o ganho da agropecuária seja como o exemplo acima, um crescimento vertical, mais grão e mais kg de boi por hectare, com investimento retirado do supérfluo e que o homem saiba retirar da terra a sua felicidade. Ainda que nem sempre será dinheiro. É preciso reverter a idéia de que o ganho está na preço do kg disso ou daquilo, porque assim fica-se na mão do burocrata. E sim, é preciso produzir muitos quilos para enfrentar qualquer preço. Só ocasionalmente haverá ganho no kg; o ganho terá que estar sempre vinculado ao aumento da produção. Esquecer as parcerias com os governos e associar-se uns com os outros em cooperativas, com líderes idôneos e um bom conselho fiscal, porque várias varas amarradas tem a resistência de um moirão.&lt;br /&gt;E por fim, que a herança deixada pelo produtor de hoje em dia, ao contrário do passado e por circunstâncias, seja uma visão dos novos tempos, qualquer coisa como uma terra bem preparada e bem semeada. A parte de Deus, bem ou mais ou menos, ele tem garantido; quanto a sua, comece hoje!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-1546769047301838059?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1546769047301838059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1546769047301838059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-coice-do-crioulo.html' title='O coice do Crioulo(6/2002)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-2164745578394453846</id><published>2008-04-22T11:56:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T15:54:18.282-07:00</updated><title type='text'>Terras nobres</title><content type='html'>Quando Deus criou a terra e o universo circunstante viu que faltava um soberano naquilo tudo e então criou o homem. E lhe disse que frutificasse e se multiplicasse, que enchesse a terra e a submetesse. E, biológicamente, é o que o homem veio fazendo, desde então, de forma direta ou não.&lt;br /&gt;No início das civilizações, o homem pegava da terra o seu alimento para a sua conseqüente sobrevivência, a qual era representada, primeiro pela catação de frutos e amêndoas,depois pela caça e pela água, bem como, dela saiam as folhas para a vestimenta. E o abrigo era encontrado nas florestas. E assim viveu muitos milênios, ainda que existam lugares escondidos no mundo em que esta situação ainda permaneça. Quando as organizações tribais se multiplicavam, ou elas migravam para lugares onde reinava a abundância, ou ficavam e passavam a explorar a terra através do cultivo da mesma, na busca da subsistência. Os milênios transcorridos e a persistência desta relação fez com que se criasse entre o homem e a terra uma relação sobremodo forte e a força interativa criada, que sempre os ligou, se chamou força telúrica, que resume a atração do homem pela sua terra bruta como provedora de vida e de tudo que da vida advém. Numa comparação muito aproximada, essa força é como se fosse a relação do filho com a sua mãe, com o ventre e com o colo maternos, que desde um princípio lhe provém o alimento e todas as outras necessidades de viver.&lt;br /&gt;Com o gradativo povoamento da terra nasceu o necessário (antes belicoso), até hoje complicado e às vezes ameaçado, conceito de propriedade. O conceito de propriedade sempre foi, então, um conceito inerente ao homem socializado, que as leis o fizeram inalienável, inviolável e que, embora posterior ao prévio direito à vida, que antes era garantido pela terra virgem, passa a ser um conceito de propriedade que implica na garantia da manutenção dela, a vida, seja do proprietário, seja da própria sociedade. Para tanto, fica ao cargo do proprietário mantê-la produtiva, ou seja, bem claro, o suficientemente produtiva para abastecer a si, aos seus e ao meio, mediante, inclusive, e mais comumente, a comercialização.&lt;br /&gt;Tal é o resumo de alguns direitos básicos envolvidas e sobre os quais deve ser pensada e resolvida, basicamente, a questão agrária, no país e em qualquer lugar. E é clara, então, a impressão que deixam estes mesmos fatos que, se as terras forem produtivas no que lhes caiba e na dependência do trato que se lhes dê, a um máximo de se tornar o suficiente para abastecer as exigências da sociedade em abundância, estas não correrão riscos de desapropriação para fins de reforma fundiária, conforme a Constituição.&lt;br /&gt;Existem fartos exemplos na natureza de que toda a terra é sempre boa e o mais evidente deles vem de Israel, que fez de seus desertos colônias produtivas, desertos tão bons que seus colonos os defendem com todos os seus argumentos e se necessário com a força. De outra parte, há 30-40 anos atrás ouvia-se dizer por estas bandas que a região norte do estado possuia uma terra vermelha que não prestava para nada, "uma saibrama velha braba", dizia-se. Quem está vivo e tem boa memória por certo se lembra. Quem fosse daquI para lá ou quem viesse de lá para cá, contando que trabalhava "naquilo", dava motivo para chacota. Pois hoje estão aí, aquelas terras da metade norte, sustentando a maior parte da economia do Rio Grande, num montante que é bem mais da metade do que cabe à nossa produção primária. Ou não?&lt;br /&gt;Pois, a observação de tais fatos permite, então, concluir que, realmente, todas as terras são boas. Que adoecem, é verdade, e até morrem, mas que se curam ou podem ser curadas, que renascem e produzem, dependendo de quem as toque. Em um comportamento que é, ao mesmo tempo, inerte e dinâmico, inanimado e cheio de vida.&lt;br /&gt;E a terra se torna melhor, ainda, quando não encontra considerações desmedidas a respeito de sua função, como por exemplo, "em minhas terras não entra arado" (no sentido de tecnologia que melhore seu rendimento), um verdadeiro absurdo que muito se ouvia e que ainda se ouve ressoar em algumas bandas, felizmente de forma declinante, mas que desconsidera a terra como uma mãe que necessita continuamente ser fecundada pela mão e pela técnica do homem, seu soberano.&lt;br /&gt;Pois, é baseado neste raciocínio até aqui desenvolvido que julgamos por demais inconveniente e inoportuno o emprego do adjetivo "nobre" para a classificação da maioria das terras da região de Bagé e de toda a campanha, bem como chamar de "nobres" alguns produtos que delas saem.&lt;br /&gt;Primeiro, por que, se chamá-las de nobre é tentar classificá-las de forma superior. Erram na comparação os que assim procedem, porque, no mundo moderno e principalmente ocidental, a nobreza pode ser muito romântica, mas não é mais superior. Vista quase como raridade, quase não existe mais ou onde existe, é quase simbólica, para não dizer decadente.&lt;br /&gt;Segundo, por que, se ser nobre é cumprir de forma melhor desempenhada o seu valor produtivo e social, produzindo um extra volume de alimentos para atender a fome da sociedade que nos envolve, esse não é o caso atual de nossas terras que, inclusive por serem "nobres", estiverem tempos atrás a justificar, paradoxalmente, um pleito de diminuição oficial na lotação dos campos.&lt;br /&gt;Terceiro, assim como quem tem dinheiro no bolso, corre um grande risco de ser assaltado se sair alardeando este fato numa rua movimentada, a região de Bagé, naturalmente, faz crescer a invasão da cobiça sobre suas terras quando seus proprietários as chamam de nobres, é obvio. Mesmo que sejam apenas terras diferentes das outras.&lt;br /&gt;E quarto, acrescido do fato que, se elas tem servido para produzir carnes nobres, como se alega, então, estão a perder o seu valor produtivo e consequentemente social de atender a necessidade orgânica dos indivíduos em sua maioria e sim só de uma parte deles. E, ainda, visto por esse ângulo, sua produção serve, na realidade, à gula de poucos, aqueles que podem comprar mais caro a sua saciedade e esta, a gula, é um pecado capital que pode ser postergado, mas a fome não. Ademais, subentende-se que, carne nobre é para ser comida por uma minoria que se considera nobre e que a olhos vistos, é uma faixa de mercado que, ano após ano, desaparece ou perde o seu poder aquisitivo. Além do que, este é um expediente que muito bem poderia ser cumprido como se cumpria a Cota Hilton, tempos atrás, ou seja, como uma faixa de exceção e não como regra.&lt;br /&gt;Pensem nisso e, mais ainda, se ao homem comum é permitido errar, como todo mundo erra, ao nosso produtor já se permitem menos erros, motivado pelas premências, uma vez que dele dependem cada vez mais bocas e, além da própria independência econômica, dele depende a independência do nosso país. É preciso reformar-se, sendo que, para esta reforma de valores, deveremos, de uma vez por todas, eliminar comportamentos do tipo, por exemplo, pleitear preço mínimo para o boi e tentar ganhar na modesta variação deste valor, quando se sabe que o preço, em dólar, será sempre quase o mesmo. E passar a enxergar que o ganho do produtor terá que ser obtido, sim, no volume de carne produzido.&lt;br /&gt;Finalmente, tenho convicção que, para muitos que me lêem, este texto tem o padrão e a eloquência de alguns líderes dos que estão fora da terra a ameaçar os produtores. No entanto, tenho certeza das minhas verdades. E, também como produtor, creio ser preferível que estas questões fundiárias ameaçadoras, ainda pendentes e geradoras de ansiedades e conflitos, sejam resolvidas pela antecipação da solução dada pelos proprietários, soluções estas que, ou transferirão os problemas para outras bandas mais adequadas, ou serão dadas por aqui mesmo, do que sejam resolvidas pela verdade e pelos métodos dos invasores. E isso é cristalino! Soluções, aliás, que passam por uma necessária pujança da região a ser exaustivamente buscada por todos os produtores, pelas mais criativas formas que sempre incluirá a determinação e que a quase todos os males espantará.&lt;br /&gt;É claro, isso tudo sem nunca abrir mão da necessária vocação e da telúrica vinculação do homem ao campo. Vocação esta que além de poder ser desdobrada, reaprendida ou redimensionada, poderá  ser a própria vocação campeira tão necessária, porque não? Mas, que, como é humana e dinâmica, poderá ser transferida e multiplicada. Não fosse assim, entende-se que não haveriam novas profissões e novas aptidões.&lt;br /&gt;Bem como, nesta necessária transformação para melhor, que não se dispense o prazer pelo trabalho, por qualquer trabalho e sua conseqüente produção, nos seus mais singelos detalhes. Assim como pelo ambiente em que estas coisas acontecem. Prazer sem o qual o homem não vive e que é universal e abrangente em qualquer indivíduo, que poderá advir da observação da sua vaquinha "Mimosa" (por que não?), como pela sensação de paiol cheio, de ter um futuro garantido com suas boas idéias de um cultivo perene, com o seu peito de empreendedor ou, até, a sensação de um bom suco crioulo, bebido na vastidão da sua quinta de fruticultura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-2164745578394453846?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2164745578394453846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2164745578394453846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/terras-nobres.html' title='Terras nobres'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-6637742954718505858</id><published>2008-04-22T11:55:00.001-07:00</published><updated>2008-05-02T16:03:01.656-07:00</updated><title type='text'>O "Conta Própria"</title><content type='html'>Com todo o respeito, mas quero usar este exemplo em um assunto de suma importância para comentar sobre a cronicamente aflitiva situação da região e pretensas soluções. Há muitos anos, eu era ainda gurizote, fiquei sabendo que um filho da cidade, desgostoso com a incômoda dependência paterna e talvez da orientação recebida em casa, coisas de adolescente rebelde, pegou sua mochila, pendurou-a na ponta de uma vara e saiu de casa dizendo que ia viver por conta própria. Atitude na qual não foi impedido por ninguém e muito menos pelo pai que conhecia suas limitações e também pelo respeito à vontade do filho, talvez. Três dias depois: uma batida na porta. Era o filho pródigo, disposto a rever sua decisão. Não podendo, no entanto, nunca mais escapar do apelido que ganhou naquela feita, O Conta Própria.&lt;br /&gt;Pois este movimento de emancipação da metade sul do estado, polêmico e carente de profundo estudo, a grosso modo, parece-me assim. Senão vejamos: um estado neoformado precisa criar, de imediato, todas as instituições necessárias ao seu funcionamento, muito caras por sinal. Obrigatoriamente, de cima para baixo e pelos mais dispendiosos, precisa criar um governo e seu gabinete de secretários, um tribunal de justiça, com todas as instâncias, um tribunal de contas, uma assembléia, uma brigada militar, um sistema único de saúde com hospitais razoavelmente aparelhados, rodovias, ferrovias, hidrovias (que não possuímos), polícia civil e sistema penitenciário. Tudo isso, mas muito mais e, principalmente, é preciso criar fontes de renda, as quais vêm da produção( no que somos primários e zonalmente precários). E isso, já antes de completarmos o primeiro ano de vida como um novo estado; na instalação, estas necessidades tem que estar todas previstas e logo resolvidas. Mas como?  Respondo: Será que o exemplo das emancipações de municípios que são verdadeiros arremedos, sem hospitais, sem presídios, sem escolas técnicas e sem comércio, sem ruas e sem esgotos, que vemos há anos emanciparem-se, não serve de suficiente lição. Se somos uma metade pobre,  parte de um organismo rico, como cortar o cordão umbilical que nos nutre e serve de garantias? Para vivermos como o Conta Própria? Mas como?&lt;br /&gt;Se temos uma economia estagnada, não é por culpa só do estado de hoje, mas por culpa do modelo que rege esta economia; muito bom no passado, mas ultrapassado e antieconômico para os dias atuais. E até quando essa cegueira?! Uma cidade como a nossa Bagé, cujo maior empregador é a prefeitura, freqüentemente em dificuldades, como pode ir para a frente? Onde a massa que tem algum dinheiro, e que por conseqüência a que consome, são os funcionários públicos; da cidade, do estado e da nação! Decididamente, está na hora da humildade entrar em campo, de, embora com razão, colocar-se um basta nas culpas impingidas aos bancos e aos planos econômicos mal sucedidos no passado e de esperar-se uma solução paternalista vinda de cima. "Aquele que decide a esperar até que as coisas melhorem, verificará um dia que aquele que não esperou, estará tão longe que jamais poderá ser alcançado!" Dizem os sábios.&lt;br /&gt;Assim, como em time grande que está em fase arrazadora e que não dá bola para juiz desonesto e sempre vence, nós não deveríamos ter medo de fantasmas armados de foice ou facão.  Isso, se a região fosse pujante, produtiva e sem “arrôto de perú”. E mais, acreditem, a discutível questão dos índices postulados para a pecuária, tecnicamente corretos, se aprovados, só vão aumentar o olho grande em direção a estas terras, pois um camarada que quer um pedaço de terra para trabalhar e sustentar a família, certo ou errado, sem saber e até sem querer saber nem menos o que é índice de lotação, não concebe ver um animal adulto pastando em 2 hectares de terra. Pois na cabeça dele existe um destino mais abundante para ela. E, mesmo proprietários, assim não nos será possível agüentar a pressão.&lt;br /&gt;Por isso, ainda que, por agora, como comentei em crônica anterior, seja feita reforma agrária e assentamentos em terras do governo, como parece e com momentâneo alívio, salvo reviravolta muito grande na nossa cultura produtiva com mudança de perfil, salvo um povoamento da região e de outras mentes a acrescentarem-se às nossas (Vide Colônia Nova que nasceu de uma reforma agrária bem conduzida), continuaremos pobres. E para tanto, repito, com humildade, é preciso convencermo-nos que estamos, realmente, pequenos; é a précondição para podermos novamente crescer. Só assim evitaremos que, na próxima década, os filhos dos atuais sem terra, ora sendo e por serem assentados por aí e aqueles que se tornarem seus iguais por pressão social, estejam batendo(?) nas portas da estância e até na casa da cidade. Só a pujança nos salva e esta deverá ser carregada com simplicidade, sem ostentação ou emocionalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-6637742954718505858?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6637742954718505858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6637742954718505858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-conta-prpria.html' title='O &quot;Conta Própria&quot;'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-3330133534572916480</id><published>2008-04-22T11:54:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T16:11:47.256-07:00</updated><title type='text'>Um Parto Geoeconômico</title><content type='html'>O nascimento de um município novo, a partir de uma cidade de origem obedece, de forma muito semelhante, às leis que regem e expandem a vida. Um ventre fértil, concebe em seu íntimo um óvulo fecundado, o qual divide-se em duas, quatro e indefinidas células, formando tecidos, órgãos e um conjunto que, em determinado momento, ao nascer, ganha uma meia condição de independência. Cresce trôpego, adquire conhecimento e conformação, amadurece e, gradativamente, avança, distanciando-se do ninho original. Até que um dia, várias condições individuais e o próprio berço o emancipam. Por uma lei biopsicológica, é compreensível que permaneça ligado às suas origens por um ou vários e invisíveis cordões umbelicais, mantendo trocas amadurecidas por algum tempo ou indefinidamente.&lt;br /&gt;Com os municípios é mais ou menos assim; em determinado lugar fecundo eclode um ponto inicial ( uma venda, uma igreja e um ponto de embarque), o qual, dependendo de forças multiplicadoras, cresce em forma de um tecido urbano, social e econômico, formando um distrito. Este, por múltiplas  razões, muitas delas ligadas à produção e à economia, cresce em direção à uma vila, a qual se expande, ganha autonomia e, naturalmente, sente-se em condições de auto-determinar-se. É a maioridade, que acaba por levar em frente os movimentos emancipacionistas.&lt;br /&gt;Em algumas tribos e em muitos povos, a maioridade e a emancipação do indivíduo coincidem com as condições deste manter os filhos que virão em forma de família; mais que uma condição social, é uma condição cultural, comemorada de forma efusiva quando da sua chegada no meio em que ocorre, tal a sua importância. Pois os maiores entendem que este rompimento, que soe transformar-se em menos drástico por ser necessário, é a única maneira de contribuir de forma fisiológica e efetiva com o crescimento dos que amadurecem para tal.&lt;br /&gt;As emancipações municipais possuem uma fisiologia peculiar muito semelhante àquela dos filhos que crescem e se tornam independentes. Aliás, em regiões onde estas ocorrem de forma escassa, se pode diagnosticar que são regiões de pouco desenvolvimento e crescimento, analogamente, por ser região de baixa fecundidade. Desta forma, comparando-se as regiões norte e sul deste Estado, na primeira, por conta de muitas emancipações, nunca ouviu-se dizer que um município-mãe permanecesse em má situação econômica, deixando de crescer, além de expandir, de forma definitiva, a riqueza global dos vários setores daquela metade. Permitindo aqui, concluir e vislumbrar a baixa ocupação como uma das principais causas do empobrecimento da metade sul.&lt;br /&gt;Talvez, sem que muitos e/ou a própria cidade tenham se dado conta, Bagé, mercê do trauma dos profundos cortes causados pelas emancipações de Candiota e Hulha Negra, depois de ressentir-se da diminuição da arrecadação, enquanto fechava suas feridas pelos galhos que se lhe arrancaram, vê-se pressionada a criar novas fontes de produção e renda – ainda em implantação - é verdade, e um começo de modelo econômico distinto e mais adaptado aos  novos tempos. Que, com o passar dos anos mostrar-se-á imensamente mais produtivo e compensador que as antigas fontes. Como em outras situações semelhantes, há que entender-se que o município-mãe, por ser mais antigo, naturalmente, possui o trunfo de ter um comércio mais maduro e mais abundante, melhores condições hospitalares, casas de espetáculo, casas de cultura, diversões, universidades e outros estabelecimentos de ensino, aos quais os filhos do município emancipado recorrerão com freqüência e assiduidade, devolvendo-lhe desenvolvimento e divisas.&lt;br /&gt;Com Aceguá não foi diferente; depois de mais aquele parto geoeconômico, correspondente a uma fração a menos de 25% do caixa, nem assim foi assustador. (E se a arrecadação iria diminuir, inicialmente, isso fazia com que colocássemos as barbas de molho diante de algumas promessas de candidatos). Mas, basta ter-se em mente que, além dos trunfos citados anteriormente, Bagé permanecerá com o aeroporto, com uma grande rodoviária, com frigoríficos, supermercados, com um hospital regional e seus avanços, com ótimo serviço público de saúde, com os melhores meios de comunicação da região, casas noturnas, maior população, com a criatividade de seu povo, clubes sociais, turismo florescente, excelentes áreas de campo etc etc.&lt;br /&gt;Um dia e ao natural, as áreas de produção rural vão sofrer a mesma fragmentação; bastará, então, entender que, tanto estas como o município que permanece, ao invés de produzir e crescer na horizontal, deverá fazê-lo na vertical. É adaptar-se a uma nova realidade viável. Ou sucumbir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-3330133534572916480?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3330133534572916480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3330133534572916480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/um-parto-geoeconmico.html' title='Um Parto Geoeconômico'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-9160048474482607888</id><published>2008-04-22T11:53:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T04:15:28.855-07:00</updated><title type='text'>A Metade Surda</title><content type='html'>As freqüentes manifestações e soluções apontadas, algumas esdrúxu-las – relativas aos problemas que desembocam na pobreza da metade sul deste Estado induzem-nos a buscar explicações, as quais pesam primeiro sobre homem antes de sobre a estrutura.&lt;br /&gt;E, nesta análise, comecemos por avaliar quais motivos estão por trás da presente e dolorosa circunstância, como um bom caminho de volta para encontrar uma solução sustentada. A começar pelo modelo econômico que deu opulência à região durante mais de cem anos através de uma cultura de amplidão, com produção primária únic e extensiva, que com os novos índices pleiteados tornam-se mais extensivas ainda e um só modelo industrial associado. O qual modelo, após a segunda metade do século passado, perdeu a antiga eficiência e a derivada opulência. E, nesta decadência, deu escasso lugar a poucas alternativas produtivas adventícias, também primárias, também extensivas, incapazes de absorver a mão de obra crescente, em ritmo maior que a sua utilização, com uma capacitação que aos poucas a civilização e a cultura que se achegava ofereceu com cada vez maior vigor. Daí ocorrer uma das nossas maiores chagas, o êxodo humano e intelectual, acrescido dos poucos atrativos a uma migração interna e inversa, pacífica e verdadeiramente produtiva.&lt;br /&gt;Sem dúvida, um grande problema, mas que um bom executivo acessorando governantes com vontade política e injeção de recursos, em concordância com as seis universidades existentes, e as empresas de pesquisa instaladas, resolveriam com certa rapidez.&lt;br /&gt;Ocorre que mudar culturas e sobretudo modificar os homens é muito mais difícil que terraplanar geografias ou mesmo modificá-las e construir industrias. A opulência secular do passado, fruto do modelo econômico, naturalmente,  deu lugar a uma aristocracia rural poderosa – e não poderia ser de outra forma. A qual, entre outras coisas, ainda alcançou a escravatura e a exploração similar desta servidão humana que seguiu-se à sua abolição oficial. Uma aristocracia que contrastou durante muito tempo com uma vasta pobreza submissa, também por  inculta. Uma aristocracia muitas vezes arrogante por quem não soube ostentá-la e ainda hoje – cujas causas geradoras foram se modificando com o decorrer dos tempos. Mas restando uma cultura residual íntima e nem tão íntima – geradora de um comportamento que ainda mostra marcadas características, hoje desadaptadas e até, sem a devida percepção, geradoras de fortes reações sociais, acintosas e até violentas. Uma forma de retrocesso. Sem conseguir, os indivíduos, como unidades motoras de transformação, reconhecerem que a metade sul necessita da mudança do homem antes de tudo. E, convenhamos, sem derivar para alternativas inconseqüentes, como a crescente produção de proteína não comercial, de alto custo de produção, de baixa produtividade, com finalidade meramente espetacular, quase circence – que satisfaz “egos” pessoais muito antes do ter valor coletivo.&lt;br /&gt;Olhando-se pelo lado da geopolítica, é verdade que a metade sul já teria um desenvolvimento mais marcado se tivesse sido mais povoada. Através, principalmente, de uma multiplicação de unidades municipais – nos últimos vinte anos a região de Bagé, por exemplo, multiplicou-se por quatro deles – mas assim leva muito tempo. As unidades rurais produtivas, pressionadas pela expansão demográfica tenderão a ser menore. Ainda que pela partição natural das heranças, alguns novos donos considerem-se desmotivados, ou por outras razões – e acabam negiando seu bem para aumentar outros patrimônios, que só se adaptarão mais tarde a uma nova geografia, o que também leva tempo.&lt;br /&gt;Estamos, pois, diante de uma circunstância que uma reforma estrutural e cultural profunda talvez resolva, se feita por quem ainda tem voz e conhecimento da produção rural e agrária, por um homem do campo modificado; uma reforma que poderá ser menos cruenta  se realmente for bem pensada e aplicada. E útil às pretensões da metade sul do Estado; sob risco de sucumbência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-9160048474482607888?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/9160048474482607888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/9160048474482607888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/metade-surda.html' title='A Metade Surda'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-8753474542504816233</id><published>2008-04-22T11:52:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T04:32:14.189-07:00</updated><title type='text'>A Cultura da Amplidão</title><content type='html'>Quando os limites desta região da fronteira sul e oeste do Rio Grande se formaram, era comum os senhores da guerra ganharem grandes áreas e até sesmarias de terra dadas pelo Império e, em alguns casos, entregues pelo próprio imperador. Estes senhores, alguns deles detentores de verdadeiros exércitos, iniciariam ali suas fazendas de gado, onde a criação tinha a facilidade reprodutiva baseada na geração e criação espontânea. E assim, em gratidão, passavam a cuidar, em tempos de paz, as preciosas fronteiras conquistadas. Nascendo, desse modo, a durável noção de que ser dono de terras era – e por muito tempo foi- sinal de poder de fogo e poder político, fato notório na cultura popular e da elite do passado e até a pouco. Como não pode-ria deixar de ser, a civilização da metade sul do Estado evoluiu pensando desta forma e, até os dias de hoje, um dono de muitas terras é um proprietário respeitável, ainda que em termos mais teóricos.&lt;br /&gt;O modelo de criação herdado daquela época, associado com a gradual  modernidade que alcançou os rebanhos através das novas raças, novas  técnicas de reprodução, de sanidade, novos métodos de pastoreio e a maior oferta alimentar, também perpetuou-se na mente dos produtores de hoje, os quais, em geral, sustentam a criação extensiva como a única maneira de produzir, motivados pela cultura atávica e favorecidos pela amplidão do pampa, onde não existe premências de espaço. &lt;br /&gt;É assim aqui, ao contrário do que ocorre em outras regiões do estado, onde  áreas menores, senão exíguas, obrigam o indivíduo a extrair sua produção animal de lugares, equivalentes aqui, aos de cima de lajeados ou de fundo de grotas. De outra parte, os homens de lá e de cá são diferentes por que as etnias foram diversas e as nossas descendências regionais, a portuguesa e a espanhola, ao natural e sem vio-lentações, sabem produzir dentro dos limites vigentes. Uma questão de cultura.&lt;br /&gt;Acontece que, dependente deste modelo produtivo, toda a sua região empobreceu. Há pouco tempo atrás, no auge de nossa aflição econômica, haviam falido muitas cooperativas: em Bagé, por exemplo, fechava a de carnes, dos grandes produtores,  a de lãs, perdeu a força, faliu  e hoje o seu então patrimônio é arrndado. Fechara um curtume e um outro frigorífico, também, havia fechado; assim como fecharam lojas de produtos veterinários, de comércio de peças, bem como de veículos, de tratores e máquinas. Quem poderia imaginar que um dia uma potência como a antiga Socopel um dia iria fechar suas portas em definitvo e quase sem sucedâneos!E recém este comércio de maquinas e implemntos está em recuperação. &lt;br /&gt;E aí perdeu-se na época quase toda a riqueza da cidade, bem como perderam-se as maiores fontes de emprego e de geração de divisas. Então, para uma cidade que quase somente vive da produção primária, pergunta-se: O modelo quase exclusivo de produção e sem atrativos para instalação de indústrias ainda serve?&lt;br /&gt;Somos uma cidade em estado ainda precário, que os cofres públicos têm a ainda a receber dos munícipes largas somas em atrasados. E pelos quais se debatem para saldar conta antigas em aberto desde muito tempo. Sendo que os principais devedores são moradores da zona mais rica da cidade, o centro. Vergonha e penúria, ao mesmo tempo. Mesmo assim, tempos atrás, ainda sobrou miolo mole para que, com precária cidadania entre outros exemplos da escassez desta, bagéenses vendessem rebanhos de gado, patrimônio, jóias de família e até veículos de serviço, empregando o dinheiro em um esquema espúrio de agiotagem, o qual implodiu.Ou já esqueceram do tal esquema?&lt;br /&gt;Urge, pois, para a região sul do Estado mudar o pensar e o agir dos homens, adaptando  práticas mais rentáveis ao modelo corrente, longe do elitismo e do supérfluo,  com decisão e convencimento, ousadia e segurança, criatividade e ótimo desempenho, determinação e coragem, mas, sobretudo, com uma humildade reverente voltada ao passado, mas com uma visão de grandeza em relação ao futuro. E eliminando práticas pouco sóbrias e inúteis diante das reais necessidades da sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-8753474542504816233?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8753474542504816233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8753474542504816233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/cultura-da-amplido.html' title='A Cultura da Amplidão'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-4594023054308476900</id><published>2008-04-22T11:51:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T06:12:59.237-07:00</updated><title type='text'>Mudanças no campo</title><content type='html'>No passado, uma estância de qualquer tamanho, adquiria  na cidade, aonde o dono ia buscar de carreta, a qual levava produtos do seu solo em forma de moeda de troca, além de trigo para moer, apenas açucar, sal, rapadura, canha, tecidos, querosene para lampião e algum pedido ou novidade feminina. Da sua terra, o estancieiro retirava todo o sustento primário: a mandioca, o feijão, o milho, o arroz, o trigo, a carne, a "fruita", a hortaliça etc. Nas casas tinha o gado manso; no campo, tinha gado chucro e roceiro de todas as idades, solto em invernadas sem limites, que não tinham qualquer controle sanitário, nem mesmo banho que fosse. Os empregados, quando havia, eram muitas vezes agregados e sem salário. Transporte, era o cavalo ou um veículo puxado a tração animal, quase sem desgaste e com reposição barata. Na safra anual, para as charqueadas, iam bois de 5-6 anos, dependendo, com até 700 quilos, e vacas velhas, algumas sobreviventes, outras falhadas; uma tropa de luxo a cada ano, pequena, média ou grande, conforme o dono. Despesa pequena, pouca coisa para comprar, vida simples muitas vezes: era nascer, sobreviver e morrer. Com poucos tributos, a tropa era quase toda o lucro - e que lucro!d - do fazendeiro.&lt;br /&gt;Nas cidades, a economia não era muito diferente na simplicidade , com poucos tributos a receber, sustentadas pelo comércio modesto e pouco diversificado e pelo giro da riqueza de alguns; mas eram escoradas, direta e indiretamente, pela vida no campo. Em outras palavras, uma vida dependente de um modelo econômico rude, mas que favoreceu durante muitos e muitos anos a que o fazendeiro juntasse dinheiro e as cidades se sustentassem.&lt;br /&gt;Este modelo, apesar da evolução e do progresso encarecedor que se seguiu, apesar de começar a escassear a mão de obra na longinqüa estância, de ter que recompensar melhor o empregado mais tarde com leis sociais, das necessidades de sanidade animal, algumas de controle obrigatório, como sarna, carrapato, aftosa. Apesar das facilidades de produtos de primeira necessidade serem encontrados nas prateleiras das vendas e que substituíam, com ônus, aqueles produtos nativos que serviam de moeda, mais a  oportunidade e a necessidade de escola para os filhos, apesar, pois, do estancieiro começar a gastar mais, este modelo continuou a sustentá-lo muito bem.  E, mesmo com os escassos tributos a pagar, sustentava com vitalidade a sua cidade de referência, por que sua produção de carne, quase espontânea, era muito lucrativa. Num esquema associado, marcadamente, ao comércio de exportação de carne in natura para outros centros que se seguiu aos tempos iniciais.&lt;br /&gt;Por esta época, muitas foram as cidades que embasaram as suas economias no modelo usado e defendido pelo pecuarista e onde um dia caberiam, também, as indústrias associadas. Nestes termos, foram muitos e muitos anos em que a pecuária foi soberana, bem como seus homens e pró-homens. &lt;br /&gt;Também, a esse tempo, algumas estâncias menores começaram a desaparecer, outras médias a encolher, ao mesmo tempo  que muitas eram engolidas, totalmente ou aos poucos, por fazendeiros em expansão, tudo porque persistia nestes a idéia de que quanto mais campo, mais dinheiro e mais poder; o que, no modelo, era correto.&lt;br /&gt;Mais tarde, novas exigências de mercado e novos conhecimentos da ciência, incluindo as técnicas de maior oferta alimentar, obrigaram o pecuarista a acrescentar novos métodos na sua prática, entrando numa mecanização relativa, a diminuir as invernadas, a selecionar seus rebanhos, a introduzir novas raças, a diminuir a idade de abate e a aumentar, ainda hoje de modo insatisfatório, a taxa de natalidade das vacas. Tudo num exercício para  enfrentar a carestia embutida na modernidade e para manter a pecuária como referência nas suas regiões de domínio e sempre usando como moeda o preço do quilo do boi.&lt;br /&gt;Bagé e região tiveram durante muito tempo a felicidade de ver seu progresso ascendente mantido pela pecuária, uma das mais modernas do país. Fato facilitado, também, pelas influências e trocas de conhecimento e tecnologia na fronteira. Entretanto, não teve a mesma ventura de ser dotada de indústrias sólidas, que amparassem a fonte primeira, economicamente, em períodos de escassez. Pois, presentemente, bastava-nos a observação crítica, ao ver fechados estabelecimentos ligados à produção primária, além de ver cooperativas do ramo fechadas ou quebradas, entre outros muitos sinais e sintomas conseqüentes, para atestar o empobrecimento da região. &lt;br /&gt;Mas, há poucos, dias falando com pessoa graduada da secretaria da fazenda municipal, soubemos que, apesar dos esforços, que foram muitos, feitos no sentido de juntar-se à arrecadação proveniente da dívida ativa em atraso, que é astronômica face as dificuldades inerentes à prefeitura, ela continua com retorno muito discreto, tendo , icnlusive que levar seus credores à justiça. Percebe-se assim que, frente ao apelo e pela insuficiente resposta dada pela população, não pagando os atrasados mesmo que esteja ameaçada por providências de cartório e com corte de crédito, que  existe dinheiro insuficiente na praça.&lt;br /&gt;Conclui-se, então, que, se a pecuária, que já esteve em estado falimentar e está passando ainda por maus momentos, mas em recuperação, e se a cidade de Bagé, que também já esteve quase falida, é dependente exclusivamente desta pecuária e de uma florescente fruticultura e silvicultura, é por que algo escapou às devidas providências no setor que a sustenta. E, dentro de um modelo de produção pecuária tão bem cuidado e tão bem desenvolvido, como o presente, qual será o motivo? Resposta: É por que o modelo em si é que está falido!  E, neste mister de "arrimo" da cidade, funcionará ainda precariamente, mesmo que se recupere!  Principalmente, quando, de uma maneira geral e ainda, a maioria dos médios e pequenos produtores pecuários embasam o ganho a ser obtido, somente nas eternas e singelas variações do preço do quilo do boi. É preciso, pois, que se tenha muita humildade diante deste estado de coisas para admitir tal fato e que a pecuária, neste particular, passe a produzir muito mais quilos de carne em áreas cada vez menores, desta vez saltando etapas da conhecida evolução no campo, para compensar o atraso. Essa e outras muitas práticas criativas, adaptadas a cada estabelecimento, que devolvam sem retardamento a pujança ao setor e à região. Essa, sim, servirá de verdadeira e inequívoca guardiã dos patrimônios. Aceite o desafio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-4594023054308476900?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/4594023054308476900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/4594023054308476900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/modificaes-da-economia-no-campo-e-suas.html' title='Mudanças no campo'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-1399204307641081005</id><published>2008-04-22T11:50:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:41:17.385-07:00</updated><title type='text'>Somos todos desiguais (1/2003)</title><content type='html'>Certa vez e em algum lugar na história do mundo, certamente não a última e nem em primeira ocorrência, a mãe de uma vasta prole, com mais de uma dúzia de filhos, comentou com sua vizinha confidente como poderia ser possível que seus filhos, todos criados da mesma maneira, haviam se tornado pessoas tão distintas umas das outras ao longo da maturação! Com uns mais atilados e outros mais limitados, uns mais empreendedores e outros dependentes, uns economicamente melhor sucedidos e outros empregadados, uns mais trabalhadores e alguns deles ociosos, uns de índole gregária e outros aventureiros! Tendo sido a resposta por parte da sábia interlocutoura: que a razão residia exatamente no fato relatado de que ela os havia criado de forma idêntica; sendo eles, em essência, tão diferentes como os dedos das mãos.&lt;br /&gt;As pessoas, é possível depreender do aprofundamento deste exemplo, e as personalidades existentes dentro delas, com seus currícilos decorrentes, possuem uma especificidade psicobilógica, como se fora uma impressão digital, que as torna figuras ímpares, desiguais umas das outras e que, quanto mais avançam na vida, mais se distinguem.&lt;br /&gt;Não sem antes deprender, também, que, neste processo, à família cabe prover de forma ampla as necessidades básicas, como a alimentação, o sustento mínimo e digno, a educação, a segurança, o afeto, os bons conceitos, o cultivo das virtudes, principalmente o respeitoas noções de certo e errado, o reconhecimento da autoridade, do posso e não posso e os limites básicos. E esta criação inicial, teoricamente, deverá ou deveria ser continuada, então, por uma sociedade igualmente provedora e justa desde os mestres e superiores até os governos, seguida da cultura popular e ambiental com suas influências. Criando, como conseqüência e nesta reação singular, todas as pessoas como desiguais em escala, nível e condição humana e social, mas com oportunidades iguais de ser feliz dentro de cada estrato. A exemplo, aliás, de como é com muitas formações sociais e democráticas encontradas no reino animal, as formigas, as abelhas e os cupins entre elas, que incluem junto o sábio cooperativismo laboral e social.&lt;br /&gt;No último século, foi até veemente o ímpeto, e nos períodos anterioes foi gradativamente cada vez mais sonoro o brado da igualdade social irrestrita. E assim foi e é cada vez mais assim entre aqueles que reinvidicam a justiça, incluindo nos dogmas de algumas religiões, em especial para nós do ocidente, no cristianismo. Modernamente, em manifestações que tem chegado aos quatro cantos do mundo, tem se pregado a igualdade social ampla, com ênfase à desqualificação das conquistas econômicas de cada um, inclusive a pregação da extinção da propriedade nos moldes atuais transformando-a em bem comum. Uma igualdade que vai além das oportunidades básicas iguais para todos, argumento tão salutar, com tamanho valor eloqüente e assaz oportuno à emotividade das massas. Inclusive, sendo este um pressuposto teórico para a felicidade da sociedade e até da individual. Um movimento comcada vez maior crescimento de ideais dentro da ideologia de que, pretensamente, possa se reger as múltiplas sociedades, basicamente, de forma a não reconhecer ou respeitar as diferenças. Em uma possibilidade que, até poderá vir a se concretizar, mas que depois cairá na realidade do erro utópico pelo básico impecilho de como poderá uma sociedade, uma nação e um mundo humano não ter desigualdades, se os homens são - até pela disputa inerente e saudável- em essência e biologicamente desiguais? Ou se tornam assim ao correr do tempo e do convívio? E se como, na condição de humanos assim sempre o serão? Bom senso e realsimo, pois, se há outros caminhos também socialmente justos a contemplar e mais prováveis!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-1399204307641081005?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1399204307641081005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1399204307641081005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/somos-todos-desiguais.html' title='Somos todos desiguais (1/2003)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-774539088511821917</id><published>2008-04-22T11:49:00.002-07:00</published><updated>2008-05-03T08:42:07.123-07:00</updated><title type='text'>Histórico ancestral da propriedade da terra</title><content type='html'>Segundo a Bíblia, a terra foi criada por Deus que a entregou aos homens para que a dominassem, entendendo-se aí, a extensão dessa premissa, a toda a descendência de Adão.&lt;br /&gt;Com o mundo despovoado, os homens se agrupavam em tribos, as quais tinham um comportamento nômade, vivendo principalmente como catadores, depois da caça e pouco tirando do solo, além daquilo que nele era natural e expontâneo. E viam a terra sem necessidade de disputa; uma gleba qualquer e eventual não pertencia a ninguém, não existindo naquele início e em relação a ela nenhuma visão de propriedade convencional. Por motivos óbvios, tinham com ela nada mais que uma relação transitória e parasitária. Foi assim por muitos milênios.&lt;br /&gt;Mas, com o advento de uma agricultura rústica, vieram os grupamentos, as aglomerações e as cidades; e a necessidade dos líderes de estabelecerem e zelarem pelo espaço necessário para todos os componentes das tribos, agora maiores, bem como houve a noção da necessidade do estabelecimento de fronteiras ao seu redor. &lt;br /&gt;Estas, de per se, vieram de encontro às aspirações de seus vizinhos, que tinham as mesmas intenções em relação às suas tribos e, dai, geraram-se os primeiros conflitos e guerras. As guerras, idealizadas por poderosos, por chefes e mais tarde reis, quando completadas, os vitoriosos ficavam com a posse do território, que davam concessão de uso aos eventuais camponeses. Era a propriedade da terra vinculada aos senhores da guerra, uma forma embrionária da formação dos reinados e dos países. Modelo, aliás, que se manteve durante a formação geopolítica do mundo contemporâneo, o que analisaremos mais adiante.&lt;br /&gt;Foi quando, naquele início, os reis ou chefes, quase sempre os mais belicosos, conquistavam grandes glebas. E para defendê-las, faziam concessão de domínio de feudos estratégicos a senhores fiéis e ilustres de suas cortes. Ou, também, concediam os mesmos benefícios aos seus principais guerreiros, surgindo assim a propriedade feudal e seus nobres senhores. Passando, então, a propriedade da terra a ser sinônimo de poder, sem que cumprisse quase nenhum fundamento social, já que seus habitantes eram, ou escravos ou súditos, ambos sem direito algum sobre ela e, nos primórdios da agricultura, explorando-a de forma artesanal nada mais que para a escassa sobrevivência e para pagar pesados dízimos. Enquanto a propriedade total de seus amos era mantida, expandida ou perdida à custa de guerras sequentes, tempo em que a usurpação da propriedade era coisa comum e o solo cabia a quem tivesse melhor exército. Tendo, no ocidente, a Igreja, quase sempre, por trás deste modelo, quando não, ela própria era a executora e/ou a propietária. E, mais ou menos assim, se formaram os países.&lt;br /&gt;Ainda que novas normas para o mundo tenham sido estabelecidas pela Revolução Francesa, conceituando básicamente o novo pensamento de propriedade e as formas democráticas de governo nos moldes do pensamento de Jean-Jacques Rousseau, inspirado em Platão; ainda que naquele tempo parecesse que dalí sairia um mundo mais igual e sem exploração, o homem, ainda, isoladamente ou em grupos econômicos, permanece, modernamente, tratando a propriedade de forma a usá-la como poder.E, como nos milênios passados, empregando outros homens como escravos, de forma explícita ou velada, obtendo propriedades de maneiras ilícitas e não valorizando o sentido social que hoje tem a terra, pela nova arquitetura mundial, concedido por novos tempos e por uma nova e mais densa humanidade.&lt;br /&gt;Conclui-se de forma fácil e óbvia, então, que, também nossas frontreiras regionais foram conquistadas de modo pouco discutido, na base do quem chegou primeiro e que, muitas vezes, foi arrancada a fio de espada. E os senhores, muitos deles, passaram ao natural a ver suas propriedades na forma de conquista, amplas glebas de terra que davam-lhes as dimensões do nome, ou em forma de grandes glebas doadas,&lt;br /&gt;contaminando de certo modo com a mesma visão e que se tornou cultural,a visão dos herdeiros proprietários de hoje em dia. Assim, ninguém de hoje tem toda a culpa, e sim muitas justificativas, quando luta pelos direitos de suas propriedades, por que a visão moderna não pode escapar dos conceitos atávicos de propriedade feudal.&lt;br /&gt;Entretanto, em tempos em que a terra, por estar a serviço de uma humanidade mais densa, tem que exercer o seu papel na sobrevivência global, há quem a busca e age de forma indiscrimanada e pouco ortodoxa na sua obtenção, entre os quais, alguns são desorientados, outros são oportunistas, todos sabemos, mas muitos o fazem pressionado e baseado na "lei do ronco" da barriga, mas com comportamento ancestral e, talvez, revanchista, de reverter o passado a qualquer preço. E a Igreja, hoje, tem um comportamento atual a favor do homem, louvável, ainda que com traços medievais de ancestralidade.&lt;br /&gt;E tudo é baseado numa visão distorcida concedida ao homem pela propriedade da terra, através dos milênios, hoje em choeque com a chegada galopante de novos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-774539088511821917?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/774539088511821917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/774539088511821917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/as-formas-de-propriedades-da-terra.html' title='Histórico ancestral da propriedade da terra'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-2952706274336477985</id><published>2008-04-22T11:49:00.001-07:00</published><updated>2008-05-03T09:12:53.733-07:00</updated><title type='text'>Consciências  arrombadas</title><content type='html'>Se é verdade que é da essência da humanidade a existência do bem e do mal dentro de cada indivíduo,e a violência entre seus sintomas, herança da metáfora bíblica da presença, no paraíso, da árvore do bem e do mal, por observação, é possível, também, concluir-se que dentre todos os homens, metade deles é de boa índole e age, naturalmente, dentro do bem. Restando à outra metade a tendência ao mal. Nesta metade, metade deles, mesmo assim, age corretamente e dentro dos preceitos legalmente estabelecidos pelas leis sociais por temer, ou as punições da lei ou por ter tido, em tempo humanamente hábil e correto, quanto ao aprendizado, um alinhamento moral advindo de um ensinamento inicial;na família, na escola, no quartel etc. A metade final deste todo, um quarto do total, é a porção negra da sociedade, a anti-sociedade, constituida por aqueles que agem intuitiva ou deliberadamente fora das leis, dos preceitos morais vigentes e da expectaiva sã de seus pares. São os que movimentam os noticiários, os criminosos de todas as gradações.&lt;br /&gt;Obrigado a escrever sob o impacto de mais um tempo de insegurança a ameaçar a população brasileira e sob a perpetração de mais uma atrocidade de repercussão global, sou obrigado a analisar que, de forma simplificada, os crimes contra a integridade física, os mais graves dentre todos, por atentarem contra a vida, dividem-se em crimes movidos pela emoção, em crimes movidos pela insanidade mental e por aqueles que são fruto da delinqüência, os mais comuns. Contra os primeiros, se os considerarmos inerentes a raça humana mais próxima do animal, poderemos considerá-los  menos preveníveis e graves, sendo que a própria lei os trata com condescendência. No entanto, é sobre os últimos, os crimes da delinqüência que, também por serem dependentes da impunidade, pela escassa repressão e investigação por parte das autoridades por vários motivos, por estarem envolvidos com o tráfico e o consumo de drogas, a qual,ingenuamnete, alguns desejam liberdade de consumo, algo pendente da prórpia corrupção da sociedade. Sociedade essa, donde todos nós, vítimas e criminosos, saímos, bem como por serem, os delinqüentes,  dependentes da precariedade social e econômica do povo, o que enfraquece a moral das sociedades suburbanas, crimes estes que vêm aumentando de forma já insuportável  em todas as regiões medianas e densamente populosas. Estes devem ser objeto de urgente e acurado estudo sem o embalo ocasional da emoção momentâneae e, por tal, de qualidade e eficácia efêmera.&lt;br /&gt;Vez por outra, de forma subconscientemente previsível, de súbito e de maneira chocante, a sociedade brasileira como um todo tem a porta da sua consciência coletiva arrombada por fatos trágicos. Em alerta e sob a égide do resgate do direito universal constituido ouve-se, então, das autoridades uma saraivada de providências redentoras a serem tomadas. Desta vez, no caso superlativo dos pais que foram indiciados pelo assassinato da filha de 5 anos, não foi diferente; no entanto, tudo mostra uma mera repetição do elenco de providêncioas anteriores já tomadas e não cumpridoas, como em muitos casos anteriores.&lt;br /&gt;No recente caso, o que parece ter havido foi um descontrole emocional dos presumidos assassinos. Nesse paticular, a neurociência reconhece que ao nosso cérebro ainda está faltando uma complemntação biológica, qual seja, um melhor controle do cérebro sobre as emoções do próprio cérebro, o que só alcançaremos em milênios próximos.É a previsão da ciência,tomara. &lt;br /&gt;Providências atuais foram aventadas, que se tivessem sido executadas quando das promessas anteriores e não esquecidas, como serão as de hoje de igual maneira, passada a emoção, a memória viva do ocorrido, teriam evitado a repetição das tragédias.&lt;br /&gt;Mas, o mais impressionante é que dentre todas as manifestações daqueles que detém a possibilidade de solução hoje, bem como daqueles que um dia serão o poder, não se ouviu nunca a menção à necessidade de uma mexida na estrutura da família e de suas representações, base intransferível e insofismável da formação e manutenção da moral social, bem como formadora da consciência humana. &lt;br /&gt;É no lar e no convívio com os pais que ensinam as noções básicas de certo e errado, ensinamentos estes que vão formar a boa consciência dos indivíduos vida afora e que serão sedimentados depois pelos professores e pelos superiores (o sargento, o patrão etc), figuras emblemáticas incorporadas nas mentes humanas em forma de autoridade, onde se embasa a sociedade organizada.&lt;br /&gt;A distenção dos bons e básicos costumes, que a modernidade concedeu às relações sociais na base, no lar, na família e na escola, lamentavelmente,todas estruturas decadentes como formadores da moral, são parte fundamental das causas regentes da estado atual de insegurança social. Tanto assim que existem vários trabalhos em vários países que mostram que a delinqüência juvenil está ligada à ausência da figura paterna no lar. O que causa uma desconsideração íntima do fundamento da autoridade básica que rege o indivíduo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-2952706274336477985?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2952706274336477985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2952706274336477985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/portas-arrombadas.html' title='Consciências  arrombadas'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-8459646994572019861</id><published>2008-04-22T11:48:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:40:27.038-07:00</updated><title type='text'>A  hora e a vez do baton (6/2003)</title><content type='html'>A ligação da medicina com o conhecimento e a ciência, em princípio, me fez prestar atenção à 51ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progreso da Ciência, que ocorreu anos atrás em Porto Alegre. Aos não inseridos, ditas reuniões anuais dão a idéia de serem exclusivamente destinadas a demonstrações das últimas invenções dos professores pardais à solta por aí, mas não é nada disso. Pois o tônica de tais encontros é tudo aquilo que está imeditamente por trás da ciência, ou seja, o conhecimento. E esse, como se sabe, evolui em todos os ramos. Motivo pelo qual, se você não é ligado em descobertas sobre eletricidade, física ou imunologia, por certo se agradará de relações humanas, ética ou hipnotismo, pois em todos eles o conhecimento progride e em todas as áreas as novidades estão presentes.&lt;br /&gt;Um dos temas desse encontro eclético e que me chamou especial atenção, foi uma mesa redonda ocorrida na véspera do encerramento, que versava sobre a participação da mulher em áreas por elas nunca dantes ocupadas, abordada pela sociologia, sobre o quê comento-lhes. Na realidade, a discriminação, que ocasionou a preconceituosa e pretensa inabilidade e inaptidão feminina em certos(muitos)setores da atividade humana se deve a muitos fatores, alguns universais, outros apenas ocidentais, outros orientais e até regionais, mas todos arraigados em cada cultura. Muitos são eles, a começar por aqueles que se adquire dos conhecimentos bíblicos, a respeito da formação simbólica do primeiro homem, que "foi feito em primeiro lugar" e depois a primeira mulher, "feita de uma costela extraída de Adão". Já aí, em uma evidente mas refutável condição secundária concedida à mulher quando, pelos próprios conhecimentos científicos que todos os mistérios e a muitos milagres desvenda, sabemos ser biologicamente impossível um sexo ter existido sem a concomitância do outro. E esquecendo-se, aquele ou aqueles que escreveram a Bíblia, que o próprio Deus, ou é assexuado, ou tem seu lado masculino e feminino concomitante dentro de si. Se não, como ser a imagem e semelhança de homens e mulheres?&lt;br /&gt;Este é um assunto muito controverso e com margem a muitas e extensas argumentações. Mas, em especial no ocidente, as milenares posições culturais foram se distendendo e felizmente dando lugar e oportunidades à mulher como hábil e apta a quase todas as atividades, as quais vão além da natural maternidade. E a observação do assunto pautado naquela reunião da SBPC permitiu que fosse feita uma pequena listagem das posições já galgadas pelas mulheres no presente, em especial aquelas que não se dedicam exclusivamente às aparições nas colunas sociais como regra, ou relativas às passarelas, atividades estas já quase exclusivamente femininas. Assim, dá para reparar que a evolução alcançada é tão marcante, que até na área das congregações religiosas já encontramos freiras advogadas, contadoras e outras profissões ditas masculinas. Além do que, essas mesmas religiosas, na sua intimidade, já tomam até banhos de sol na volta de piscinas em áreas privadas.... algumas de biquini. Sem contar que, além da Inglaterra, tempos atrás, ter sido governada com mão de ferro por Mrs. Margareth Tatcher e de termos tido nos Estados Unidos a mão forte de Margareth Albrigth e, mais recentemente, de Mrs.Condoleeza Rice, não se admirem por uma mulher pilotar uma nave espacial com destino à lua.E uma outra está prestes a governar o pais mais poderoso do planeta, por ora.&lt;br /&gt;Sem esquecer que outras conduzem ônibus, táxis e até uma delas, uma psicóloga, já conduziu até a mente dos jogadores da seleção brasileira de futebol.&lt;br /&gt;Todas, muitas vezes, num desempenhando melhor que o dos homens, pois que tem um maior domínio das emoções através de uma sensibilidade especial, mais acurada.&lt;br /&gt;São setores tradicionais do homem que vêm se abrindo à participação feminina, numa forma de evolução biopsicológica com a permissão da ascenssão cultural da humanidade e que modernamente estamos alcançando.&lt;br /&gt;Ao menos, é claro, é assim deste lado do mundo, no chamado e conhecido ocidente, onde os costumes são mais livres e menos rígidos e que aos poucos vai se fazendo equilibrado. Sim, porque muito terreno falta às mulheres do médio oriente, bem como no extremo oriente do mundo, assim como também na inculta África, onde as mulheres conseguirão as posições ocidentais de hoje com um pouco mais de atraso e sacrifício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-8459646994572019861?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8459646994572019861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8459646994572019861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/hora-e-vez-do-baton.html' title='A  hora e a vez do baton (6/2003)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-7911567674079621793</id><published>2008-04-22T11:47:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:50:24.037-07:00</updated><title type='text'>O álcool nas estradas (12/2001)</title><content type='html'>Tempos atrás, um governador do Estado, por suas atribuições, vetou um projeto já aperfeiçoado, de autoria do Poder Legislativo, que proibia a comercialização de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos à beira das estradas, pelo Rio Grande afora.&lt;br /&gt;O Brasil e suas unidades federativas, bem como as sociedades que as compõem, é pródigo ao entender que para qualquer assunto que se constitua em problema ao bom andamento social, uma vez feita e aprovada uma lei concernente, aquele problema está resolvido. O que o mais das vezes constitui-se em grosseiro engano, quando não, a solução que se pretende passa a gerar mais problemas ainda; no mínimo, caracterizando velhos infratores à uma lei adventícia.&lt;br /&gt;Ao nosso ver, o governador de então deveria ter entendido que a nova lei em questão traria junto fatores complicadores e por isso a vetou. Fatores como a indisponibilidade de pessoal e estrutura para fiscalizar a sua aplicação ao longo dos milhares de quilômetros de rodovias que constituem a malha estadual de estradas, desde as mais singelas e precárias às mais modernas e movimentadas. Tal fato acrescido da possibilidade que sua vigência viabilizaria uma enxurrada de processos oriundos daquelas pessoas, não motoristas, mas usuárias, que postulariam direitos ao consumo dos eventuais objetos da proibição. E o que transformaria a jurisdição em verdadeiro pandemônio, desmoralizando a prórpia lei, se não fosse vetada.&lt;br /&gt;Na realidade, este modo de controle feito ao consumo de álcool para coibir os acidentes, que por essa razão são incontáveis, não daria certo.&lt;br /&gt;Além do já exposto, assim também seria pelo próprio funcionamento do álcool no cérebro do indivíduo. Se formos analisar os efeitos maléficos sobre o bebedor, a história do álcool é milenar ; conta-se que as filhas de Ló, ao fugirem para longe de Sodoma destruída, diante da constatação de que os homens da cidade, seus possíveis pretendentes, haviam desaparecido sob a chuva de enxofre, resolveram embriagar o próprio pai para, alternadamente, levarem-no ao conúbio. Faz tempo, não é verdade?&lt;br /&gt;Entretanto, os conhecimentos técnicos e especializados sobre a doença do alcoolismo datam de pouco mais de meio século. E por eles aprendemos que o perfil do alcoolista, por sua compulsão, seria capaz de driblar quaisquer leis, inclusive carregando a bebida dentro do próprio veículo ou junto ao corpo, para consumo. Assim, no mínimo, a pretensa proibição por esta lei seria driblada de forma regular, exatamente, por aqueles que menos condições tem de andar ao volante, os álcool-dependentes. Mormente, quando depois de alguns goles, além da compulsão, age sobre esse tipo de doente uma completa perturbação do seu juizo crítico, circunstância em que a vigência de qualquer lei ou mesmo a iminência de prisão pouco ou nada modificaria a sua ingestão doentia.&lt;br /&gt;Não resta dúvida que a intenção da lei ora vetada era das melhores, ou seja, a sua pretensão de coibir acidentes e mortes ao volante no entanto, a sua difícil e complicada execução com eficácia, sugere a busca de outras alternativas. E nesse particular, todos os esforços são válidos. À propósito, desponta como uma solução com promessas de bons resultados práticos, inclusive em termos de saúde pública, a notícia de que está em tramitação na Câmara Federal uma lei que envolve as companias responsáveis pela produção e distribuição de bebidas alcoólicas no tratamento especializado de alcoolistas envolvidos em acidentes de trânsito, o que seria uma via séria. Podendo ser acrescentado que a carteira de habilitação só seria devolvida ao condutor envolvido mediante a comprovação de tratamento.&lt;br /&gt;Entretanto, a melhor de todas as soluções, sem dúvidas é aquela que parte de dentro do próprio indivíduo doente, com leis nascida dos conceitos adquiridos no seio da família. Aliás, quem trabalha com recuperação de doentes alcoólicos sabe que quando a família participa da terapia, os resultados são sempre melhores. E, antes de tudo, é preciso que a sociedade entenda o alcoolismo como uma enfermidade e, principalmente, que o doente se entenda como tal. E que o Estado participe!&lt;br /&gt;O assunto da proibição volta a baila, agora na esfera federal, e de novo esbarra-se em problemas como de quem vai coibir o consumo e uma chuva de furos, como por exemplo,um último que permite que seja consumido álcool nas rodovias federais que cortam as cidades. Exatamente, nos locais de maior densidade humana, onde mais os motoristas param e onde o consumo fatalmente será maior e suas conseqüências idem. Mais uma lei sem valor prático, fadada ao desrespreito, por já ter permitido complascências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-7911567674079621793?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7911567674079621793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7911567674079621793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-lcool-nas-estradas.html' title='O álcool nas estradas (12/2001)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-8042426064651482461</id><published>2008-04-22T11:46:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T11:46:01.449-07:00</updated><title type='text'>Uma anti-cultura para a droga</title><content type='html'>A incidência da droga no mundo ocidental, mais especificamente em nosso país, o que nos interessa, tem um caráter pandêmico, ou seja, afeta todas as regiões e envolve todas as camadas da população de forma incontrolada. Deixou de ser epidêmico e transitório, pois não tem zazonalidade e não tem caráter de crise, como se fosse um surto de gripe; enfim, veio para ficar, afetando alguns e colocando a maioria em risco. Assim, a droga - o álcool e o fumo incluidos - transformaram-se em doença social com esta surpreendente característica. E o que mais pasma quem observa, é que o fato de ter atingido esta dimensão e por estar fora do controle eficaz, a sociedade, humilhada diante da inoperância ou ineficiência oficial e até da ciência médica, passa a conviver conformada com o uso escancarado e suas conseqüências, concedendo-lhes o perigoso rótulo de banal. Pois é assim que acontece quando as encara como comuns e alguém passa a mão na cabeça de quem consome.&lt;br /&gt;Antigamente, eram casos esporádicos de anfetaminas e dexedrinas, usadas por relativamente poucos indivíduos e de forma quase sempre como curiosidade e desafio, ainda que recusadas por aqueles que temiam as conseqüências em casa ou que respeitavam a conduta reta dada pelo pai ou mãe; ou até mesmo por temor de um risco desconhecido. Ainda, ocasionalmente, ouvia-se falar de médicos ou afins viciados em morfina injetável, fruto da facilidade na obtenção. No início, na maioria das sociedades, esta era a dimensão do mundo das drogas, com pequenas variações. &lt;br /&gt;Sua ampla veiculação veio aos poucos, através de grupos cultores de uma saudável distenção de costumes, lamentavelmente, experienciada sem limites em determinados quesitos, pois portavam-se como passarinhos ao fugir de suas gaiolas, em vôo desgovernado, que se esborrachavam no primeiro anteparo. Ao contrário do álcool e do tabaco que era coisa de gente mais madura e que não tinham o mesmo charme por serem lícitos, mas que tiveram o mesmo trajeto cultural, a porta de entrada das drogas consumidas hoje sempre foi a adolescência, pelo simples fator facilitador da fisiologia comportametal da idade: contestadora, insatisfeita, desorientada, infeliz, sem rumo, inconseqüente, imatura, imediatista etc. Todas elas características favoráveis à aceitação fácil do gesto mais comum e ingênuo- e o mesmo tempo fatal - de que "uma provadinha só, não faz mal". Fundamentalmente, em uma maneira ilusória de se antecipar, através de um atalho mais fácil, a felicidade. Para uns, vício, para outros, hábito e para outros tantos, um simples consumo, a droga pesada,o álcool e o fumo, ganharam uma dimensão tal que passaram a fazer parte da cultura da sociedade. &lt;br /&gt;E é esta, talvez, a sua maior gravidade. Por um lado por que facilita e permite sempre novos adeptos e por outro por que não tem contra si o rechaço social. &lt;br /&gt;São muitos os pais que quase não se encontram com seus filhos, pais ausentes, outros muitos deles que são despreparados, que não dialogam sobre drogas com seus filhos, potenciais usuários. São muitos os pais, pasmem, que consomem drogas até junto com seus filhos, são outros tantos que pensam estar livres de que os seus venham a ser engolidos pela pandemia e assim por diante. O que torna esses pais, em termos de prevenção e combate, membros de uma geração perdida.&lt;br /&gt;Quem observa os noticiários, há muitos anos constata que as autoridades competentes fazem pequenas e grandes apreensões de drogas, de norte a sul do país, cada vez com mais freqüência por que a produção e o tráfico aumentam. Mas conclui-se, também, que tais volumes são apenas amostras de um mar circulante na imensidão das fronteiras do sub-mundo e na vastidão das ruelas, contra o quê a reação oficial é impotente. Depois que alguns países tentaram liberar o consumo para conviver com as drogase se arrependeram, depois que já foi feito todo o tipo de tratamento e muitos avanços científicos, além de uma guerra e repressão, ineficaz, é bem verdade, é inevitável constatar-se que, no fundo, a droga existe por que existem cada vez mais consumidores a atender os apelos dos distribuidores.&lt;br /&gt;O seu combate seguro, entretanto, com mais chances de ser bem sucedido e com resultados duradouros, será a criação de uma anti-cultura da droga, ampla no seio da sociedade e mostrando que a droga não é banal. Veiculada pelos escultores da conduta humana e atingindo a idade da formação da consciência, a infância, feita pelos pais e na escola. Daí sairão jovens e homens capazes de dizer não, pois o resto até agora ficou muito longe de ser eficaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-8042426064651482461?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8042426064651482461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8042426064651482461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/uma-anti-cultura-pra-droga.html' title='Uma anti-cultura para a droga'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-1290617884988159812</id><published>2008-04-22T11:45:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:48:31.787-07:00</updated><title type='text'>Tragédia  brasileira (8/2001)</title><content type='html'>É impossível que um país que nunca teve um terremoto de respeito, que não tenha catástofres naturais regulares, livre de ciclones que assole suas costas e sem vulcões ativos, um país que nunca adoeceu de forma a ir para a UTI, ainda seja um país qual um adolescente desencaminhado..... Por um ângulo mais rígido, um país retardado em relação a outros de geografia desigual para menor.....impossível!&lt;br /&gt;É impossível que um país que tenha o patrimônio fértil de nossas terras, com tamanha costa marítima e todas as suas riquezas correlatas, com tanta água de superfície e toda a sua utilidade distribuida de maneira bondosa; um país com a maior floresta tropical do mundo, há séculos rico em ouro, em diamantes e em pedras preciosas, rico em minérios de qualidade, rico em artistas, cérebros e homens e, ainda, um país com tanto sol, cujo território encontra-se dentro da faixa mais saudável e criativa do planeta; é inadmissível que uma nação assim descrita ainda não tenha se levantado, com um vigor de dar orgulho, de seu berço cantado como esplêndido.&lt;br /&gt;Buscando as causas, nos deparamos quase sempre com respostas mal terminadas. Tais como: Terá sido culpa de quem nos colonizou? Ou será que foi de quem nos formou de maneira miscigenada? Será que foi culpa do longo período de escravidão, que humilhou a cultura e tolheu a criatividade no cerne do povo nacional? Terá sido culpa da religião que nos catequizou?&lt;br /&gt;Sem espanto, é possível que se pense assim, pois, segundo Voltaire Schilling,até 1988,em 90 anos de concessão do Prêmio Nobel, 80,9% foram entregues a pesquisadores oriundos de países de fé protestante. A Fundação Rockfeller, fundada em 1901 em um país da mesma fé protestante e com a idade de algumas de nossas universidades, já obteve 21 láureas deste prêmio; e hoje já passam longe de 90 o número de pesquisadores norte-americanos assim premiados; dados inquestionáveis.&lt;br /&gt;Ademais, não tivesse a Igreja Católica cometido tantos enganos, erros, atrasos e retrocessos no seu longo passado de pregação e colonização, não teria sido necessário à figura ímpar e íncleta do Papa João Paulo II pedir tanto perdão mundo a fora, em suas muitas visitas, enquanto viveu. Na realidade, por fatos ocoridos tanto acolá como aqui, onde a interiorização dos bandeirantes e a catequese patrocinaram, também, destemperos com nossos indígenas; ou não?&lt;br /&gt;Ficamos pasmos, pois, ao contemplar nossas mazelas frente à semelhante patrimônio nacional. Uns falam em 30 milhões, outros em 20 milhões de miseráveis; na verdade, frente à comparação do Brasil com países pequenos e de incomparável menor riqueza natural, como Suécia, Bélgica, Suiça e muitos outros, que sempre souberam administrar suas economias como quem cuida do bolso familiar, sem gastar mais do que ganha, sem trabalhar com dinheiro emprestado e sabendo que banco deve ser bom só para se sentar em cima, pois, frente a tais comparações, um ou dois milhões de miseráveis no Brasil já seria uma cifra desmedida e inacreditável. E, na verdade, nós temos muitas vezes mais do que isto. E será que os nossos mandatários, senhores em ideologias, teorias econômicas e outras tantas administrativas, sabem ou conhecem exatamente o que seja um miserável? Hoje em dia, talvez, o presidente Lula esteja mais próximo de saber.&lt;br /&gt;Quando vejo uma vila, com suas casas cheias de frestas e mal cobertas por papelão, zinco oxidado e recortes de madeira compensada, algumas delas, palafitas, outras, casabres empoleirados morro acima, enfim, abrigos insalubres nos mais arriscados locais sem água ou saneamento. Mas, principalmente, quando dentro delas vejo uma mãe, origem do homem, com muitos filhos do acaso, uma mãe que não conhece planejamento familiar, que foi parar ali empurrada pela vida e pela necessidade, a qual, aliás, é destituida de qualquer perspectiva e cujo futuro é restrito aos sucessivos fins de dia. Mãe sem instrução alguma, cujo padecer miserável lhe contamina até o afeto com que cria os filhos, assim meio tipo filhotes, aos quais sabe ter que abrigar com o calor do corpo e acalmar seu choro em suas tetas penduradas. Mãe sem dentes, os quais perdeu para a imprevidência, de grossas varizes e com ventre globoso, que nem imagina melhorar suas condições e que sonha, se tanto, com um acaso, ou às vezes uma divindade que seja complacente com sua prole. E que, até mesmo quando perde um, se consola, pois "virou anjinho". É ela a mesma mulher de um marido social e culturalmente semelhante, desempregado pela proliferação de outros incapazes como ele, ou pela disputa desigual com algum braço mecânico e com o qual não concorreu por falta de instrução. Saudoso de seu interior de origem, donde saiu com ilusões de vida melhor, biscateia quando pode; entretanto, a cronicidade do seu desencanto e as muitas expectativas vitais frustradas, ainda que singelas, o empurram para uma completa desesperança.&lt;br /&gt;Seu próximo passo, o mais provável, é o costume da bebida, por consolo; e todas as conseqüências familiares e sociais deste mau hábito.&lt;br /&gt;Esta mesma família passa fome com freqüência; é comum a mãe repartir entre todos alguns feijões sobrenadantes, pães dormidos e com sorte, um pouco de leite para o menorzinho. E se são do nordese, pasmem, para matar a fome comem preás, ratos, qualquer caça e disputam com as vacas cambaleantes uma planta espinhenta chamada algaroba.&lt;br /&gt;Junto ao fantasma da vida curta ou da possível não-sobrevivência, as doenças da miséria são o padecimento mais comum, muitos ficando ao léu, sem assistência nenhuma ou, então, são sinônimo de dificuldade de internação, de longas filas em frias madrugadas, extrema dificuldade ao interpretar uma receita e maior ainda em aviá-la. Remédio? Às vezes sim, mas, com freqüência, não. E tome chá e simpatia.&lt;br /&gt;Pessoas assim, vivem não só em barracos de vilas-miséria e em favelas, mas vivem também embaixo de viadutos, em prédios abandonados, em alagados, em ranchos de pau-a-pique, em fundos de campo, na caatinga, na rigidez do árido ou na umidade ribeirinha, ao longo deste país copioso.&lt;br /&gt;E tais condições sociais acabam por minar a vida, a qual perde o valor como tal; e a seguir, minam a estrutura que forma a família e sua moral mínima, dando lugar ao nascedouro dos mais conhecidos problemas sociais, principalmente aqueles conseqüentes à desvalorização da vida, como a delinqüência, a droga e a violência entre elas.&lt;br /&gt;E o que é mais surprendente nestes casos tristes: a maioria de seus membros padecentes é completamente reciclável, da miséria e de suas conseqüências, isso quando a ajuda recuperadora os alcança. Entretanto, muitos deles, se recebem um pedaço de terra para trabalhar, se recebem uma olaria para fazer o próprio tijolo e erguer sua casa, enfim, se recebem ajuda para crescer, agem como se preferissem continuar a receber as desmoralizantes cestas básicas ou o bolsa-família. Tudo por terem se tornado incapazes, cérebros comprometidos, desmotivados, sem criatividade, vítimas da desnutrição da infância e da falta de estímulo ambiental no meio onde crescem. Para estes a cidadania e a vida tanto fazem.&lt;br /&gt;É sabido que diferenças sempre houveram na formação das classes sociais; que pobres, menos pobres e ricos sempre existiram, mas miséria não é obrigado que faça parte deste quadro. É sabido, também, que sempre existiram aqueles que foram e são mandados, comandados por aqueles vocacionados para governar e liderar, numa lavoura social onde algumas são as cabeças que semeiam e muitas são aquelas que colhem. Pois, antes de que sejamos engolidos por ela, é necessário que a persistente miséria nacional e mundial, abastecida na origem pela sua superpopulação bem fermentada, seja considerada uma inimiga a ser vencida.&lt;br /&gt;Mormente, por um sentimento de que há de haver um lugar para todos e com um conforto mínimo.&lt;br /&gt;Para tanto, os nossos próximos governantes devem proceder diferente daqueles andaram por aqui até 10 anos atrás, deixando marcas de incompetência, que considerem este combate sem o mínimo de clemência ou complacência, muito além das soluções transitórias, penetrando de forma empática no coração de um miserável, conhecendo todo o horror de suas carências, de seu sofrimento e seus motivos, sobretudo pelo desmoralizante desemprego que o humilha; é preciso que quem nos governe ou vá governar conheça a miséria escancaradamente.&lt;br /&gt;Mas, que depois de eleito não a esqueça, em nome da permanência no poder, do interesse partidário, da corrupção, da incompetência e do mau e relapso gerenciamento. É imperioso que o Brasil vença a sua miséria, para deixar de ser uma geografia mal distribuida,inclusive econômica e financeiramente, já que nesse particular agora encontra-se melhor administrada, para se tornar, enfim, uma verdadeira nação, aquela sonhada e da qual todos ouvimos falar na infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-1290617884988159812?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1290617884988159812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1290617884988159812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/tragdia-brasileira.html' title='Tragédia  brasileira (8/2001)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-1940204483521710038</id><published>2008-04-22T11:44:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:42:16.559-07:00</updated><title type='text'>Penas e Apenados de Morte (8/2001)</title><content type='html'>Por ocasião da execução de Timothy McVeigt, uma figura cujo ato intencional, lúcido e desmesurado, em um triste dia teve resultados tão cataclísmicos e inesperados para a população Oaklahoma City, quando explodiu um edifíco inteiro, por certo ao redor do mundo e para quem se ligou no fato, reacendeu considerações, promoveu reconsiderações e fixação de opinião, contra e a favor, sobre o polêmico tema da pena de morte. Sobre o qual, aliás, pela simples razão de lidar com princípios e credos, justiça e humanismo e os mais variados conceitos de ascendência sobre o bem supremo da vida, jamais será conseguido um consenso.&lt;br /&gt;Ao atermo-nos desde sempre no comportamento genérico do homem em sua luta pela supremacia na terra ou no seio das sociedades, constatamos que penas de morte com infinitas justificativas e de dimensões variadas vêm sendo administradas e aplicadas por este, sob os mais sólidos patrocínios, aplausos e sob nem tantos apupos.&lt;br /&gt;Sem dúvidas, ao longo da história que nos conduziu até aqui, em nome da liberdade humana e da preservação da escravidão, em nome do poder, da manutenção de hegemonias, pela honra e pelos mais sagrados princípios, em nome de Deus ou deuses e contra Ele ou contra eles, em nome da propriedade, das conquistas e outros direitos ditos inalienáveis ou nem tanto, usando das mais vis, aguçadas e cruentas formas de extermínio da vida, o homem tem dado cabo, de forma inequívoca, da existência alheia em seu semelhante. Sempre com a mais variada concessão dada pela pátria, pela sociedade, pela família e pela igreja.&lt;br /&gt;No entanto, não só por meios cruentos e sanguinários tem sido o homem o verdugo do próprio homem; também tem sido assim quando é permitida a complascência com a miséria, com o patrocínio às injustiças sociais que levam a todos os tipos de violência, quando é promovida a desigualdade social e é dada permissão à ditadura econômica. E quantas mortes veladas ou explícitas são promovidas em nome destas condutas sociais concedidas! São condenações à morte em verdadeiros patíbulos permitidos que a hipocrisia humana faz que não vê!&lt;br /&gt;A evolução do homem no curso das civilizações que o formaram e amadureceram, apenas tem permitido a elevação espiritual de uma fração do nosso todo. São aqueles homens cujos íntimos se se promoveram e purificaram de alguma forma ao longo da existência, que cresceram e vivificaram. Em essência, entretanto, as frações virtuosas e desvirtuadas da humanidade permanecem em proporções estanques. E a intimidade do homem como humanidade, a qual lhe rege o seu comportamento, embora os avanços, permanece como nas épocas mais sombrias da sua história; o esplêndido conhecimento pouco o modificou como tal. E, espalhados pelo planeta existem sempre 20 ou 30 conflitos, entre outros tantos desencontros cruentos, que condenam homens à morte sem sofreguidão, lamentação ou polêmica. É a também chamada banalização da vida.&lt;br /&gt;Por que, então, a pena de morte ocasional e institucional provoca tanto interesse em quem a apoia e tamanha repulsa manifesta em quem a condena? Uma resposta seria o fato de haver uma troca da decisão mais vulgar, ao contrário da morte decidida por algum tipo de emoção, como na defesa da pátria, por exemplo. Ou mesmo, a troca do descompromisso na decisão, a inconseqüência e irresponsabilidade frente as chagas sociais, por uma decisão de morte embasada em intelecto específico e sustentado, logo discutível, por um código de justiça. Sem esquecer os discutíveis riscos de erro judiciário, os quais poderiam ser eliminados retirando-se da indicação da prática desta prática penal aqueles que não fossem flagrados em delito, os não confessos e aqueles sem inequívoca comprovação científica.&lt;br /&gt;Por certo, a pena de morte possui contra si muito mais argumentos contra que a favor; outrossim, fala a favor da pena capital, também, o desenvolvimento da medicina forense que, a par das ciências neurológicas, entre outras descobertas identifica indivíduos que padecem de um distúrbio conhecido como "síndrome de baixa estimulação", os quais em criança foram também hiperativos e cuja característica é ter a necessidade descontrolada por grandes emoções,até cruentas e delituosas, para se satisfazer. Um quadro fora de controle que está por trás, por exemplo, de alguns assassinos em série. Os quais, movidos por força, assim, incontrolada, voltam a praticar seus delitos quando é finda a sua pena, em liberdade condiconal ou mesmo, dentro do próprio presídio.&lt;br /&gt;E para os agonistas da pena máxima, ainda resta uma justificativa biológica que é a defesa da raça humana através da eliminação de seus predadores, ainda que "humanos".&lt;br /&gt;Ainda assim, diriam mais e melhor os familiares das vítimas dos assim apenados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-1940204483521710038?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1940204483521710038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1940204483521710038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/penas-e-apenados-de-morte.html' title='Penas e Apenados de Morte (8/2001)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-6462946345428937565</id><published>2008-04-22T11:43:00.002-07:00</published><updated>2008-05-11T11:43:12.822-07:00</updated><title type='text'>O ordenamento íntimo (8/2001)</title><content type='html'>Uma dormida, às vezes sonolenta, preferência popular por um governo de ditatura, o que, aliás, aparece em manifestações ocasionais e até passionais,talvez possa ser compreendido à luz da evolução do comportamento humano.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, há que ser valorizada na raça humana a existência intrínsica de uma condição animal com todas as suas características, a qual vai desaparecendo à medida que o cérebro vai tendo o seu amadurecimento completado, a partir do nascimento e durante o primeiro ano de vida. Que é quando o ser neonato obtém uma condição anatômica e fisiológica convenientemente capaz de absorver o aprendizado, base da socialização. E é este, o aprendizado, e quem o ministra, que retira o ser humano da rusticidade da condição irracional.&lt;br /&gt;Assim, durante seis ou sete anos de vida, período em que se sedimenta a base da personalidade, associado à formação dos parâmetros de conduta, fruto do que é aprendido, a criança introjetará conhecimentos que se transfromarão em regras e depois em moral. Bem como, absorverá para sempre na formação da sua mente a figura daquelas pessoas que os ensinaram. Os quais passarão a ser evocados como os guardiões emblemáticos e arquetípicos do que é certo ou errado ao longo da vida; é a fisiologia imutável do comportamento. E para sempre, o ser humano sentirá a necessidade de ser norteado por estas noções fundamentais e seus representantes introjetados, as autoridades primeiras, o ordenamento familiar.&lt;br /&gt;Ao longo da vida, a obediência à esta fórmula será mandatória, necessária e confortante; a sua desobediência, por vários motivos psicopatológicos, representará a trasngressão às regras, muitas vezes desconfortável e afeita somente à minoria da sociedade. Regras essas que a natureza se encarregou de vincular às figuras, às autoridades que as ensinaram, de forma inseparável quanto a sua eficácia. Ou seja, a presença real ou simbólica do "pai" é fundamental ao ordenamento; este, o ponto fundamental de nosso tema. Advindo dai a freqünte necessidade que o homem experimenta de ter de buscar recurso na reafirmação do ordenamento dado pelo pai, pelo professor, pelo guarda, pelo sargento, pelo cacique, pelo pagé, pelo síndico, pelo padre etc.&lt;br /&gt;Há tempos atrás, na cidade de São Paulo, foi experimentado o uso de bonecos infláveis vestidos de guardas de trânsito nas esquinas mais movimentadas, verificando-se uma diminuição das infrações naqueles locais. É fácil observar que a figura do guarda imóvel em uma área da cidade é suficiente para que diminuam as ocorrências, fruto por certo do efeito da antiga presença de nossos pais em determinado ambiente como fator de inibição de uma "arte"infantil. Um fator de ordenamento do comportamento, que o homem comum deseja que assim ocorra para que a vida social seja ordeira. Caso contrário, o "ordenamento animal" é o que prevalece. Retire-se a polícia das ruas e muitos viram saqueadores, invasores, pichadores, malfeitores e assim por diante. Assim, retire-se o filho da seio da família, como as crianças de rua, e criaremos infratores. Ao mesmo tempo, pergunte-se a esses mesmos, o que mais desejam e dirão: uma família( um ordenamento), ao natural. Como os saudosistas querem, ocasionalmente, uma autoridade, materializada e entendida como uma ditadura, entendendo-a como mais capaz de ordenar a sociedade.&lt;br /&gt;Conclui-se por esse raciocínio, que a liberdade é belíssima e necessária, que a democracia, materialização governamental desta liberdade, é o melhor dos governos. Mas, que elas são idealizadas dentro de determinados fundamentos que as limitam, o qual são os limites do homem a serem obedecidos por uma sociedade madura, ilustrada, controlada, socializada, solidária, com comportamento e conduta bem formados. E, sobretudo, bem governada.&lt;br /&gt;Quem ocasionalmente assim anseia, o faz por um governo onde os representantes íntimos do ordenamento humano, aqueles arquetípicos, estejam representados. Um ordenamento que se transmude para uma sociedade ideal, cujos cupins são a miséria, a corrupção, o desemprego, a fome, a insegurança, a ignorância, a falta de cultura, a malversação das vidas, o descaso com a natureza e o ambiente, o desvirtuamento moral e os maus exemplos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-6462946345428937565?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6462946345428937565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6462946345428937565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-ordenamento-ntimo.html' title='O ordenamento íntimo (8/2001)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-1171405692195990762</id><published>2008-04-22T11:43:00.001-07:00</published><updated>2008-05-03T14:46:04.338-07:00</updated><title type='text'>Orgulho gay e prudência</title><content type='html'>Há que ter-se muito cuidado e precisão de argumentos para se falar de tão delicado assunto. Sexo é algo que, se normalmente executado, trata-se de uma das maiores satisfações da vida humana, e julgue-se assim, também, pelo alto grau de perturbação pessoal quando a meta não é atingida. Mal aceitos por mal compreendidos em sua aptidão sexual, aqueles cuja satisfação ocorre de forma diferente ao que comumente fazem homem com mulher, os diferentes sofrem uma discriminação incompatível com a civilidade e a sociabilidade, por muitos motivos bilaterais e nem sempre oriundos de parte dos heterossexuais.&lt;br /&gt;De conhecida existência bíblica mas, possivelmente, com a idade da anatomofisiologia humana, segundo resumos de estudos incidentes, mais da metade dos homens praticaram, pelo menos um dia de suas vidas, um tipo de ato ou forma de comportamento homossexual. Nada estranho para organismos cuja origem no embrião é, sexualmente, indiferenciada. E, segundo estatísticas do próprio meio em questão, ao redor de 6% da população masculina e feminina é praticante, aberta ou veladamente, do homossexualismo; uma minoria. Portanto, padecente de todas as agruras sofridas por qualquer minoria. Com o agravante de que, se o próprio sexo já é polêmico e cheio de tabús, quanto mais um sexo praticado de forma excêntrica. &lt;br /&gt;Acrescente-se que o tratamento desigual que é dado às minorias é causado por um defeito inerente à alma humana majoritária, defeito este que até se amaina, como quem aplaca um mau hábito, às vezes com muito esforço. Mas quase socialmente incurável em sua essência. Por isso, na hora da emoção descontrolada, a palavra com maior poder de fogo e desarme será sempre: "negro sujo" ou, no caso: "bichona ou sapatão"!&lt;br /&gt;O tratamento preconceituoso faz parte, pois, de um defeito humano, apoiado pela ação transcendente e implacácvel da cultura ancestral, uma consideração de julgamento atávico que vem resistindo aos tempos. E, aparentemente, quanto mais os movimentos anti-segregacionistas se multiplicam, pela evidência adquirida em confronto com a maldade, parece que mais riscos correm os homossexuais. Aliás, é de se obsevar que, por produzirem ou se envolverem com situações emocionadas e/ou apaixonadas, algumas destas pessoas quando vitimadas de forma violenta, quase sempre o são de forma exageradamente cruenta. Certamente, pelo elevado grau de emoção induzida pela sua  homossexualidade.&lt;br /&gt;Quase todos muito inteligentes, os homossexuais não percebem que um dos mais fortes rechaços de que são vítimas é movido pela distorção auto-produzida pelo prazer sexual deslocado do habitual que sentem, bem como, o comportamento bizarro e mimetizado que mantêm. E que, lamentavelmente, exageram  em relação ao sexo com o qual gostariam de ter nascido; estampado na forma conhecida como "afetada", fora das paradas e dos lugares apropriados. É algo alegórico, que foge à seriedade do script, o que, aliás, retira a autenticidade de seus pleitos quanto a liberdade de ter prazer sexual ao seu modo. Esquecendo, inclusive, que tal manifestação deve ser levada a efeito entre quatro paredes. E que, se o comportamento é diferente, a consideração dos circunstantes também o será, inevitavelmente. O que de resto vale, também, para o exibicionismo público heterossexual.&lt;br /&gt;Alvíçaras, portanto, quanto à manisfestação que se realizam em São Paulo, anualmente, com suas calculadas quinhentas mil pessoas; sem exagerar, que nesta conta nem todos eram do ramo. Pois deveria haver um tanto de familiares, apoiadores, simpatizantes, nem todos eram da cidade e muitos eram até oba-obas. O mesmo para  iguais paradas feitas em Porto Alegre, ao redor da Redenção, como lá, com significativo engrossamento de fileiras. Sinais inequívocos de que a causa está  ganhando um tratamento mais natural com a devida aceitação da condição, dentro dos seus limites.&lt;br /&gt;E quanto a isso, coube a um bajeense, o desembargador J.C.Teixeira Giorgis, quando na ativa, um outro bom sinal vindo de uma terra tradicionalmente machista,  cidade que atualmente pleiteou uma data oficial alusiva ao tipo de conduta em questão e onde, por certo, deve haver um homossexualismo de bombachas que também comemora o ato do desembargador, o qual emitiu sentença que concedia direitos civís a uma parelha homossexual, aliás, algo tão certo como reconhecer uma parceria entre quaisquer cidadãos.&lt;br /&gt;Quanto ao que ocorreu em Bagé, tempos atrás, errou a Câmara ao dar trâmite ao assunto da data do Orgulho Gay, já mundialmente aludida em 28 de junho, e cuja aprovação ou derrota não mudaria nenhum comportamento. Errando, também, os defensores do projeto que evitariam o dissabor e o desgaste, pois já possuem, de um lado pela lei maior e novas jurisprudências e de outro por costume, seus direitos adquiridos e cada vez mais.&lt;br /&gt;Resta dizer, entretanto e em toda esta vastíssima e polêmica questão, que o pleito por reconhecimento de direitos dos homossexuais, por humano, justo e social que seja, esbarra na diretriz biológica máxima da humanidade, para homens e mulheres como tais, como sendo os responsáveis pela perpetuação da espécie....ou não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-1171405692195990762?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1171405692195990762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/1171405692195990762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/orgulho-e-prudncia.html' title='Orgulho gay e prudência'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-7439321025911656690</id><published>2008-04-22T11:42:00.001-07:00</published><updated>2008-05-11T11:44:11.202-07:00</updated><title type='text'>A guerra dos porões (1/2001)</title><content type='html'>Perdôem-me os caros leitores!Eu sei que este é um caderno de cultura e que esta,por definição,parece ser feita quase sempre de amenidades,deleite e enlêvo.Hoje,no entanto e especialmente hoje por não percebê-la desta forma,lhes entregarei em minha crônica neste espaço algo com um outro tratamento e um outro ponto de vista,assim, como quem encherga as árvores floridas,pelo lado de baixo e desde as suas raízes.&lt;br /&gt;Lorca,Brecht,Picasso e até mesmo Van Gogh,foram fiés tradutores de grandes conflitos em suas épocas,mas sem intenção precípua de fazerem arte.Tão fortes foram neste mister que provocaram verdadeiras avalanches sobre sí próprios,melhor seria dito,contra sí próprios.Quando não assim,como no maravilhoso e conflitante Vincent, que foi obrigado a ser seu próprio algoz.Ao passo que em outros,estes provocaram-se a tragédia,vítimas que foram do senso crítico e da verdade que encimavam.Em Vincent,em especial,assim foi numa clara intenção de,com uma auto mutilação,modificar a sua máscara,a sua persona.Ela,que por certo,representava na sua guerra íntima,interna, profunda e insolúvel,um fator a ser mudado.E com sangue,como era preciso.&lt;br /&gt;Se hoje,eles e tudo que deles emana,se traduz em cultura e com a menor sem-cerimônia transitam por páginas culturais iguais a estas no mundo inteiro,no seu tempo,as suas rimas,as suas prosas e seus pincéis eram os ecos iluminadores da escuridão político-sociais,quando não,exclusivamente da negritude dos desarranjos humanos.E assim, bradavam,cantavam e pintavam as suas realidades íntimas,bem como as convividas com seus pares,por seus povos e em seus países.&lt;br /&gt;E,é surpreendente,nada do que lhes ocorria e provocava o brado polimórfico,difere da,ora serena,ora conturbada e conflituosa vida atual de nós outros,basta observar.&lt;br /&gt;Pois eles com nós,percebiam,até sem exatamente compreender,que o problema da humanidade,em sua trajetória linear-ascendente em direção à eternidade,é exatamente as pessoas que a compõem.E que, ainda,estritamente delas é toda a responsabilidade sobre tudo.Mais ou menos como o é,em dimensão individual,dentro de nós mesmos,autores que somos de nossas ventanias e acalmias.E de suas consequências.&lt;br /&gt;Entretanto,as transcendências nos fagem da influência(ou nós fugimos delas)e,preste a atenção,nelas estão incluídos os riscos que a humanidade como um todo,corre.Os quais são muitos,sendo que o maior deles é o risco da permanencia do homem sobre a terra,seja como soberano ou até mesmo como mero coadjuvante e que se constitui no maior deles.E as reações que se presenciam em sua defesa se constituem numa guerra que se trava nos porões de nossas vidas cotidianas,uma guerra surda e inconsciente que,assim como a procriação,é de fundo estritamente biológico e em defesa,inicialmente,de alimento e espaço.Ou seja,se perdê-los o raça humana sucumbe.&lt;br /&gt;Já não lhes falo das guerras comuns e sanguinárias,das quais,das grandes,mais de mil e trezentos já tivemos desde que se faz a história.Estas são guerras grosseiras e muitas vezes de cognição precária,que pertencem aos generais e seus guerreiros compulsórios e bem mandados e as quais evoluíram desde Gengis Khan,de guerras bárbaras para muito bárbaras.&lt;br /&gt;E preciso pois que se atente para as guerras surdas,tristes e agônicas do dia a dia,a guerra dos sem isso e sem aquilo,dos sem proteção e sem eco.São as guerras de umas gentes sem defensores,sem Martí,sem Lorca e sem Guernica.Pior que isso,é preciso que se atente a essas guerras,que ao invés de nos desesperar,nos envergonham e intimidam.Que fazemos de conta achando que não são nossas e que,porisso,pouco nos importa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-7439321025911656690?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7439321025911656690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/7439321025911656690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/guerra-dos-pores.html' title='A guerra dos porões (1/2001)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-8425537459690775937</id><published>2008-04-22T11:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:45:20.342-07:00</updated><title type='text'>A cultura da corrupção (8/2001)</title><content type='html'>Tudo aquilo que faz parte da cultura de um povo ou de uma sociedade, de tanto ser repetido no dia-a-dia das pessoas, adquire características de normalidade. Quando alguma coisa é feita com regularidade nos mais variados universos – no quarteirão, no bairro, na cidade e em todas as faixas da sociedade – por mais incomum que seja, passa a ser pouco notável. Inclusive sem levar em conta se está certo ou errado, até porque a moral de um ato é medida pela generalização do uso.&lt;br /&gt;Os homens se eqüivalem em todas as partes do mundo, nascidos com cérebros, basicamente, muito semelhantes. Cada povo, é certo, traz uma genética própria, a qual é específica em detalhes: a conduta, a sobriedade,a rigidez,a liberalidade etc. Tal genética vai misturar-se ao ambiente de criação e vivência, constituindo-se nos dois principais formadores do homem, donde se diz que o homem é(também) produto do seu meio.&lt;br /&gt;E, especialmente, em relação à corrupção, são muitas as influências oriundas do ambiente, associadas a uma genética de caráter pouco rígida. Na realidade, a corrupção não é apenas o que aparece nas manchetes oriundas, geralmente, dos políticos. Tal é assim porque estes senhores transitam continuamente pelos noticiários. Muitos deles, enquanto um detalhe fortuito não os retira do ostracismo, seja qual for a sua idoneidade, nem aparecem.&lt;br /&gt;Mas, a corrupção não está só na política, aliás, muitas vezes apenas vale-se dela, pois muitos entram nela por força da necessidade de facilitar negócios escusos. Há, ainda, a considerar-se que os homens que sustentam posições na vida pública, estão lá pela escolha da sociedade, no seio da qual foram forjados, sendo um modelo fiel desta. E a corrupção que aparece – cada vez com mais freqüência – faz parte das sementes do bem e do mal que, naturalmente, o homem carrega; mas que, em alguns, é permitido aflorar com menos culpa ou cerimônia.&lt;br /&gt;Culpa da origem e da cultura geral dos homens. Pois coisas simples como, a mãe comprar a obediência do filho com gestos variados, o presentinho para a professora para lograr futura aprovação, o ato de ludibriar colegas num singelo jogo de crianças, são todos atos que, junto com outros exemplos, vão criando uma idéia de ganho fácilitado. E tudo é introjetado dentro do caráter daquele que um dia vai ser um indivíduo do convívio geral, inclusive elegível. Mais tarde, aprende-se que a gorjeta facilita o atendimento pelo garçon e este é corrompido, o frentista, o lavador de carros, todos passam a confirmar que, em nossa cultura, a gorjeta tem um poder descomunal; e por isso o seu uso alastrado. Um pouco mais tarde, o pai compra a aplicação do filho que pretende entrar na faculdade, prometendo-lhe um carro, quando fazer-lhe ver a necessidade real seria pedagógico e moralmente correto. Depois, já na vida adulta, vem o pedido de liberação de um projeto em um determinado banco, o qual só caminha mediante propina. E assim por diante, na sociedade e sua cultura.&lt;br /&gt;O que se quer dizer é: a nossa cultura é corrupta, desde a base, e não somente nos representantes que nos espantam com seus atos nada recomendáveis. E o pior, muitos dos que os condenam, se estivessem lá, fariam a mesma coisa.&lt;br /&gt;E o que faz um político corromper-se ao chegar lá? Associado à formação pessoal anterior pouco rígida, conta com a complacência e a placidez dos regimentos internos que faz um indivíduo, que nunca praticou um ilícito, ou apenas ilícitos leves, ceder à máxima de que o poder corrompe. Aliado à permissividade e à impunidade.&lt;br /&gt;A verdade é que a freqüência das ocorrências, os números envolvidos e os renomados rabos que se sabe que ficam presos em falcatruas, além de causar-nos muito espanto, este fica maior quando se constata que, se a corrupção estancasse, a pobreza desapareceria do país em 10 anos.&lt;br /&gt;Alguma coisa, então, precisa ser feita por todos nós, mas de baixo para cima, não sendo o suficiente culpar a ancestralidade latina, forte responsável. É preciso muito tempo, mas temos que mudar o perfil da sociedade. E, entre os partidos políticos, de habitual pouco prestígio junto ao público, em suas bases é onde deveria existir vigilância exemplar e rígida do patrimônio moral de seus membros. Destes partidos, os que freqüentam menos o poder, obviamente, tem índices menos comprometedores, também por menor visibilidade. Surpreendendo o fato de que um dos partidos proeminentes, que possuía a rigidez moral como princípio, atualmente estar com vários "buracos no queijo". Quem dera tivesse sido durável e que servisse de exemplo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-8425537459690775937?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8425537459690775937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/8425537459690775937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/cultura-da-corrupo.html' title='A cultura da corrupção (8/2001)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-6634259051973812346</id><published>2008-04-22T11:40:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:46:29.129-07:00</updated><title type='text'>Vida sim, drogas não! (4/2001)</title><content type='html'>De novo, a Igreja Católica, através de suas entidades promotoras de atos e opiniões, mais especificamente, a CNBB, acertou em cheio ao escolher o tema da Campanha da Fraternidade para o ano 2001, o qual dá o título a esta crônica. Aliás, muito bom, como o foram os temas de outros anos, oportunos e incisivos: o mais emblemático deles ”E a Família Como Vai?”, de anos atrás.&lt;br /&gt;Com o insuficiente que sei e o bastante que me interesso, gostaria que esta crônica pudesse ajudar aos leitores no conhecimento desta extensa e persistente chaga que se abriu no corpo da sociedade moderna, especialmente dos jovens, por culpa de vários ímpetos. Assim como, em primeiro lugar, entendo que a supressão ou a modificação dos hábitos que incluem o consumo das mais variadas drogas só será conseguida quando um pensamento lógico e convincente conseguir modificar o pensamento naturalmente imaturo, seu principal consumidor.&lt;br /&gt;Por outro lado, a fisiologia das drogas dentro do corpo humano possui apelos irresistíveis. A maioria delas possui uma ação similar à adrenalina, ou seja, dilata as pupilas e melhora a percepção do ambiente através da visão, amplia a captação de oxigênio, diminui a percepção da dor, aumenta os batimentos cardíacos, dá vigor físico e estimula a circulação arterial. E, de quebra, agindo no cérebro, ainda dá uma sensação de euforia, quando não, de onipotência, loqüacidade, aumentando o apetite sexual e a potência. Sem falar nas suas ações sobre o funcionamento das emoções, com sensação de bem-estar, descontração, delírios etc. Um êxtase, um convívio com a felicidade que qualquer jovem ao se drogar consegue de forma rápida, pelo atalho, a qualquer hora, a um custo financeiro módico – se estiver ao seu alcance – e a um custo físico, moral e social caríssimo, mas que sua percepção não alcança. E quando não está ao seu fácil alcance, com facilidade descamba para a delinqüência, geralmente o furto e depois o roubo, para manter o acesso.&lt;br /&gt;Assim, em uma cabeça dotada de um julgamento imaturo e imediatista dos fatos da vida em si, associada algumas vezes a uma inadaptação emocional causada por circunstâncias várias, geralmente nascidas no âmbito da sua sociedade original, a família, ou em seu círculo de convívio social imediato, muitas vezes cobrador, onde aparecer ou simular vencer esteja no ápice da ordem dos valores, mais a errada percepção de que “uma provadinha só não faz mal”, tudo isso, associado ao conjunto incrível de apelos sensitivos agradáveis que a droga produz em qualquer um, a torna tão complicada e difícil de combater.&lt;br /&gt;Está nas estatísticas, jovens filhos emocionalmente sadios, com seu ego alicerçado em pais que os apoiam, cujos valores morais que lhes foram mostrados estão em gradual sedimentação, onde os conflitos são percebidos, vividos e resolvidos com tranqüilidade e, principalmente, se se sentem amados e longe de ameaças, seguros com a segurança dos pais, são jovens com menos chances de se drogarem. E, em especial, em relação ao seu encontro com as drogas, os pais devem incluí-las entre aquelas experiências graves e proibidas, tratadas com os rigores morais do conjunto de noções do que é certo e errado, aprendidas desde a infância, onde deve se iniciar este aprendizado.&lt;br /&gt;Como a violência, a delinqüência e outros desmandos, o combate eficaz às drogas começa e termina na família, preferencialmente, com prevenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-6634259051973812346?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6634259051973812346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6634259051973812346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/vida-sim-drogas-no.html' title='Vida sim, drogas não! (4/2001)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-6901964413418107717</id><published>2008-04-22T11:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T02:01:17.386-07:00</updated><title type='text'>Questão de sobrevivência</title><content type='html'>O que você sente quando um malfeitor é morto, em nome da defesa da vida, pela própria  vítima? Refiro-me à circunstância fatal de quando a vítima reage e, com sorte ou destreza, elimina o assaltante. Pessoalmente, não sei se é certo ou errado, se é justo ou humano, socialmente, é provável que seja errado, mas confesso-lhes que me sinto resgatado da ameaça de insegurança a que somos, diariamente, submetidos. Seja quem for, o princípio de preservar-se a vida do seu semelhante é tão cristão quanto humano, entretanto, parece que este constante perigo de vida que nos aprisiona mina nossos princípios. E aí, passamos a ser regidos por uma lei maior, anterior às leis sociais, de constituição biológica, íntima e ancestral, que é a lei da preservação da vida. Algo, é verdade, muito perigoso de ser controlado e bem aplicado.&lt;br /&gt;É provável que, se tais ocorrências fossem ocasionais ou se a segurança estatal, garantidamente, tomasse conta e eliminasse do convívio social semelhantes agentes do crime, nosso sentimento de resgate seria substituido por algo mais civilizado. No entanto, o que me envolve quando um facínora sucumbe, é o alívio; e aposto que não estou sozinho nessa percepção.&lt;br /&gt;Quanto àquele que padece o súbito ataque e reage às circunstâncias do fato, incluindo o extremo risco, através das declarações dadas, ele desemboca sempre em uma única alternativa: " -Ou seria ele ou eu". Muito embora, passado o susto, alguns evitem comentários ou até manifestem-se chocados com a morte de que foram autores. O que, aliás, prova que, no momento do perigo, o risco de vida e o seu instinto natural de preservação modificam os conceitos e a moral do indivíduo, por mais arraigados.&lt;br /&gt;Sentir-se assim, resgatado, em situações semelhantes, seria, então, uma maneira de apoiar uma forma de pena de morte? Sim, filosofica e conceitualmente, seria. Mas, para embasar-se mais e ainda melhor, pergunte-se, novamente, àquele que assim se defendeu, se na hora do risco, seu ou de um familiar, se poderia pensar de outra forma, havendo chances de sucesso para a preservação. A resposta é óbvia.&lt;br /&gt;A insegurança passou  a ser uma ameaça ao nosso ser animal; nossos predadores, homens comuns, dotados de violência, audácia, inteligência, oportunismo, destemor e inconseqüência atacam-nos com cada vez maior freqüência. E o saldo emocional  da maioria da população é o do convívio cada vez mais constante com a possibilidade de que um de nós, até de forma recorrente, venha a ser o próximo. E com a criação de inevitável esquema individual de defesa, algo quase automático. É um medo crônico, muitas vezes fóbico e desconfortável, modificador da conduta social do cidadão de bem, gerando uma resposta, também e frequentemente, animal.&lt;br /&gt;Há tempos a TV mundial mostrou, nos Bálcãs, a morte nua e crua de dois ativistas, uma visão clara das balas penetrando-lhes o corpo e da vida se esvaindo; algo repulsivo e grotesco; e, para a maioria dos que viram, sem motivos inteligíveis. Bem mais antes no tempo, um segurança nas ruas de Copacabana, ao ser assaltado na rua e sob o foco das câmeras, agarrou a arma do agressor e em gesto rápido deu-lhe alguns tiros, matando-o. Esta, uma outra cena, foi acolhida com vibração geral de quem assistiu a ameaça padecida pelo autor. Também grotesca, é verdade, mas aplaudida, porque naquele instante havia morrido uma parte da insegurança pública, da ameaça a que cada um é submetido, aliviando um pouco do medo. Este foi, também, um comportamento com caractéres irracionais mas, necessário à garantia da sobrevivência; algo automático.  Entretanto, se formos analisar de forma um pouco mais racional e intelectualizada, da mesma forma o ato seria aplaudido, porque, de certa maneira, vemos alguém fazer aquilo onde a segurança oficial e a justiça estatal, no conceito da sociedade, relaxam. E que, de  certo modo, gostaríamos de ter feito, uma identificação psicológica; e os autores de semelhantes feitos ganham em nós o simbolismo de ídolos breves. Com um bancário que matou dois, anos atrás, parece que na Bela Vista, PoA, não foi diferente quanto à ativação destes conceitos.&lt;br /&gt;Pois, semanas antes, no Partenon, também na defesa confessa da sua vida e dos seus, um policial aposentado proporcionou um grande alívio aos que concordam que a sensação é realmente essa, ao eliminar dois assaltantes, seus pretensos algozes.&lt;br /&gt;Não sei se é certo ou se é errado, mas a insegurança social, a banalização a que a vida esta sendo condenada, está minando de irracionalidade os  nossos conceitos racionais, em nome da sobrevivência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-6901964413418107717?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6901964413418107717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/6901964413418107717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/questo-de-sobrevivncia.html' title='Questão de sobrevivência'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-2918614405907622433</id><published>2008-04-22T11:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T02:27:48.628-07:00</updated><title type='text'>Rombos na nação</title><content type='html'>Lamentávelmente, o alcançar ou manter-se no poder passa por caminhos e posições que a humildade e o real senso cívico e humanitário desconhecem. A magnificação desta verdade, em disputa, chama-se maniqueísmo, no que nós do Rio Grande somos exímios, mas do que a política brasileira não está isenta.  Ser um político, no poder ou em direção a ele, antes de ser um bom administrador, está fartamente demonstrado que é necessário que os adversários em potencial não participem do bem suceder de qualquer ato, nem mesmo da sua foto alusiva, ou, então, que participe na condição de humilhado. Tal conduta é produto de uma força íntima poderosa, parecendo que, à medida que o homem público vai progredindo em direção ao pináculo político, esta coisa misteriosa e inebriante, chamada comando, vai sendo tão cobiçada e ameaçada por seus adverários, depois da qual, o mais das vezes, está o vazio, que o governante vai perdendo a sensibilidade e a sabedoria que emana das relações humanas, do poder unitário do voto recebido e do clamor dos seus iguais da planície. Daí, o dito popular: "Primeiro os meus depois os teus, Matheus!"  E para os meus, é a cadeira aquecida e garantida, o sono comprido e sereno, a certeza de que aconteça o que acontecer, nada acontece.&lt;br /&gt;Pois, o país é e tem sido vítima de um sem-número de atos deste tipo, que o condenam, e ao seu povo, a sempre pagar um polpudo dízimo por atos que sob seu mando simples e descomplicado teria o destino de satisfazer a necessidade da maioria, do momento, da urgência, do risco menor, da solução mais de acordo, do planejado e do correto. Sempre contra atos expúrios, extravagantes e perdulários, que são correntes, com sabor de desafio ou de resguardo, tomados por picuínha, que condenam o povo a ser o alvo atingido, muitas vezes de morte, em uma guerra escusa e que não é sua.&lt;br /&gt;O ocorrido, tempos atrás, com a solução a ser dada a uma circusntância tecnicamente óbvia, a da necessidade de vacinação do gado gaúcho no caso de aftosa iminente ou mesmo antes, em nosso Estado, onde todos meteram sua colher a opinar contra ou a favor, e que para o azar da pecuária e do produtor teve a opinião favorável do Secretário de Estado de um lado, o suficiente o para que o Ministro de outro lado fosse contra, foi um caso assim: de sensatez zero!  No que, aliás, inicialmente foi acompanhado por alguns setores e lideranças, hoje arrependidas. Um absurdo de tal intensidade que, mesmo que a mortandade seja explícita, ainda haveriam de se desencontrar por conta da vaidade. Este, como outros inumeráveis casos em todos os níveis, direções e profundidades, constituem-se em um descalabro real, usual e perpétuo a carunchar a vida do Estado e nacional.&lt;br /&gt;Mas, não só este cupim social e moral nos atinge,trata-se de uma praga que atua, entre outros malefícios, em particular simbiose com a decantada corrupção. Assim, é inconcebível que o longo trajeto político, como cidadão e como usuário da escada gradual até chegar à presidência da república, que um mandatário quando lá chegue não seja sabedor, no mínimo, dos indícios correntes neste ou naquele órgão e sobre este ou aquele indivíduo. Principalmente sobre aqueles que vão tornar-se seus auxiliares diretos. &lt;br /&gt;Existem instituições no Brasil onde os sinais de corrupção são de uma antiga notoriedade cristalina, bem como homens cujo enriquecimento ilícito não deixa dúvidas; situações de desvios do dinheiro público, muito precioso por sinal, que só não vê quem tem má vontade e descompromisso com o trato daquilo que é arrecadado da sociedade, sob sacrifício e que custa caro ao bolso do contribuinte. Oriúndos da classe média, muitos poderosos ficam isentos de punição.&lt;br /&gt;Pois é neste quadro de descalabro moral e administrativo, quando um presidente que tem o poder condutor para colocar o país nos trilhos debate-se respaldado em escudeiros fiéis a ele, mas infiéis ao voto para não instalar uma sindicância, sob vís desculpas, quando, na verdade, a honestidade e a translucidez deveriam tê-lo obrigado a convocar um levantamento e ulterior punição exemplar no primeiro dia de cada governo. E sabem por que tal não é feito, neste e noutros governos? Para não sacudir e pôr em risco a  fascinante detenção do poder.&lt;br /&gt;Imaginem, então, os leitores, se somássemos as perdas monstruosas sobre as obras inacabadas que existem no estado e por todo o Brasil e que, por sua extensão nacional, encheriam um grosso volume! Também isto, fruto do maniqueísmo condenável, mas ainda, da irresponsabilidade em tratar o dinheiro, que por ser alheio, da Pátria, deveria ser muito mais valioso, ao contrário do comportamento vil que contamina aqueles que lá chegam. Pois, isso tudo, somado às perdas a que somos condenados pelo ilícito da corrupção, condescendida por quem deveria ter-nos zêlo, somado ao que perdemos pelas disputas políticas pessoais, desde sempre, faltariam zeros, sobraria espanto e as enormes perdas comerciais seriam apenas um detalhe.&lt;br /&gt;Como outros muitos, eu possuo um grande desconsolo por estar há mais de sessenta anos esperando pelo pais do futuro, que vejo chegar ainda inseguro e onde caberia uma postura política e moral mais correta. &lt;br /&gt;É hora, portanto e sem tardança, de recuperarmos a dignidade estelar de nossa bandeira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-2918614405907622433?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2918614405907622433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2918614405907622433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/rombos-na-nao.html' title='Rombos na nação'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-2656629742409812923</id><published>2008-04-22T11:29:00.002-07:00</published><updated>2008-05-04T02:38:46.272-07:00</updated><title type='text'>O mando e o desmando</title><content type='html'>O homem bem observado e visto com os olhos da simplicidade é fácil de ser compreendido; tudo por que sua vida, se conduzida de forma simples, é provável que seja bem sucedida. Os motivos de sua vida, os básicos, tem muito a ver com o irracional; e os racionais têm a ver com a sua vida de relação, fruto da emoção, da cognição, do intelecto superior de que foi dotado. Assim, normalmente, acorda pela manhã e faz sua ingesta matinal, cumprindo com esta manutenção uma parte do sentido biológico da existência, junto com atos de finalidade procriativa mais esparsos. A seguir, idealiza o seu dia, sempre pensando em cumprí-lo de forma a ter satisfações em suas expectativas, prazeres diários simples, cumprindo uma outra destinação básica, a de sentir-se feliz. E parte para executar o seu dia, mesmo sem ter consciência plena de que, cada vez que agir corretamente, estará cumprindo a sua destinação filosófica, que é o render-se ao bem, ao seu e ao dos seus. Simples, não é verdade?&lt;br /&gt;Manter-se vivo e perpetuar a espécie, o sentido biológico, ser feliz , o sentido psicológico e praticar atos com correção e a bondade, o sentido filosófico. Este é o resumo, então; os tres principais fundamentos da vida do homem, como unidade. &lt;br /&gt;Seria assim, simples e formal, se a ele não faltasse o conhecimento pleno de que, se a vida não for autopromovida acabará por tornar-se um predador de sí próprio, como são os inúmeros atos e comportamentos insalubres praticados contra sua saúde física ou mental; seria assim se não sucumbisse às próprias emoções; e seria assim, simples, se não sucumbisse à também herança animal da busca e da detenção do poder, incluindo a sua má condição ao usá-lo.&lt;br /&gt;O poder no homem comum, de um modo geral, limita-se ao quase instintivo senso de propriedade sobre uma estrutura onde exercerá seu mando, o espaço onde criará família, por exemplo. Mesmo aí se pode perceber que a estrapolação deste senso de posse pode ganhar conotação de ostentação, que é o poder além do seu valor humano realmente útil. A exemplo do que sente com "uma casa maior, um carro mais novo, mais potente ou mais atual". E outras infinitas formas e práticas que, distorcidamente, parecem ser poder, muitas vezes com valor meramente subjetivo. Na realidade, trata-se de um desvio que ocorre na vida privada e que pode trazer grandes prejuizos em detrimento das reais necessidades (pessoais e familiares), o que é muito comum à observação.&lt;br /&gt;O poder ético é uma consignação simples e de uso sóbrio, outorgada pelas circunstâncias individuais. Entretanto, à medida que o poder deixa de ser expontâneo e passa a ser fruto da perseguição neurótica que lhe é movida quase sempre na escalada social, torna-se credor, nos circunstantes, de uma recompensa pelo seu custo pessoal e material variável mas cada vez maior, o qual é cobrado em pesados dividendos, muitas vezes pouco morais.&lt;br /&gt;A vida pública é o cenário onde farta e habitualmente o observador se depara com estas distorções do poder; ou será que ele é assim mesmo, propriamente dito? Sim, porque, os homens do poder, esses nossos que foram mais próximos: Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros, Getúlio, Collor de Mello, todos gostavam tanto de suas condições que alguns chegaram a se embriagar com a circunstância da posição, a ponto de chegarem ao desatino ou à desgraça. No que não foram diferentes de outros na história dos povos e sempre agindo com pouca humildade. O poder, na medida da ascenção do individuo, seu portador, pela ameaça que recebe e que pode chegar à usurpação, vai ficando cada vez mais difícil de ser mantido e defendido, exigindo cada vez mais atenção e mais esforço para retê-lo, via de regra com cada vez menos ética. O que faz, nos homens públicos, com que a atenção aos interesses da população, através da qual subiu lá, seja cada vez menor, o mesmo ocorrendo com a qualidade administrativa pertinente. O que nos alerta para uma grande constatação: o problema com os homens públicos aos quais damos poder com nosso voto é o que eles vão fazer quando detiverem o poder e a quais transformações estarão submetidos. Nunca se saberá, com certeza, pelo simples fato de que, usualmente, o poder corrompe!&lt;br /&gt;Não terá sido a distração ocasionada pela detenção do poder que afetou a administração de FH no desmando que então ameaçou-nos com "apagão"? No entanto, certamente foi pela continuação da volúpia do poder que ele forçou a barra na questão da então reeleição. E, por certo, foi pela disputa do poder no Senado e sua cúpula que uma informação sigilosa pouco importou que fosse imoral aos dois demissionários. Bem como, é pela disputa e ameaça ao poder que às vezes a administração gaúcha se atrasa, pois foi por uma disputa de poder e espaço que retardaram importantes decisões técnicas feitas políticas, como em caso recente referente à pecuária e em nosso meio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-2656629742409812923?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2656629742409812923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/2656629742409812923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-mando-e-o-desmando.html' title='O mando e o desmando'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-3094858194118478525</id><published>2008-04-22T11:29:00.001-07:00</published><updated>2008-05-04T02:53:48.734-07:00</updated><title type='text'>O álcool e seu rastro</title><content type='html'>Os muitos indícios do consumo inadequado do álcool no catastrófico acidente da BR-290quando um caminhão atingiu um ônibus da Viação Ouro e Prata, com luto para Bagé, dão margem a considerações técnicas a respeito do uso e abuso de semelhante e discutível prática. Sabe-se que o álcool detém uma permissão cultural de idade mulitimilenar para seu consumo lícito pela humanidade, o que dá conta de sua condição arraigada no íntimo das sociedades, bem como da dificuldade para uma bem sucedida normatização de seu uso ou combate, quando necessário. De outra parte, os conhecimentos trazidos por uma emergente ciência médica, quanto a sua condição mórbida, facilitam o seu entendimento e manejo.&lt;br /&gt;Não existem dúvidas sobre o envolvimento da incapacitação motora e crítica do motorista, causada pelo álcool ingerido na maioria dos acidentes; sejam eles de qualquer tipo, ocorridos no Brasil e no mundo. Ainda que não saibamos quais acidentes envolvem um bebedor eventual ou um doente alcoólico; e este é um ponto em questão a ser avaliado embora de pouca praticidade quanto ao resultado a lamentar. Entre os que consomem, independente do volume, existem aquelas que podem fazê-lo, por serem eventuais, ainda que expondo-se aos mesmos riscos pela incapacidade física e mental adquirida. E existem aquelas pessoas que não podem beber por pertencerem a categoria dos bebedores doentes, calculados em 10% da população mundial, em atividade ou não, assim chamados os que não possuem controle sobre o volume ingerido, sem escolher ocasião ou circunstância para fazê-lo. Entre os quais, aparentemente e pelo histórico, enquadra-se o motorista do caminhão sinistrado. &lt;br /&gt;É o que conclui-se de uma pessoa que julga adequado, em missão de trabalho de elevada responsabilidade, como a de então, parar em pontos sequentes para beber, deixando a desnudo a condição de descontrole da ingestão. Esta, a incapacidade de dominar o impulso, a quantificação e qualificação do beber de risco, é uma, talvez a mais emblemática, das características da doença alcoólica. Sendo como é, então, uma enfermidade com caractéres genéticos e de poderosa ligação e dependência cultural, reconhecida pela OMS, carece ainda de diagnóstico e tratamento correto, devendo ser considerados com seriedade e importância (iguais a uma hemorragia) os seus sintomas, inicialmente pela própria sociedade e a começar por familiares.&lt;br /&gt;É preciso, então, que se atente a isso e dessa forma, desvinculando-se os sintomas e suas conseqüências, mesmo enquanto pequenas, das condições de caráter do padecente, erroneamente julgado como irresponsável, mau caráter etc; ainda que não esteja livre, também, desses desvios. Tal visão distorcida do problema desvia a atenção de sua existência mórbida e retarda a efetivação do tratamento correto, distanciando-a de um saber, hoje senhor de vasto conhecimento pertinente e bem sucedido em como atuar. Bem como das entidades leigas de auto-ajuda, como a Associação Renascer, os A.As., os Al-anon e outras muitas, que notoriamente se multiplicam país a fora, de cuja ajuda a sociedade não pode prescindir na identificação e condução dos doentes, prevenindo desatinos.&lt;br /&gt;Mas, mesmo em se tratando de uma doença bem codificada, existe um detalhe que a torna peculiar entre as demais entidades: trata-se de uma doença cuja cura só é conseguida pelo próprio enfermo, banindo para sempre o ato de tomar a primeira dose. Entrando aqui o trabalho da família, médicos e entidades ao buscar ou ajudar no convencimento, despertando no doente a convicção e a força para vencer a compulsão e o descontrole. O que, o mais das vezes esbarra na arrogância íntima do bebedor ao entender-se certo ao dizer "bebo quando quero e paro quando quero".Um catastrófico engano.&lt;br /&gt;Assim, no acidente referido no início fica difícil dizer se a proibição da venda, se já estivesse posta em prática, teria evitado aquele sinistro. Embora favorável à cobrança e obediência da lei, acreditando que dificulte o consumo, em se tratando de um doente com caráter aparente de compulsão e sem juizo crítico, o seu descontrole faria aquele motorista, ou outros,levar a bebida escondida no cano da bota, uma vez que os artifícios para a consecução do beber são infinitos.&lt;br /&gt;É necessário, outrossim, um vasto conhecimento desta morbidade e um reconhecimento cada vez maior destes casos por parte da sociedade, que não são poucos, transformando-se em difusos identificadores e vigilantes da enfermidade ou situações eventuais para, com várias atitudes e gestos. E no exemplo de uma estrada, o largador de carga, a dona do bar ou restaurante, o frentista, o borracheiro alertar e responsabilizar o envolvido, avisar a polícia, apossar-se das chaves de ignição, se necessário for, pois como limite tudo é válido. Prevenindo-se, assim, quem sabe lá o quê. Para isso seria necessáro, com certeza, criar uma ampla contracultura do alcoolismo, fruto de uma evolução social; ou muitos de nós ainda sucumbiremos a ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-3094858194118478525?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3094858194118478525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3094858194118478525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/o-lcool-e-seu-rastro.html' title='O álcool e seu rastro'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-3543774445610178614</id><published>2008-04-07T12:46:00.001-07:00</published><updated>2008-05-04T03:01:02.101-07:00</updated><title type='text'>Bem antes do pé</title><content type='html'>Verificando as estatísticas do feriadão dos feriadões, com muitas mortes no trânsito do Estado, sendo algumas nesta região, resta-nos concluir que existe algo mais antes do pé que impulsiona o acidentado; só pode! Baseado na piora dos números em relação a iguais períodos anteriores, o que será então que leva uma pessoa, viajando com a família, a ultrapassar, por exemplo, dois ônibus seguidos num setor de faixa contínua, expondo-se a grave risco; ou a cometer outra grave imprudência?&lt;br /&gt;Digamos, em primeiro lugar, que o alcoolismo esteja por trás de muitos acidentes; as estatísticas desta doença envolvem 10% da população mundial, ao passo que a sua presença nos acidentes graves é muito mais do que isso; então existe algo também por trás do álcool do motorista, talvez a sua irresponsabilidade emocional no ato de beber e pior depois de fazê-lo; mas, por certo, não é somente isso. É algo que vai além da cultura, pois afinal, não é o pé que freia ou acelera o seu veículo; é a intenção ou a má qualidade da intenção que faz o motorista ceder a vários tipos de volúpia fatal que envolvem a direção de um carro. Aliás, tomando um exemplo muito semelhante, nós próprios somos um carro, sendo que o cérebro é o motor do corpo e a mente é quem o dirige; e as emoções, moduladas pelo intelecto, são as motoristas da mente. Pois, no caso, parece que são as emoções que devem ser dirigidas pela inteligência, bem antes da ação do pé.&lt;br /&gt;É comum, no consultório médico, um paciente, mesmo jovem, queixar-se de falta de concentração e baixa do rendimento intelectual, pouca memória etc, onde se faz necessária a atenção; igual como acontece no trânsito. O que leva geralmente o médico, depois de conscienciosa avaliação que afaste um distúrbio orgânico, concluir que a tensão, por descontrole de emoções, que piora o juízo crítico e diminui os reflexos, está por trás desta queixa de desatenção. E esta é, talvez, a nossa chave.&lt;br /&gt;Os neurocientístas, envolvidos que são em uma especialidade que vem desvendando a influência do chamado cérebro emocional nas coisas do cotidiano, entendem que a falta de domínio das emoções, o que, em última análise, significa não dar maior participação à sensatez do intelecto nos atos comuns, causa um descontrole que leva ao chamado seqüestro emocional, um tipo de cativeiro em que nós mesmos fugimos ao nosso próprio controle, seja na emoção do medo, da raiva, do prazer, da volúpia da velocidade, de mostrar coragem em um mergulho ou outra qualquer situação em que a emoção acabe descontrolada; algo que, quando é possível reverter, nos arrependemos de ter cedido.&lt;br /&gt;Inúteis, pois, têm se mostrado o novo Código de Trânsito, o maior policiamento, os pardais, os caetanos, as notícias correntes destas violências, o peso das infrações no nosso órgão mais sensível, o bolso, as próprias evidências da piora nas estatísticas e todas as campanhas de esclarecimento e conscientização. O que tem feito tão mal à vida, como querer ganhar um “zero, vírgula, xis” de tempo no final da viagem – é a falta de uma coisa que passa pelo treinamento pessoal, voluntário e determinado para sermos literalmente mais vivos e melhor sucedidos. &lt;br /&gt;Ou seja, o bom uso do que, quando bem administrado, nos prolonga a existência: o controle das emoções, por mais tentadoras que sejam; uma questão de inteligência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-3543774445610178614?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3543774445610178614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3543774445610178614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/bem-antes-do-p.html' title='Bem antes do pé'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-400905935325551964.post-3224052652247508584</id><published>2008-04-07T12:45:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T11:47:30.084-07:00</updated><title type='text'>Credo em cruz! (11/2003)</title><content type='html'>A história é a única via de ligação do presente com os fatos políticos e culturais de nossa ancestralidade, incluída que sempre está como exemplo comportamental no presente dos homens. E para muitos dos quais serve de fiel paradigma. Ainda que sua construção tenha muito da fantasia daqueles que a escreveram e transmitiram, construindo verdadeiros mitos, uns quase deuses de heroísmo.&lt;br /&gt;Modificada ao longo dos tempos, é inegável que quanto mais a história for sobre fatos próximos, mais fidedigna deverá ser, por uma simples questão de lógica. O que faz, por exemplo, com que os fatos narrados a respeito das nossas revoluções rio-grandenses, por certo não tão remotas e das quais existem até transcrições originais que remontam às suas respectivas épocas, mereçam do nosso tempo um bom nível de credibilidade sobre seus detalhes; alguns deles, terríveis detalhes. Nesse particular, quero tecer comentários sobre a Revolução de 1893, uma luta fratricida, da qual a memória foi reavivada em uma mini-série da televisão. E cujo mote foi político, então, foi revestido de grandeza, mas que teve desdobramentos imorais e uma cruel permissividade para fatos executados pelos homens daquela guerra, muitos deles homens periféricos, é bem verdade e que foram sobejamente desumanos.&lt;br /&gt;Muitas coisas me espantam ao analisar seus dados: primeiro, os fatos horrendos praticados à solta e à farta, como os estupros de mulheres em estâncias daqueles que haviam se incorporado à luta, os assassinatos cruéis praticados fora dos combates, os saques e outras práticas espúrias. E, como se não bastasse tal selvageria, ainda espanta o método cruel da degola, usado contra e também para convencimento do inimigo, praticado de ambos os lados da contenda; além de uma notória cabeça decepada, a de Gomercindo Saraiva, com a vã justificativa de exposição pública com fins de intimidamento. Degola com a qual foram tiradas centenas de vidas em dois anos de luta; fala-se em mais de um milhar de vítimas no fio na das adagas - 10% do total dos mortos - talvez em uma conta incompleta que inclui apenas os atos mais marcantes de tão grotesco gesto.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, construído o semi-esquecimento de tal barbárie, o que igualmente me espanta é a posição que os artífices deste flagelo e aqueles chefes permissivos galgaram na cultura contemporânea, como um exemplar orgulho popular. Algo assim como se o gaúcho atual tenha sido construído com o embasamento nestes atos de marginalidade, o que felizmente não é toda a verdade. E, a bem dela, embora durante aquele período sangrento tenham sido arrebanhados muitos castelhanos com conduta própria das escórias para lutar nas fileiras maragatas, é certo que as práticas de então, que hoje horrorizam a muitos por sangrentas, foram praticadas, mesmo, por quem, sim, lutava contra seus irmãos gaúchos e genuínos.&lt;br /&gt;Sabe-se, pois, que hoje carregamos a genética parental dos homens e mulheres daquele tempo. Mas, é provável e cabe um profundo desejo, que aos bons gaúchos atuais, aqueles de paz e concórdia, tenha tocado a genética dos bisavós e tetravós que olharam tudo aquilo de fora; e que assim seja! E que aqueles que hoje habitam nossas cadeias, que degolam, furtam, curram, assassinam e assaltam, é provável que sejam correlatos genéticos dos desumanos degoladores e violadores de então. Particularmente, aqui citados nesta crônica sem orgulho nenhum!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/400905935325551964-3224052652247508584?l=jbtsocial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3224052652247508584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/400905935325551964/posts/default/3224052652247508584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jbtsocial.blogspot.com/2008/04/credo-em-cruz.html' title='Credo em cruz! (11/2003)'/><author><name>José Brasil Teixeira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08416937196654251154</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
